Dinheiro p�blico.txt

Di�rio do Front
Dinheiro p�blico, palanque privado

Alexandre Gomes
(olho) "O PSDB local parece ser incapaz de pensar para al�m dos mais mesquinhos objetivos, da pol�tica rasteira e vulgar da futrica e da fofoca."
(olho) "Fica patente o oportunismo, a vontade de tirar proveito do b�nus de ser governo e recusar demagogicamente o �nus de defender o governo quando ele toma alguma atitude impopular"
(olho) "Se Altomani quer tanto fazer um com�cio na inaugura��o de uma escola ele que utilize seus recursos privados e construa uma de seu pr�prio bolso"
(olho) "Em sua f�brica Altomani pode mandar e desmandar sem ter de dar satisfa��o a ningu�mj� no setor p�blico as regras s�o outras. "

Coisas muito estranhas acontecem na pol�tica de S�o Carlos j� h� muito tempo. Faz-se de tudo para incompatibilizar o prefeito e o governador, pouco se incomodando se este conflito ser� prejudicial � cidade. O PSDB local parece ser incapaz de pensar para al�m dos mais mesquinhos objetivos, da pol�tica rasteira e vulgar da futrica e da fofoca.
Mais de uma vez j� se tiraram frases do contexto, j� se exageraram declara��es, j� se deu car�ter p�blico a conversas que eram privadas na persistente tentativa de criar o incidente diplom�tico definitivo. Curioso que muitos destes tucanos que mal v�em o governador e lhe pousam no ombro para tentar sair na foto tem um comportamento muito diferente quando ele n�o est� na cidade.
Fica patente o oportunismo, a vontade de tirar proveito do b�nus de ser governo e recusar demagogicamente o �nus de defender o governo quando ele toma alguma atitude impopular como a reforma da Previd�ncia estadual, duramente criticada por um vereador que n�o saiu do lado do governador o tmpo todo sem nem mencionar o assunto.
Mas h� algo mais grave nisto tudo. Altomani n�o � uma autoridade p�blica, � apenas o presidente de um partido pol�tico que � uma entidade privada. Para se tratar a quest�o de forma rigorosa e legal ele teria o mesmo direito de estar no palanque que o presidente de qualquer outro partido. Que ele utilize a palavra seria um acinte �s regras mais b�sicas do Cerimonial j� que como se frisou, n�o ocupa qualquer fun��o p�bica que lhe garanta um lugar na ordem de rpeced�ncia, que � definida por lei e n�o por caprichos pessoais.
A coisa se agrava ainda mais pelo fato p�blico e not�rio dele ser um candidato a prefeito, ali�s um eterno candidato. Se o governador fosse outro e ele convidasse um candidato advers�rio a utilizar um palanque p�blico, Altomani e seus tucanos seriam os primeiros a espernear e a denunciar o suo da m�quina.
Uma coisa � uma cerim�nia p�blica, outra muito diferente � um com�cio privado. Infelizmente parece que Altomani carece da consci�ncia desta diferen�a entre o que � p�blico e privado, talvez como sintoma da sua falta de experi�ncia em administra��o p�blica.
Em sua f�brica Altomani pode mandar e desmandar sem ter de dar satisfa��o a ningu�m, pode at� coagir seus oper�rios a n�o participar de uma chapa de oposi��o do sindicato - como os petistas dizem que ele fez no passado. J� no setor p�blico as regras s�o outras, N�o basta ele querer para que as coisas sejam feitas, mas sim � rpeciso que sejam morais e legais.
A vis�o estreita e despreparada de Altomani � incapaz de compreender que Covas aprticipa da inaugura��o da escola n�o como l�der partid�rio, mas como governador de todos os paulistas. E � como governador que se relaciona com o prefeito, de chefe de Executivo para Chefe de Executivo.
Prevalecesse a vis�o de Altomani e seria como se o premier da falecida Uni�o Sovi�tica visitasse o Brasil para assinar um tratado e ao inv�s de falar com o presidente da Rep�blica convidasse a assinar o tratado o presidente do Partido Comunista.
Ademais n�o � o dinheiro do PSDB que financiou a escola, tampouco a Engemasa contribuiu com um �nico centavo para a eleva��o do pr�dio. Quem construiu a escola n�o foi nem Covas nem Melo, mas sim o povo que com seus impostos financiou a obra. Portanto tentar transformar a inaugura��o de uma obra financiada com dinheiro p�blico em com�cio � n�o s� inusitado e mesquinho, mas extremamente irregular - para n�a usar um termo mais pesado.
Se Altomani quer tanto fazer um com�cio na inaugura��o de uma escola ele que utilize seus recursos privados e construa uma de seu pr�prio bolso. Basta ele fazer isto e ningu�m vai reclamar nem se ele falar sozinho na inaugura��o, nem se ele der aula na escola mandando os alunos votarem nele.
Altomani pode retrucar dizendo que a fun��o da Engemasa N�o � construir escolas. Pois bem, o argumento � v�lido, mas tampouco � fun��a da Engemasa a promo��o de eventos, contudo Altomani fez de tudo para que fosse utilziado o equipamento da Engemasa na festa de inaugura��o, como uma forma de restringir o acesso ao palanque s� aos seus amigos e a si mesmo.
Covas mostrou-se neste epis�dio um homem �ntegro, um estadista de valor, muito acima das mesquinharias da baixa tucanagem rastaquera. Como pol�tico s�rio Covas sabe que seu partido n�o tem o direito de imiscuir-se em quest�es administrativas que dizem respeito somente a ele e ao prefeito.
Foi gra�as a esta postura imaculada de Covas que mais uma vez fracassou a tentativa dos tucanos da cidade de prejudicar S�o Carlos rpovocando atritos entre Covas e Melo. Felizmente h� pessoas de bom senso que pensam antes em cumprir suas obriga��es administrativas do que em perseguir advers�rios pol�ticos.



Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA

Index

Next

Previous

Hosted by www.Geocities.ws

1