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Zelda II: A Vingança Quando o primeiro jogo da série Zelda chegou ao mercado, em 21 de Fevereiro de 1986, acompanhando o lançamento do Disk System, trouxe consigo uma maneira original e interessante de interagir com o universo, com os acontecimentos e os objetivos propostos. Zelda apresentava ao jogador um modo não-linear de progredir, onde você estaria livre para ir onde quisesse, e na hora que quisesse. Contando com uma grande quantidade de itens e equipamentos, você deveria explorar cada canto deste gigantesco mundo. Devido a sua diversão, originalidade e jogabilidade de fácil manuseio, Zelda rapidamente se tornou um sucesso estrondoso. Sendo assim, menos de um ano depois, em 14 de Janeiro de 1987, o jogo ganharia a sua seqüência conhecida no ocidente como Zelda II: Adventure of Link. Desta vez, a Nintendo mudou drasticamente o sistema de jogo, levando aos jogadores um sistema de batalhas com uma visão lateral e genérica em jogos de plataforma, semelhante a de jogos como Super Mario Bros. Adicionando ainda mais elementos, enredo intrigante, e um alto nível de complexidade se comparado ao seu antecessor.Infelizmente, Adventure of Link, apesar de ser um excelente jogo que honra o nome da série, não agradou tanto os fãs devido ao seu esquema de jogo completamente distinto do título anterior. Até hoje, ele é considerado o maior fracasso da série por muitas pessoas, mesmo que comercialmente ele tenha ido muito bem. Graças a isso, a Nintendo não mais cogitou em aplicar essa temática de jogo novamente nas versões subseqüentes da série. Bem, mas se procurarmos a fundo, talvez estejamos errados em pensar desta forma... Em 1989, a Nintendo começa a fazer uma forte divulgação na mídia do seu futuro console, que viria a ser o sucessor do atual 8-bits. Nada menos do que o Super Famicom, conhecido por aqui como Super NES. Ainda neste mesmo ano, são demonstrados diversos videos e imagens de jogos que acompanhariam o lançamento do console. Dentre eles, Super Mario Bros. 4 (que posteriormente se tornou Super Mario World), Dragonfly (que veio a se tornar Pilotwings) e um novo jogo da série Zelda. Sim, nada muito surpreendente, caso a Nintendo não tivesse divulgado a seguinte foto como sendo um possível Zelda 3: ![]() Imagem publicada em uma revista japonesa de 1989. É possível ler claramente a especulação deles em relação a um possível Zelda 3 na segunda linha. Como podemos perceber, o sistema está praticamente idêntico ao de Zelda II, com jogabilidade 2D lateral. Isso surpreendeu a todos na época, visto que seria de certa forma loucura utilizar novamente a fórmula que fez do jogo anterior o "fracasso" que havia se tornado. Pior do que isso, eram as revistas que especulavam e divulgavam a informação de que o Zelda para o novo console de 16-bits seria um mero REMAKE do predecessor. A idéia de um remake pode soar como insanidade, mas quem jogou bastante Zelda II, sabe todo o potencial que o jogo possui, e sendo portado para um console com toda a capacidade que o Super Famicom teria, poderia até se tornar um sucesso. Uma vez que Zelda II traz inúmeros elementos que fazem dele o mais "RPG" entre os Zelda's. Claro, levando em consideração que Zelda nunca foi um RPG, e sim um jogo de aventura com ação. ![]() Comparação entre uma foto real do Zelda II para o Nintendo 8-bit (esquerda), e a divulgada pela Nintendo como sendo um jogo de Super Famicom (direita). Esta dúvida se estendeu por um longo tempo, até que, em 21 de Novembro de 1991, exatamente um ano após o lançamento do Super Famicom, tudo se desmistificou com a chegada de Zeruda no Densetsu: Kamigami no Toraifosu, ou como conhecemos por aqui, The Legend of Zelda: A Link to the Past. O verdadeiro Zelda 3. Entretanto, até os dias de hoje um mistério paira no ar: a Nintendo estaria desenvolvendo um jogo para o console da próxima geração, baseando-se nos mesmos moldes de Zelda II? Poderia ser um remake do jogo anterior? Ou então uma espécie de "coletânea" no mesmo estilo de Super Mario All-Stars, só que com os dois primeiros episódios da saga Zelda? Bem, provavelmente, nunca iremos saber. De qualquer forma, Zelda II no Japão ficou preso ao Disk System durante muitos e muitos anos, só recebendo um remake (na verdade um port) para GameCube no ano de 2003, e um ano depois para Game Boy Advance (Zelda I também recebeu os mesmos ports). Ou seja, durante esses 16 anos, os japoneses só poderiam jogar Zelda II em um Famicom Disk System. Diferentemente do primeiro jogo da série, que, além dos recentes ports para GC e GBA, acabou recebendo não só uma espécie de remake com gráficos extremamente melhorados para o Super Famicom, como também um relançamento em cartucho para Famicom no Japão. Para efeito de curiosidade, vamos rever esses dois acontecimentos: ____________________________________________________________________________
Zelda para Famicom em cartucho Muito tardiamente, em 19 de Fevereiro de 1994, a Nintendo relançou apenas no Japão a primeira versão de Zelda, desta vez em formato de cartucho ROM,
que eram bem mais duráveis que o lançamento original em
Disk. É um pouco difícil saber o exato motivo para ela
ter colocado no mercado um jogo tão antigo e - nessa
época - já ultrapassado. Provavelmente seria a
questão da durabilidade, pois os disquetes magnéticos,
além de serem fisicamente frágeis, acabavam perdendo seus
dados com o passar do tempo, muitas vezes por fatores externos.O jogo era basicamente o mesmo, e ainda contava com bateria para salvar progresso incluída no cartucho. Por algum motivo, na tela de abertura aparece o ano de 1992, mas consta que a data de lançamento ocorreu em 1994. Sendo assim, ele figura na lista dos últimos lançamentos oficiais para o Nintendo Famicom. ____________________________________________________________________________ BS Zelda remake para Super Famicom Para que possamos entender melhor este remake para Super Famicom, devemos retornar ao ano de 1995, quando em 23 de Abril, a Nintendo coloca no mercado um acessório para o seu console de 16-bit, chamado Satellaview. Este aparelho, uma vez acoplado ao Super Famicom,
permitia se conectar a uma rede proprietária da Nintendo via
satélite, para em determinados horários, jogar partidas
online com pessoas espalhadas pelo Japão, ou então baixar jogos e conteúdo exclusivo do sistema, como notícias.Esta versão, apesar de ser um remake do original, apresentava lugares diferentes, possibilidade de escolher outros personagens, além de uma série de peculiaridades como contador de tempo, onde certos eventos ocorriam em determinados horários. Conhecido como BS Zelda, este foi o primeiro jogo disponível no sistema Satellaview, e inicialmente foi colocado no ar para download em 4 partes, uma a cada semana. O sistema funcionava entre as 4:00 e 7:00 horas da noite. Eis as datas de lançamento originais: 1a parte - 09 Agosto 1995 BS Zeruda no Densetsu: Dai 1 Hanashi 2a parte - 16 Agosto 1995 BS Zeruda no Densetsu: Dai 2 Hanashi 3a parte - 23 Agosto 1995 BS Zeruda no Densetsu: Dai 3 Hanashi 4a parte - 30 Agosto 1995 BS Zeruda no Densetsu: Dai 4 Hanashi Ao contrário do que muitos imaginam, o Satellaview não foi um fracasso, ele continuou em atividade até 30 de Junho de 2000, e recebeu novos jogos até Março de 1999. Para quem tiver a curiosidade de conhecer este remake com excelentes gráficos e som, nos padrões do Super Famicom, é possível encontrar na Internet uma ROM que é o resultado da união dessas 4 partes, podendo ser perfeitamente jogada em emuladores. _______________________________________________________________________________________ Conte-me mais... Bom,
como já dito, esta imagem foi extraída de um vídeo
que a Nintendo distribuiu para a mídia japonesa por volta de
1989, mostrando todo o poderio do futuro Super Famicom. Inclusive, quem
teve a oportunidade de assistir aquela reportagem do Globo
Repórter de 1991, sobre a Febre dos Videogames, pôde
assistir um pequeno trecho deste vídeo. Nele era mostrado uma
curta cena de Dragonfly se não me engano (no lançamento o
nome foi alterado para Pilotwings).Infelizmente, o vídeo apresentado no Brasil não mostrou nada deste Zelda. Mas sei que constava cenas de Super Mario Bros. 4 gravadas em 1987. Sim, 1987! O mapa completamente diferente, os gráficos bem inferiores, e muita semelhança ao Super Mario Bros. 3 (que saiu em 1988 no Japão). Eu realmente não sei o que dizer sobre o SMB4, estaria sendo feito ao mesmo tempo de SMB3? Pois aquela caixinha com power-ups estilo SMW que fica no topo da tela (ao centro) já existia, e inclusive o mapa era igual o de Super Mario World, apenas posicionado de forma diferente. E o jogo prometido para a próxima geração. De qualquer maneira, eu acredito no fato da Nintendo vir a utilizar a mesma engine de Zelda II em determinadas partes do jogo para Super Famicom. Provavelmente não seria um remake, pois era muito cedo pra isso. Este sistema de jogo, se fosse bem aplicado, e com a boa jogabilidade que o 16-bit trazia, poderia agradar. Porém, a Nintendo não quis arriscar. Voltar para página inicial |
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