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Em
matéria de educação a nós mesmos, existe, comumente, um
adversativo, em nossas melhores definições.
Via de regra, afirmamos, a cada trecho de nossa marcha
espiritual:
sei que é necessário praticar o bem para que o mal não
me ensombre as horas; todavia, por mais que me esforce, não
chego a vencer a preguiça que me entorpece;
sei que é urgente estudar, melhorando conhecimentos, a
fim de entender os desafios do mundo e soluciona-los com
segurança; contudo, não tenho tempo;
sei que é minha obrigação abraçar as boas obras, que
as circunstâncias me indicam, em proveito de minha felicidade,
mas receio entrar em choque com as alheias opiniões.
Sei que é preciso ... é a nossa frase trivial,
diante do serviço que nos compete; no entanto, habitualmente
falha o motor da vontade, no momento da ação.
Quase sempre, perdemos tempo precioso, empenhando-nos em
saber o que saber o que ainda estamos muito longe de aprender,
numa atitude, aliás, muito compreensível, porquanto, desejando
saber dignamente, a curiosidade respeitável alenta o progresso;
mas, se fizéssemos o melhor do que já conhecemos, transferindo
ideais e planos superiores das linhas teóricas para o terreno
da realização e da prática, desde muito estaríamos guindados
à posição de numes apostolares das doutrinas redentoras que
apregoamos, adiantando o relógio da evolução terrestre.
Como é fácil de anotar, nós todos, coletivamente
examinados, criamos muitas dificuldades na Terra, pela ânsia de
fazer sem saber, mas agravamos consideravelmente, essas mesmas
dificuldades, pelo atraso de saber e não fazer. |
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música: "Candle in the wind" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |