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Terça-feira, Março 30, 2004
Um assunto que ja ta muito batido é o dos padrões de beleza da sociedade, ainda assim, hoje vou falar sobre ele. Quem nunca se olhou no espelho e pensou que podia perder uns quilinhos, ou ganhar um pouco mais de volume em alguns lugares especificos, ou ter o cabelo um pouco mais liso etc. Não vou nem entrar no assunto das CRISES que esses pequenos pensamentos causam: bulimia, anorexia, vigorexia, depressão entre outros transtornos alimentares e psicologicos. Todo mundo ja sabe de quão longe a paranoia pode levar. Eu queria falar mais do padrão em si, da beleza em si, do sentimento de ser amado e querido e admirado e do sentimento de ser o pior lixo escroto do mundo. Afinal de contas, porque nós não crescemos e aprendemos a nos aceitar logo de uma vez? e pensar que alguem em algum lugar vai gostar da gente mesmo que sejamos um poquinho gordinhos, ou magricelos demais, ou sei la o que. Acho que tudo começa de um ponto simples, nós nunca vamos evoluir completamente porque somos seres humanos e é do nosso instinto, é da nossa natureza sermos imperfeitos. E eu nem digo imperfeitos no sentido desses pontos especificos, digo no sentido da nossa necessidade de achar defeitos em nós mesmos, ou nos outros, ou nas coisas. Somos nós mesmos a principio que não aceitamos a perfeição, para nós, ela é um sonho, uma especie de objetivo, e não podemos alcansa-la, ela não pode ser mundana ou real, então, se nós podemos alcansar, deixa de ser perfeito. Depois, tem o caso de POR QUE diabos a gente faz tanta questão de que alguem goste de nós? Tudo bem, que a gente também quer se gostar, SE achar bonito, MAS ai entra o X da questão, o que É ser bonito, ser bonito em RELAÇÃO a que? ser bonito COMO? ou melhor ainda, ser bonito PARA QUE? Eu ainda não sei muito bem as palavras perfeitas ou a teoria perfeita para explicar isso. Porque afinal de contas, quando estamos em casa sozinhos não faz diferença nossa roupa, ou se estamos gordas, ou magras, ou com os cabelos desgrenhados, ou com uma puta espinha BEM no meio da testa. Ainda assim, nem sempre a gente se arruma PARA os outros nos acharem bonitos. É uma questão meio bizarra, porque tudo que eu quero é me olhar no espelho e me sentir bem, não importa se ninguem gosta das minhas roupas, ou do meu penteado, ou sei la o que, eu quero gostar de tudo isso e não eles, MAS eu também não faria tudo isso só para ficar numa ilha deserta. É mais algo como, ser o que você quer ser, ser o que você É, e expressar isso, mas se você expressa você precisa de um receptor, e as pessoas o são. Mas eu tinha falado alguma coisa antes de ser bonito para que. O que é ser bonito, como e em relação a que, é ai que eu acho que o negocio mais costuma se complicar. Os padrões são exatamente isso, pré definições de o que vai ser bonito, aonde, como e comparado a que. Veja bem, o problema disso tudo começa na falta de respeito para com a integridade da opinião das pessoas, de acostumar as pessoas a não ter opinião, de definir-se os pensamentos e preferencias de alguem. Eu acho que não é necessário explicar porque isso está errado. Depois, vem outro problema, a tal da comparação. Para mim que sou uma GRRRL isso é muito irritante, isso me faz muito mal, isso me machuca muito. Essa comparação gera muita competitividade, inveja e falsidade especialmente nas relações menina/menina. As meninas cessam de se apoiar, de se quererem bem, para competir entre si, os laços de amizade ficam frageis e o nivel de hostilidade tende a aumentar. Do meu ponto de vista isso é triste, isso machuca, e com o tempo as meninas ficam marcadas por isso. Os padrões de beleza influem nisso, no sentido de não deixar as pessoas entenderem que existem muitos tipos de beleza e em muitas faces e maneiras diferentes. Para piorar a situação as pessoas não só são direcionadas para o que ser, mas do que gostar, e assim, as pessoas fora desse padrão de beleza, acabam irremediavelmente se sentindo menores perante a sociedade que se importa com essa beleza estipulada, que se importa em mostrar para todos que se É e que se TEM alguem portador dessa tal beleza. Acho que as pessoas deviam ter mais consciencia de que a beleza flue em varias direções e de varias maneiras. Eu digo por mim, que tenho um sério problema com padrões de beleza. Não que eu não ache um tom cruise da vida bonito, é só que, E DAI? grande merda. Quando eu era bem mais nova, eu dizia que a beleza não era importante e o que valia era a personalidade (devo acrescentar que eu acredito que essa foi uma das epocas onde a beleza era o MAIS importante para mim), depois eu cresci um pouquinho, e reparei que a beleza era sim importante para mim (e essa foi uma epoca em que pouco me chamavam a atenção as "belezas" da sociedade), hoje em dia, eu até acho que vai da beleza, mais eu vejo a beleza em si de uma outra maneira, para mim a beleza mesmo, aquela que não desgasta, aquela que não perde a graça, ela vem de N fatores, seja o jeito de falar, seja o jeito de sorrir, seja o olhar, seja um detalhe aqui ou ali. As "belezas" da sociedade podem ser belas, mas muitas vezes elas perdem a graça, e se vc olha com atenção deixa de ser tudo aquilo. Hoje em dia eu acho que cada pessoa tem uma COISA assim, se você olhar bem, se prestar atenção em momentos, em detalhes você vai perceber muito mais, e seus conceitos podem mudar totalmente. Então se alguem me pergunta HOJE, se eu acho beleza importante, eu posso dizer com certeza que eu acho. Mas eu aprendi a ver a beleza com os MEUS olhos, com a MINHA opinião. Acho que é isso que as pessoas precisam começar a fazer, virar as costas para os padrões, descobrir os SEUS, descobrir a si mesmos.
Screamed by CursedGrrrl at 10:27
Sexta-feira, Março 26, 2004
Eu adoro cinema. Alias, parece que estou começando a gostar cada vez mais. Quando eu era menor, eu era pouco critica, e também pouco me importava com os filmes, era bunitinho eu via, não era eu deixava para la. No geral, nós somos entupidos de superproduções hollywoodianas. É muito dificil assistirmos filmes alternativos ainda mais no cinema. Os filmes alternativos que me lembro de ter visto no cinema foram na mostra mix de cinema, sobre diversidade sexual. É dificil para mim, que fico a semana inteira presa num mundo de obrigações e deveres no ABC paulista, ficar sabendo ou ter acesso aos seções mais alternativas que acontecem na capital. Sem contar que quando eu sei eu tenho que gastar as vezes mais que o preço da seção em busão para chegar la. Emfim, se o cinema alternativo é dedificil acesso para mim, jovem, de classe media, com acesso à internet, relativamente bem informada, imaginem quanto da população não tem absolutamente nenhum contato com esse tipo de cultura. É uma pena, o cinema alternativo (as coisas todas alternativas no geral) apesar de meio "tosco" (vocês sabem, sem todo aquele visual que só milhões de dolares ou muitos milhares de reais podem fazer) costumam ter ótimas mensagens e criticas sociais. Criticas essas que poderiam deixar a população muito melhor informada, e mais cheia de opinião sobre os altos e os baixos da nossa sociedade. Eu poderia passar muito tempo falando sobre as possibilidades e autos e baixos desse tipo de comunicação visual, mas deixa isso para outro post. Aonde eu quero chegar afinal? Num filme, alternativo, que eu ainda não vi mas quero ver, e me parece interessante o suficiente. O filme é basicamente sobre consumismo. Sobre meio que a necessidade de compra que a nossa sociedade tem, sobre os fetiches das compras, não sobre o que a gente compra, mas sobre o que esse produto quer vender. Bom, como eu disse eu não vi o filme ainda, e eu poderia me extender muito explicando o que eu entendi das coisas que eu li a respeito, mas ao invez disso, vou colar aqui, um texto tirado do SITE que eu acho que explica relativamente bem, e que me fez ficar partircularmente interessada no filme.
UM E NOVENTA E NOVE - 1,99 Um supermercado que vende palavras
*Alugam-se patins
por José Carlos Avellar
Imaginemos um filme que dialogue com a expressão plástica feita com a utilização de um vocabulário mínimo, e que, como ela, se mostre mais interessado em representar a estrutura das coisas que em fixar a sua aparência primeira, mais interessado em compor uma imagem que, clara, limpa, quase nada, funcione principalmente como um convite para que o espectador a invente.
Imaginemos, assim, uma imagem que nos leve à essência de um supermercado. Os produtos nas prateleiras, sem as marcas e as embalagens coloridas que os distinguem, reduzidos aos apelos que criam a necessidade de consumo - caixas brancas com palavras que não dizem a utilidade do produto à venda mas sim o sonho/desejo/necessidade/delírio que ele promete realizar.
Imaginemos ainda que esta imagem nos dê o supermercado como uma representação do mundo em que vivemos. Não o supermercado assim como ele efetivamente é, mas como um mecanismo que se faz à imagem e semelhança do que organiza a sociedade - mecanismo que, todo o tempo, enquanto parece atender ao que as pessoas precisam para viver, gera um ciclo de consumo que se encerra em si mesmo, cada novo produto produzido não tanto para solucionar uma questão determinada quanto para gerar/renovar um desejo indeterminado.
Imaginemos, propõe 1,99, o cinema como um projetor de imagens na cabeça do espectador, o supermercado como uma projeção da estrutura da sociedade na cabeça do consumidor.
Assim como certa vez a pintura reduziu seu vocabulário a uns raros traços ao lado de pedaços de jornais, de revistas de rótulos ou embalagens de produtos colados num plano, ou renunciou a toda forma e cor para pintar um quadrado branco sobre fundo branco, ou renunciou à tela e fez um quadro só vidro, transparência que quase não interfere no que casualmente se vê através dele, assim, bem assim é que 1,99 procura se fazer. Colagem, forma quase ausente, presença reduzida ao mínimo, o filme intencionalmente se reduz a um vazio branco para, numa lógica puramente visual, desenhar os personagens com as marcas que eles consomem - comida, bebida, vitamina, aspirina, ócio, negócio, antidepressivo, preservativo, carro, cigarro -, traduzir o que eles pensam em legendas feitas à maneira de um anúncio classificado de jornal: "Procuro mulher loira e ousada com muita celulite e que seja carente". "Devedora anônima procura relacionamento total". "Procuro homem tímido que goste de beber vinho e beijar na boca".
Assim como a música certa vez renunciou ao desenvolvimento melódico em favor da repetição infinita de uma mesma e pequenina frase - para ser, digamos, música que passa em branco -, assim, bem assim, é que a câmera se move em 1,99, em cuidadosos e longos e como que dançados deslocamentos laterais, travellings e panorâmicas que acompanham os consumidores no supermercado, entre a compra do que "faz parte de sua vida", "faz mais por você" ou garante que "você é o máximo".
"O mundo está ficando cada vez mais complicado". O comentário está escrito uma caixa na prateleira do supermercado. O filme começa aí, a câmera imóvel, colada neste canto da estante. Duas mãos de um homem entram em quadro para puxar o carrinho de compras quase todo fora de quadro, presente, e quase nem se nota, apenas uma pontinha no canto inferior da imagem; a câmera recua, descobre o casal, revela o supermercado, ele com o carrinho, ela escolhendo os produtos nas estantes, e a partir de então a imagem é principalmente o movimento lateral da câmera; ela se deixa levar primeiro pelo casal, se aproxima das prateleiras enquanto a mulher escolhe um "abuse e use" e um "chique é ser inteligente", mas logo descobre outros compradores, passa por um cartaz que propõe "escolha sua dívida", segue uma mulher indecisa entre o "pense diferente" e o "pense desiludidamente", chega bem perto das mãos dela, que examina as diferentes caixas, passeia pela estante como se estivesse ela mesma, a câmera, escolhendo algo para comprar, descobre um novo comprador na estante ao lado, vai até lá, circula em torno dele, parando um instante e se aproximando de seu rosto; retoma o movimento e enquanto ele se decide pelo "você é a única pessoa que pode fazer o que você faz", segue na direção dois outros compradores que escolhem entre o "macio", o "ágil" e o "único", vê o funcionário do supermercado repor na estante o produto escolhido e segue com ele, passando por outros consumidores, entre eles uma mulher que escolhe uns pequenos cilindros, vê ao longe um homem num caixa automático, pára ao lado de duas meninas diante de uma cesta de bolinhas brancas e fica ali até que a imagem é cortada por uma mulher de patins que vai até a porta do supermercado; a câmera desvia o olhar para acompanhá-la até a porta e então, e só então, temos o primeiro corte, o plano se interrompe.
Que o longo e movimentado plano inicial se interrompa deste modo, pouco depois da mulher de patins entrar de surpresa na imagem, é especialmente significativo, porque a câmera vinha até então deslizando pelo supermercado como se estivesse andando de patins; descobrindo as coisas e como que pressentindo a presença de um consumidor do outro lado da estante e indo até lá, ao encontro dele, jamais sendo surpreendida pela entrada inesperada de qualquer deles na imagem. E assim é que ela continuará, ao longo do filme, passeando pelo vazio fechado e branco como se estivesse de patins, passeando como quem conhece o espaço e sabe prever os movimentos dos consumidores. Se a mulher de patins não é exatamente um duplo da câmera dentro da imagem, é pelo menos a única personagem que, como a câmera, como os olhos do espectador, se move com gestos amplos e com liberdade que faltam aos consumidores ou aos que, na porta do supermercado, andam em círculos à espera de uma possível entrada no espaço de consumo.
Imaginemos, portanto, que o cinema seja para os olhos algo assim como um par de patins e a cena um ringue de patinação. 1,99, então, pode ser compreendido como um convite para correr em círculos e linhas sinuosas entre consumidores, estantes, carrinhos de compra, caixas automáticos, espaços de jogos, para se perguntar se um supermercado vende necessidades, vende fetiches ou vende a necessidade de fetiches.*
Screamed by CursedGrrrl at 16:20
Quinta-feira, Março 25, 2004
Nossa que canseira, mal posso esperar pela sexta feira, ou melhor ainda, pelo sabado, descansar, dormir até tarde, acordar só para poder dormir de novo, fazer coisas que eu gosto, fim de semana é uma beleza mesmo, bom uma coisa que eu ainda não falei nesse blogg e é muito polemica é o Aborto, afinal de contas, as pessoas, os humanistas em especial estão extremamente preocupados com essa questão. Eu sou, pó choice, ou seja, a favor da escola em qualquer caso de gravidez. Não estou dizendo que sou a favor DO ABORTO em si, mas da mulher ter o direito de escolher se quer ou não ter uma vida totalmente diferente, se quer ou não carregar por nove meses e ter um filho, que não é pouca merda não. As pessoas no geral estão muito preocupadas com a vida da criança, mas eu acho que é importante a vontade da mãe de ter esse filho para poder proporcionar um bem estar social a essa nova vida. Segue abaixo, um texto tirado do CATOLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR falando a respeito do assunto.
* Aborto e Direitos Humanos
Maria Beatriz Galli(1)
1.O Desenvolvimento dos Direitos Reprodutivos como Direitos Humanos(2)
A natureza dinâmica dos direitos humanos vem permitindo a incorporação gradativa de novas demandas que surgem no seio da sociedade. Desde de 1948, data da aprovação da Declaração Universal de Direitos Humanos, novos direitos foram sendo incorporados dentro do marco legal dos direitos humanos através de um processo de ampliação, principalmente em temas que afetam diretamente os direitos humanos das mulheres.
Em relação aos direitos reprodutivos, a proibição de discriminação em razão do sexo é especialmente relevante e consta nos instrumentos de direitos humanos de caráter geral, tais como: a Declaração Universal de Direitos Humanos , o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Além disso, a Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres contém dispositivo específico para proteger as mulheres contra discriminação. O Brasil é signatário de todos estes instrumentos internacionais e portanto tem a obrigação de tomar as medidas necessárias para o seu efetivo cumprimento e implementação dentro de seu território.
Os direitos em relação à saúde sexual e reprodutiva das mulheres estão contidos nos principais instrumentos de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário e portanto podem ser invocados perante o Judiciário nacional em casos de violação destes direitos em decorrência de ação ou omissão do governo brasileiro. Os direitos humanos relacionados com a saúde sexual e reprodutiva em casos de aborto são: direito à vida, liberdade e segurança; direito à intimidade, ao casamento e a fundar uma família; direito de não ser submetido a tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante; direito à saúde.
Os direitos reprodutivos entraram na arena internacional através da Primeira Conferência Mundial sobre Direitos Humanos celebrada em Teerã, onde foi reconhecido o direito a determinar livremente o número de filhos e os intervalos entre os seus nascimentos. Desde então várias outras Conferências sobre os direitos das mulheres foram realizadas. Em matéria de saúde sexual e reprodutiva, a Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento realizada no Cairo em 1994 foi particularmente importante.
O documento final desta Conferência, conhecido como Programa de Ação do Cairo estabeleceu que a saúde reprodutiva é um estado geral de bem estar físico, mental e social e não a mera ausência de enfermidades ou doenças , em todos os aspectos relacionados com o sistema reprodutivo bem como suas funções e processos (3). Além disso, estabeleceu que a saúde reprodutiva inclui a capacidade de desfrutar de uma vida sexual satisfatória e sem riscos, assim como de procriar, e a liberdade para decidir fazê-lo ou não, quando e com que frequência. O homem e a mulher têm direito de obter informação e acesso a métodos seguros, eficazes, acessíveis e aceitáveis de sua escolha para a regulação da fecundidade, assim como o direito de receber serviços adequados de atenção a saúde que permitam gravidez e partos sem riscos. (4)
O Programa de Ação do Cairo, apesar de não ser um tratado internacional de direitos humanos, estabelece princípios norteadores para interpretação dos instrumentos de direitos humanos em relação ao tema da saúde sexual e reprodutiva. O conceito de direitos reprodutivos inclui o direito de decidir livremente e responsavelmente sobre o número de filhos e o espaçamento entre eles e a receber informação, educação e os meios necessários para que se possa decidir. Ainda que o Programa de Ação do Cairo estabeleça a proibição do recurso ao aborto como método de planejamento familiar, estabelece que a prevenção de gravidez não planejada seja considerada como prioridade e que o recurso ao aborto seja reduzido através de melhores serviços de planejamento familiar. Além disso, o Programa estabelece que nos casos em haja aborto, as mulheres sejam assessoradas em temas relacionadas ao planejamento familiar, e em todos os casos, devem Ter acesso a serviços de qualidade para lidar com as complicações que possam surgir da realização de aborto. (5)
A Quarta Conferência Internacional da Mulher realizada em Beijing em 1995 teve como documento final a Plataforma de Ação de Beijing que conclama aos governos que considerem a possibilidade de revisar as leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham realizado abortos ilegais. (6)
Apesar dos documentos finais das Conferências do Cairo e de Beijing não serem instrumentos de caráter jurídico vinculante e não criarem obrigações legais de implementação pelos governos signatários, representam o consenso da comunidade internacional sobre o tema da saúde sexual e reprodutiva e definem conceitos que devem nortear a interpretação dos instrumentos de direitos humanos, além de serem instrumentos para ação política para o alcance da garantia dos direitos sexuais e reprodutivos.
2.Direitos Humanos relacionados ao Aborto
2.1. Direito de estar livre de discriminação por status socioeconômico
O acesso a serviços de aborto seguro está diretamente relacionado ao maior ou menor poder aquisitivo de quem necessita e busca tais serviços. A mulheres oriundas das classes mais favorecidas têm acesso a clínicas particulares e profissionais mais bem capacitados do que as mulheres com menor status socioeconômico.
O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (Artigo 2) e o Pacto Internacional de Direitos Econômicos Sociais e Culturais (Artigo 2) estabelecem o dever do Estado de garantir o exercício dos direitos humanos sem discriminação de qualquer natureza, incluindo a socioeconômica.
2.2 Direito à vida, liberdade e segurança
O direito à vida é violado nos casos de morte materna evitáveis, que ocorrem por motivos relacionados à gravidez e parto, em decorrência da falta de acesso a serviços básicos de saúde reprodutiva. A falta de acesso a serviços de planejamento familar é a principal causa do uso de aborto como um método contraceptivo no Brasil. A maioria dos abortos clandestinos é realizada em condições de insegurança que levam a infecção ou morte materna (7). Conforme a Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, o aborto é considerado a terceira causa de morte materna no Brasil, apesar do fato do aborto ser proibido pelo Código Penal e ser aceito somente em casos de estupro e risco de vida para a gestante. Conforme informação do Ministério da Saúde, anualmente cerca de 1 a 1,2 milhões de mulheres, incluindo adolescentes, realizam aborto. (8)
Conforme dados do Ministério da Saúde, o aborto é responsável por mortes maternas e esterilização entre as mulheres, sendo o término da gravidez a quinta causa de entrada em hospitais e a maioria dos casos relacionada a complicações devido a realização de aborto em condições de insegurança (9). Ainda conforme pesquisa nacional, a prática de abortos clandestinos é responsável pela alta incidência de mortes maternas entre mulheres de idade de 15 a 19 anos. (10)
Já foi vastamente demonstrado que a criminalização do aborto não reduz a sua incidência porém traz como consequência a sua realização em condições de insegurança, através de procedimentos clandestinos. Estudos demonstram que o aborto legal tem como consequência uma taxa de mortalidade menor (menos um por 100.000 nascidos vivos) do que o aborto clandestino (50 a 100 por 100.000 nascidos vivos) (11). Calcula-se que a cada ano 70.000 mulheres morrem em conseqüência de abortos inseguros e clandestinos. (12)
Conforme os tratados internacionais de direitos humanos, o Estado não pode obrigar as mulheres a terem filhos contra a sua vontade. O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos em seu artigo nono estabelece que todo indivíduo tem direito à liberdade e segurança pessoal. Por sua vez, o Programa de Ação do Cairo estabelece que os Estados têm a obrigação primordial de assegurar que toda a criança que nasça seja um filho desejado. (13)
Ao proibir o aborto e ao não oferecer acesso adequado a serviços de planejamento familiar, o Estado deixa as mulheres em situação de risco em decorrência de uma gravidez não desejada, violando a sua autonomia de decidir livremente sobre o número de filhos e espaçamento entre eles.
2.3. Direito a estar livre de discriminação em razão de gênero
A Convenção sobre a Mulher em seu artigo 2 (g), determina que todos os países derroguem todas as disposições penais nacionais que constituam discriminação contra a mulher. As leis contra o aborto e a sua aplicação discriminatória em relação as mulheres mais pobres perpetuam a discriminação em razão de gênero e de condições socioeconomicas. O controle estatal sobre a vida sexual e reprodutiva das mulheres é uma forma de discriminação. O processamento das mulheres que realizam abortos viola os direitos da mulher grávida de não ter um filho não desejado. Além disso a penalização em decorrência de um procedimento médico que somente as mulheres utilizam é em si mesmo uma violação ao princípio de não discriminação em razão do sexo e do direito à saúde, estabelecido no artigo 12 do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e no artigo 12 da Convenção sobre a Mulher.
2.4. Direito à Saúde, Saúde Reprodutiva e ao Planejamento Familiar
A criminalização do aborto leva as mulheres a buscarem serviços clandestinos para o término de suas gravidezes não desejadas, concorrendo para os abortos realizados de forma insegura, que pode acarretar sérias conseqüências para a saúde sexual e reprodutiva destas mulheres. Tal situação demonstra que as mulheres têm o seu direito à saúde violado quando realizam aborto na clandestinidade. O Pacto de Direitos Econômicos e Sociais no seu artigo 12 (1) dispõe que os Estados reconhecem o direito de toda pessoa a gozar do mais alto nível possível de saúde física e mental. Além disso, a Convenção sobre a Mulher, incorpora a saúde reprodutiva e a planificação familiar como componentes do direito à saúde das mulheres, estabelecendo que os Estados partes adotarão todas as medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra a mulher na esfera do tratamento médico, a fim de assegurar em condições de igualdade entre homens e mulheres o acesso a serviços de saúde que se referem ao planejamento familiar, no seu artigo 12.1. Além disso, no seu artigo 14.2., a Convenção sobre a Mulher estabelece que os Estados partes adotarão todas as medidas apropriadas para assegurar a mulher (nas zonas rurais) o direito a Ter acesso a serviços de saúde adequados, assessoramento e serviços de planejamento familiar. Sobre o planejamento familiar, a Convenção estabelece que os Estados partes deverão assegurar em condições de igualdade entre homens e mulheres, os mesmos direitos de decidir livremente e responsavelmente sobre o número e espaçamento entre os filhos e a Ter acesso a informação, educação e meios que permitam o exercício destes direitos, no artigo 16.1.
O Programa de Ação do Cairo e a Plataforma de Beijing declaram que o aborto em condições perigosas e inseguras é um grave problema de saúde pública e põe em risco a vida de um grande número de mulheres.
2.5. Direito a Intimidade
O Pacto de Direitos Civis e Políticos declara que ninguém será objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada, sua família, domicílio ou correspondência, nem ataques ilegais a sua honra e reputação. (Artigo 17.1).
2.6. Direito ao Devido Processo Legal
Em caso de prisões arbitrárias em decorrência da realização de aborto clandestino, sob prisão preventiva, violam a regra internacional de que toda a pessoa acusada tem o direito da que se presuma a sua inocência, enquanto não se estabeleça a sua culpabilidade, conforme a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, artigo 8 (2).
Notas
1. Advogada e Consultora da ADVOCACI – Advocacia Cidadã pelos Direitos Hmanos
2. Fonte: “Encarceladas – Leyes contra el Aborto en Chile, Un Análisis desde los Derechos Humanos – Centro Legal para Derechos Reproductivos y Políticas Públicas (CRLP) y Foro Abierto de Salud y Derechos Reproductivos, 1998.
3. Parágrafo 7.2.
4. Parágrafo 7.2.
5. Parágrafo 8.25.
6. Parágrafo 106 (k).
7. Fonte: Relatório Final da CPI da Mortalidade Materna Agosto de 2001, página 65.
8. Site Rede Feminista de Saude e Direitos Reprodutivos – Folheto Mortalidade Materna (site:www.redesaude.org.br)
9. Fonte: Ministério da Saúde, Assistência da Mulher do Ciclo Gravídico-Puerperal SUS 1994-1997 (www.saude.gov.br)
10. Fonte: CPI página 65.
11. WHO, Maternal Health and Safe Motherhood Program, Abortion, p. 12, 1994.
12. UNFPA, The State of World Population, P. 23, 1997.
13. Parágrafo 6.6.*
De qualquer maneira uma coisa que eu digo, antes de julgar quem aborta, ou qualquer coisa do genero as pessoas deviam cuidar de suas proprias vidas, se não é você quem vai carregar e cuidar da criança, acho que não é a você que cabe decidir. Obrigar alguem a ter um filho indesejado é quase tanto crime quanto matar um filho querido.
Screamed by CursedGrrrl at 14:28
Quarta-feira, Março 24, 2004
Que sono, nossa. Quarta feira, que bosta, o meio, o dia mais afastado do fim de semana. O tempo que vai se arrastando devagar, tortuoso, quase maligno. Os olhinhos inchados, não de chorar, mas de sono e não só um simples sono, é quase uma presença palpavel, certa, forte, dolorosa. Você olha, olha com cuidado, tenta, pensa, concentra... não, não da, a concentração é impossivel, o foco se perde. Que dificil fica, mesmo se arrastar, nessas condições. O tic tac incessante mas o ponteiro não meche, preso, perverso.
Que saudades! Saudades do sono estendido, do tempo, da folga, o tempo corrido - Nossa, ja é essa hora?! - a mente perdida. As pessoas falando, eu sei que elas estão dizendo alguma coisa... para mim. Eu estou respondendo também, mas nem sei ao certo. O corpo está vazio, inerte, semi morto; pobre zumbi, não ve, não sente não pensa. Eu, presa com o relogio, nem um minuto a mais.
As pessoas são estranhas, tão iguais e tão diferentes. Acho que é mais uma questão de se ter milhões de maneiras diferentes de ser a mesma coisa. Está doendo aqui: Eu corto, eu fujo, eu mecho, eu grito, ignoro, perco, sinto, aguento, revolto, eu vivo... morro. No fim das contas, é sempre a mesma dor. O punk, a paty, a gotica o clubber igualmente sensiveis, vuneraveis, cheios de possibilidades e impotencias. Mas é assim o NOSSO mundo. É bom ser assim, ser diferente para ser igual, e chegar ao mesmo lugar por diversos caminhos: a mulher, o homem, o negro, o branco; e fazer tudo igual, e mudar tudo, e amar e odiar das maneiras mais distintas possiveis.
Sei la que diabos eu tou falando, é sono, é tedio. Qualquer coisa que vem na cabeça serve, são só palavras: usa, corrige, muda, aceita. Grande Merda.
Screamed by CursedGrrrl at 09:27
Segunda-feira, Março 22, 2004
OiOi, nossa, tou mtoo cansada desse fim de semana, mas tudo bem. Deixa eu pensar no que escrever... tou de bom humor hoje, então eu preciso escrever sobre coisas positivas. Dificil mesmo é achar coisas positivas para escrever. Nossa, tou totalmente desinspirada hoje, mas eu quero postar uma fotinho, e o post vai ficar feio e pequeno se eu só jogar a fotinho ai e mais nada, então preciso de um texto para o post ficar mais bonitinho e mais agradavel visualmente ou algo do tipo.
Ah, lembrei um esquema mais ou menos legal de falar. Para quem é religioso e diz muita coisa sobre que não da para conciliar ideais libertários e a fé, existe um grupo muito legal, libertário, pró-choice de mulheres catolicas chamado Catolicas Pelo Direito de Decidir, cliquem no link e leiam mais a respeito, ainda não li todo o conteudo muito bem, mas depois eu dou uma lista e posto algum tipo de informação mais completa a respeito aqui. Eu estou procurando um pouco de tempo para ler mais conteudo feminista e descobrir mais ongs feministas para poder por no ar a seção de feminismo que eu quero fazer com cuidado e carinho, para quem é feminista e tem algum conteudo legal, conhece fontes legais de conteudo, seja sobre a historia e progressão do feminismo, direito das mulheres, argumentações e tudo, deixa um comentário, me manda um mail, entra em contato, que eu quero fazer um negocio caprichadinho dessa vez. Também quero colocar mais coisas na parte de homofobia, e serve a mesma coisa, quem tiver conteudo me manda, principalmente porque por enquanto isso tah em segundo plano, ja que eu tenho que ainda achar tempo para falar sobre o feminismo e depois que eu terminar mais ou menos ai eu posso me focar em outra coisa. Bom, mas agora como eu tava falando eu queria por uma foto, eu tinha dito para algumas pessoas e então tai, a foto da minha gatinha, a Naru, super fofa, super linda, super meiga:

Lindissima não? Alias, para quem interessar, ela é muito boazinha, educada, faz as necessidades nos lugares certos, não protesta muito quando você precisa deixar ela presa no quarto, brinca muito, adora atenção, é mimada e manhosa, fofissima de manha quando eu tou morrendo de pressa para sair pro trampo e não posso dar atenção para aquela coisa maravilhosa se retorcendo na cama pedindo carinho.
Screamed by CursedGrrrl at 10:11
Quarta-feira, Março 17, 2004
Ah, bom começando com as noticias mais lindas, ganhei uma gatinha, persa, vermelha (?? tah mais para amarelo alaranjado, masss...) de presente de aniversário. Porque afinal meu niver é hoje. Não costumo ligar muito para isso, mas essa é uma data "significativa" porque faço 18 anos. E eu não digo significativa porque de uma hora para a outra eu vou acordar uma adulta, mas, significa que vou ter que votar esse ano (porque afinal de contas no nosso pais isso não é um direito, é um dever), eu posso ir presa, mas por outro lado, eu posso dirigir, eu posso entrar em variasss baladas, eu posso fazer sexo legalmente (olha só ahahaha) enfim, existe uma série de possibilidades no sentido legal mesmo, que se abrem quando a gente completa maioridade. Quase perdi meu convenio também, mas ja dei um jeito, ainda bem, senão eu tava ferrada. Parabens para mim u.u HAHAHA. Uma musiquinha para celebrar:
Screamed by CursedGrrrl at 14:41
Terça-feira, Março 16, 2004
Eu ja tinha ouvido falar algumas vezes num site chamado 02 Neuronio, ontem resolvi conhecer o dito cujo, e descobrir afinal, que maravilha era essa da qual falavam por ai. Bom...GRANDE MERDA. Eu li VARIOS textos, acho que tem umas pouquissimas coisas dentro desses textos que achei legal. è bizarro, é um esquema meio que voltado para o angulo "mulher, independente, moderna, etc" blz, mas boa parte dos textos gira em volta ainda da necessidade do masculino. Não me entendam mal, não estou dizendo nada contra os caras, eu gosto de caras tbm. Mas não da para fazer coisas voltadas para independencia feminina se a vida da mulher em questão girar em volta de um homem.
Acho estranho mesmo, existe uma das visões atual feminina que é no minimo bizarra para mim. è justamente isso, a visão da mulher independente, que faz o que quer, pode o que quer, mas não vive sem um marmanjo do lado. Acho que a ideia se torna meio contraditória sei la. Assim um textinho que eu tirei de la:
Bom, se ser mulher é isso ai, eu não devo ser mulher. Para não da para definir o que é ser mulher juntando um monte de besteiras futeis, ser mulher não é ser uma tapada futil, quão independente você é, se você se sente uma looser porque tah sem namorado? aff... me poupe né. Ser independente é acima de tudo lembrar que você não precisa de outra pessoa para ser feliz, ter sucesso ou realização profissional e/ou social. Não sei nem descrever o que é ser mulher, porque acho que muito das bases a respeito de genero que a gente tem são baseadas em conceitos culturais de uma sociedade patriarcal. Eu sei que ser mulher provavelmente não tem nada a ver com as coisas que eu faço, é só uma coisa que eu sou, e pronto. Eu conheço tantas mulheres diferentes, tantas mulheres que eu admiro enquanto mulheres e cada uma não tem nada a ver com a outra. Acho que ser mulher implica em ter sempre que se ver relacionada com uma outra imagem: a mãe, a filha, a irmã, a virgem, a meretriz. Acho que não se pode dizer o que é ser mulher ou o que é ser homem, porque ser um ser humano, a principio ja é tão complexo, e tão amplo e tão cheio de diferenças, e culturas, e etnias e tantas coisas. Ser mulher é diferente em cada epoca, em cada cultura, em cada dia, em cada mulher.
Ahhh, ia esquecendo o site do 02 Neuronio
Screamed by CursedGrrrl at 14:12
Segunda-feira, Março 15, 2004
Bom dia! (Olha a hora, é de dia agora para mim u.u) Bom, primeiro, acabei de ver uma foto de um gatinhu listrado, parecido com o groo, nossa, que saudade, que saudade mesmoooooooooooooooooooooo. Ele era uma criaturinha muito especial eu nunca tinha visto nenhum gatinho tão carinhoso, tão bonzinho tão cheio de identidade que nem ele antes, e olha que eu acho os gatos muito fodas, mas ele era especialmente foda. Talvez eu pense isso porque ele era MEU gatinhu, mas não sei, ele realmente parecia ser especial, pessoas que não gostavam de gatos gostavam dele, ele tinha um jeitinho de ganhar as pessoas, aiai, que saudades dele dormindo no sofa da sala, ou vindo me atormentar na porta do meu quarto de madrugada, porque não queria dormir sozinho, ai ele se aconchegava na minha cama todo espaçoso, e quase me derrubava dela. aiai...
Bom, outra coisa, teve LadyFestBr ontem, EU FUI! muito tempo que eu não posso falar isso porque quase nunca vou nos esquemas (que vergonha né), tava meio vazio e o pessoal tava meio desanimado no começo, mas quando hats e dominatrix tocaram foi foda. Mas o que foi muito foda também foi ouvir os muleques do meu lado falando "Nossa as minas tocam muito". Assim, uma coisa que acontece, é que normalmente os caras olham os shows de mina meio que falando "é até que tava bom para ser show de mina" mas sem admitir que uma mina pode ser muito foda e tocar muito. Mas assim, acho que as meninas precisam sempre organizar festivais assim, é muito foda mesmo sabe, chegar no show e ver MUITA mina , e ir la no meio da zona e ver as meninas la, e ver as meninas no palco. Sinifica que a gente ta mostrando que a gente ta vindo para ficar, para consquistar nosso espaço, muito foda mesmo. Eu espero que essa apreciação do trabalho feminino, que essa vontade de ter coisas feitas por meninas, ou para meninas cresça sempre, até a hora que não exista mais nenhuma linha dividindo aonde estão as meninas e aonde estão os meninos, e tenha um certo nivel de igualdade, igualdade na apreciação, no publico, em tudo, porque ai, tudo que vai haver vai ser musica, e pessoas ouvindo musica.
Screamed by CursedGrrrl at 09:07
Segunda-feira, Março 08, 2004
Bom, dia 8 de março, dia internacional da mulher. Acho que quem me conhece tah ligado que eu não gosto muito desse dia. Sei la, o ano tem 365 dias, e a mulher tem 1? o que isso significa? Sei la, mas eu não acho necessário, toda vez que uma classe, genero etc é discriminada, as pessoas inventam um dia para essas pessoas. Tipo, ja que não é para ter igualdade das mulheres, a gente da um dia para elas de premio de consolação, e fala sobre a mulher esse dia inteiro, mas depois esquecem, elas ficam quietas com seu diazinho. Eu não quero um dia, se alguem quiser pode ficar, eu quero os outros 364, eu quero ouvir falar da mulher os outros 364, eu quero ver o feminino ser amado, respeitado todos dias. Eu não quero gentilezas, quero igualdade, quero respeito. Dai vem os caras, todos bunitinhos, dar flores para suas esposas no dia internacional da mulher, que lindo né, mas poxa, da flores para ela em qualquer dia, em qualquer ocasião, num dia que fez sol, e você tava feliz, e lembrou que amava a sua esposa para caramba, não porque alguem colocou no calendario. Meu pai sempre me ensinou que todos esses dias disso e daquilo, são besteira, são datas comerciais, são dias inventados e não tem significado algum, hoje, que eu tenho idade para pensar por mim mesma, eu entendo, e concordo. Não da para existir um dia que é especial para todo mundo, não da para reduzir homenagens, não da para reduzir carinho, lembrança, consideração, amor, em uma data só. Se você só ama sua mãe no dia das mãe, sua filha no dia das crianças, sua namorada no dia dos namorados, se você só discute o feminino no dia da mulher, então, o provavel é que você não esteja interessado em nada disso, então, para que se dar ao trabalho? Eu sou mulher todo dia, então, para mim, todo dia é dia da mulher.
Screamed by CursedGrrrl at 11:31
Terça-feira, Março 02, 2004
Saudações! Hun, nem sei o que escrever, não vai dar mesmo para escrever todo dia aqui, mas vou fazer o possivel para ter uma certa frequencia. Tou com vontade de escrever hoje mas não sei o que escrever. Eu tou com fome, porque ta quase na hora do almoço agora, então a unica coisa que consigo pensar no momento é comida, um erro, porque pessoas com fome comem mais do que deveriam. De qualquer maneira, não estou aqui para falar de mim, e nem de comida, e como não sei do que falar também, é bem provavel que eu esteja aqui para enrolar um pouco, é bom escrever, apesar de as vezes a gente não escrever nada de util ou bom, ficar aqui batendo nas teclas, falando o que vem na cabeça, eu filtro um pouco, é verdade, porque afinal de contas, eu não quero passar TUDO que passa na minha cabeça para as pessoas lerem, o passa na nossa cabeça, muitas vezes tem um ponto de vista totalmente egoista e egocentrico, é depois de racionalizar e organizar que a gente começa a se importar com outras coisas, eu ia postar umas imagens aqui, mas meio que tou com preguiça, de ir no getty images, procurar, escolher, selecionar, deixar branco e preto, carregar pro servidor, postar e começar a comentar do assunto. Acho que uma coisa também que me faz não saber muito do que falar é que eu não entro muito no icq ultimamente, então não tenho muita necessidade de criar assuntos e/ou discuções que depois me rendam uma boa linha de pensamento para postar, escrever é dificil, provavel que por isso eu desista de fazer jornalismo, alem do mais, o sonho mesmo é direito.
Sei la, tou com minha cabeça um pouco cheia essa semana, e acho que tem alguma TPM vindo por ai também, então basicamente só tem coisas inuteis e que eu não quero dividir passando nela. Talvez eu esteja perdendo o meu espirito de revolta, normalmente eu escrevo bastante sobre algo quando estou revoltada com isso, mas normalmente não ha muitas coisas que tenham despertado a minha revolta, ou se tem, não dura o bastante para chegar no pc, no blogg, no teclado. O que fazer então? não sei. Eu realmente invejo as pessoas que quando querem escrever, pegar um papel (ou teclado) escrevem o que quiserem e fazem disso algo interessante, pessoas que escrevem livros, sei la, pessoas que conseguem usar as palavras para expressar o que quiserem quando quiserem. Eu não consigo fazer isso. Bom, eu eu eu só isso que eu estou falando, então deixa eu fofocar da vida dos outros. HAHA brincadeira, é melhor eu ir agora, é meio dia e ta na horinha de comer, ^_^ bjus.