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(t�tulo)Falta de pol�ticas p�blicas contra o racismo preocupa l�der negro
(subt�tulo) Para Casimiro pol�ticas de "discrimina��o positivas" devem abrir o debate sobre inser��o social do negro Alexandre Gomes (legenda) Casimiro: "chega de discutir a quest�o do negro s� em �poca de elei��a e no carnaval" Para o presidente do Grupo Congada e primeiro suplente de vereador pelo PT, Casimiro Paschoal, a sociedade s�o-carlense tem praticamente ignorado o debate em torno da supera��o do preconceito racial. Para ele falta uma pol�tica p�blica que d� alternativas para a inser��o do negro. Casimiro distingue bem o que considera como quest�es distintas, uma � o combate � atitude racista e preconceituosa, outra � a cria��o de mecanismos compensat�rios capazes de finalmente combater a exclusao social e econ�mica do negro. Uma das alternativas que Casimiro v� para enfrentar o problema � a ado��o de cotas nas universidades p�blicas para alunos negros. O sistema de cotas, adotado nos Estados Unidos, vem gerando forte pol�mica e de uma forma geral a discuss�o em torno do tema tem avan�ado muito pouco, avalia Casimiro. Segundo ele a USP discute o assunto h� 5 anos, de forma intermitente, sem ter chegado a nenhum projeto definitivo e em outras universidades o debate em torno das cotas est� apenas come�ando. "N�s come�amos a debater esta quest�o com a reitoria da UFSCar e creio que j� se conseguiu um avan�o, mesmo pequeno, com a implanta��o do Cursinho para alunos carentes", avalia ele. 500 anos "O sistema de cotas n�o � um fim em si mesmo, mas um meio para se avan�ar esta discuss�o sobre o papel do negro", destaca Casimiro. Ele implica, na avalia��a do presidente do Congada, em um reconhecimento por parte da sociedade da opress�o cometida contra o negro e da contribui��o fundamental da expropria��a do trabalho do negro. Casimiro acredita que as comemora��es dos 500 anos do "descobrimento" s�o um momento prop�cio para que se discuta a compensa��o social a que os negros e outras etnias tem direito pelo meio mil�nio de opress�o a que foram submetidos. Al�m disso, acredita Casimiro, a barreira de isolamento que se criou depois da aboli��o que, ao contr�rio de outros pa�ses em especial os estados Unidos, deixou o negro sem trabalho e sem sem terra, jamais permitiu que os negros enquanto grupo �tnico tivesse a mesma chance dos brancos. "Os trabalhadores negros at� hoje est�o entre os primeiros a serem demitidos, � s� olhar na fila dos desempregados para ver isto", comentou ele. Este problema. Argumenta ele, n�o pode continuar n�o sendo discutido e a ado��o de cotas �, para ele, um dos meios de se diminuir esta dist�ncia social em um curto espa�o de tempo. At� agora, analisa Casimiro, n�o houve nenhum argumento razo';avel contra o programa de cotas. A alega��a de aumento de custos n�o � razo�vel para ele proque os altos �ndices de evas�o nos cursos superiores, logo no primeiro ano, demonstra que sem custo adicional � poss�vel abrir vagas exclusivas para negros e outros grupos sociais marginalizados. Ele acha que � "preconceituosa" a argumenta��a quie o sistema de cotas iria reduzir o "grau de excel�ncia" das universidades p�blicas. "N�o h� nenhuma rela��o direta entre a nota obtifda no vestibular e o desempenho do aluno ao longo do curso", diz ele citando estudos da pr�pria Usp. Debate local Casimiro tamb�m acredita ser muito improtante uma pol�tica de valoriza��o da identidade �tnica do negro que deveria come�ar nas escolas. Os livros did�ticos, acredita o l�der negro, avan�aram um pouco, mas continuam a passar uma imagem depreciativa e pejorativa do negro. Para ele uma das prioridades para o debate da quest�o racial na cidade seria a discuss�o de um programa intensivo de reciclagem dos professores da rede p�blica. Ele informa que j� vem sendo desenvolvido algum trabalho enste sentido mas que ainda em dimens�es modestas frente � imensid�a do que rpecisa ser feito. "Queremos acabar com esta hist�ria de s� discutir a quest�a racial em �poca de elei��o ou no carnaval, queremos abrir o debate desde j�", disse ele. O F�rum de Entidades Negras que est� sendo criado deve come�ar a discutir uma propsota que enfrente a quest�o e, afirma Casimiro, pretende debater a quest�a com todos os candidatos a rpefeito. |
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