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(vinheta) Di�rio do front
O dinheiro que sumiu...
Cidade para R$ 320 mil/m�s por empr�stimo que se dissolveu

Alexandre Gomes
Em 1996 o ent�o prefeito Rubens Mass�cio (PTB) fez um empr�stimo ARO (Antecipa��o de Receita Or�ament�ria) de cerca de R$ 20 milh�es com o finado banco Excel. A cidade ainda deve R$ 12, 9 milh�es deste empr�stimo e a prefeitura gasta R$ 320 mil/m�s com o pagamento destas presta��es.
Para se ter uma id�ia deste valor basta lembrar que � pouco menos que a quantia gasta mensalmente pela C�mara Municipal, em torno de R$ 330 mil. Mas o mais grave n�o � o valor em si, mas sim a forma como estes recursos foram gastos...
A C�mara Municipal avalizou o projeto a partir de uma longa lista de obras e servi�os que seriam executados com o dinheiro que inclu�a um n�mero expressivo de casas populares, o asfaltamento de praticamente toda a cidade, a conclus�o das avenidas Marginais, entre outros pontos. N�o � preciso dizer que n�o s� nada disso foi feito como ainda os funcion�rios tiveram seus sal�rios tungados poucos meses depois do dinheiro ser recebido, demonstrando que tanto o empr�stimo como todas as outras fontes de recurso da Prefeitura haviam desaparecido.
A excessiva ingenuidade que tradicionalmente acomete todas as bancadas governistas - incapazes de admitir que o governo que defendem tenha m�s inten��es - at� � desculp�vel face � imensa lista de obras apresentada. Chegou-se a comentar que tudo aquilo iria fazer o ex-prefeito recuperar o �ndice de popularidade que tinha no in�cio da sua administra��o, que iria revolucionar a cidade realizando obras t�o necess�rias ainda hoje � cidade como as Avenidas Marginais e o plano contra as enchentes.
Mas o mais triste n�o � constatar que nenhuma das obras previstas foi realizada, mas sim que nada, absolutamente nada, foi realizado com aquele dinheiro. Os milh�es conseguidos a duras custas, pelos quais o cidad�o paga at� hoje, dissolveram sem trazer nenhum benef�cio � cidade.
A prefeitura foi incapaz at� mesmo de manter seus servi�os b�sicos, mesmo com os cofres turbinados por um empr�stimo como esse. Mesmo com este assalto ao futuro dos cofres municipais a Prefeitura passou a funcionar por meio expediente - para conter gastos - e os sal�rios ficaram atrasados por mais de tr�s meses da gest�o anterior.
A situa��o s� n�o atingiu propor��es maiores porque o sucessor de Mass�cio, o atual prefeito Dagnone de Melo efetuou um trabalho exemplar de saneamento das finan�as. N�o s� os pagamentos dos servidores e os d�bitos com fornecedores foi colocado em ordem como ainda se arcou com o �nus financeiros daquele malfadado empr�stimo que se dissolveu. E isto sem impedir que um ousado programa de obras fosse retomado, incluido a� muitsas das coisas que foram prometidas pelo ex-prefeito que teve dinheiro de sobra para execut�-las, mas n�o o fez.

Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA






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