Dion�sio Gon�alves
Do livro
Fui ver como as coisas s�o
Em mil oitocentos e seis se viu
O dil�vio em Portugal
De ver tanta �gua no rio
Ningu�m se lembra de tal
Foi a sete de Dezembro
Naquela noite de Inverno
De vento e muito chuvosa
Eu nada disso me lembro
Mas os letreiro dizendo
Aonde a �gua subiu
Parte de M�rtola cobriu
Ficando tudo inundado
Mas hoje ningu�m est� lembrado
Em mil oitocentos e seis se viu
Vindo de l� da Regedora
Nascido de l� de Espanha
N�o viera cheia tamanha
Varrendo como a vassoura
Na sua margem protectora
Deu ao meio do tribunal
Naquela noite infernal
Tudo estava em preven��o
Hoje n�o h� recorda��o
Do dil�vio em Portugal
Descobria as sepulturas
De cad�veres da mourama
Este rio era �diana
No tempo da escravatura
Na nossa era futura
Outro nome possu�a
Nessa cheia que algu�m viu
Os nossos antepassados
Os sinais foram marcados
Por ver tanta �gua no rio
Os barcos estavam na pra�a
Flutuando na rua
Com esta bravura sua
Amea�ando a desgra�a
N�o pensem de ser chala�a
Da noite diluvial
Com tamanho temporal
Que causava esse terror
Pode ler este teor
Mas ningu�m se lembra tal