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Museu de M�rtola

N�cleo Isl�mico

N�cleo Visig�tico

N�cleo Romano

N�cleo Paleocrist�o

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A Mesquita

A Cheia de 1876

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Clique nos bot�es acima para ler os poemas de Dion�sio Gon�alves.

OS TEMPOS DA HIST�RIA. Durante os cinco s�culos em que foi elo importante na m�quina pol�tica do Imp�rio Romano, Myrtilis tornou-se no grande centro de escoamento mineiro e agr�cola de todo o Baixo Alentejo, tendo sido local de estabelecimento de alguns ricos mercadores e de um corpo de dignit�rios.

Quando os soldados e funcion�rios deixaram de receber os seus sal�rios, quando se desmoronou a administra��o imperial, os habitantes refor�aram as suas defesas, apertando-se no interior das muralhas reparadas ou constru�das de novo.

Do s�culo V ao s�culo VIII, com as rotas mar�timas e comerciais pouco seguras, Myrtilis d� abrigo a uma popula��o de comerciantes aut�ctones e orientais organizados em comunidade crist�.

Durante o per�odo isl�mico, M�rtula manteve praticamente intactas as suas actividades, tendo sido por duas vezes, durante os s�culos XI e XII, a capital de um reino cujo territ�rio inclu�a a cidade de Beja.

Ao longo de todo o s�culo XII, sob a domina��o norte-africana, � reparado e erguido todo um pano de muralhas a envolver a cidade (que hoje ainda se mant�m) e reconstru�da totalmente a mesquita, monumento �nico em todo o pa�s.

Depois da conquista crist� de 1238, por cavaleiros da Ordem de Santiago, M�rtola como porto tradicional de Beja, acompanha a decad�ncia da antiga Pax Julia.

Excluindo um certo renascimento econ�mico, em finais do s�culo XV e princ�pio do XVI, em que foi porto de abastecimento cereal�fero das pra�as portuguesas do Norte de �frica, todas as rotas comerciais se desviam cada vez mais do Guadiana, convergindo nos estu�rios do Sado e do Tejo.

M�rtola era, no 25 de Abril -j� encerradas as Minas de S.Domingos- um povoado adormecido, em que j� morrera a �ltima carreira fluvial, sua �nica e primeira raz�o de ser.

In �M�rtola Vila Museu�, edi��o do Campo Arqueol�gico de M�rtola

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