![]() |
|||
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
Sei
que te feri sem querer, em meu gesto impensado. Pretendias apoio e falhei, quando mais necessitavas de arrimo. Aguardavas alegria e consolo, através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...
Entretanto, volto a ver-te e rogo humildemente para que
me perdoes.
Ouvistes-me a palavra correta e julgaste-me em plena luz,
sem perceberes o espinheiro de sombra encravado em minh’alma.
Reparaste-me o traje festivo, mas não viste as chagas de
desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.
Às vezes, encorajo muitos daqueles que me procuram,
fatigados de pranto, não por méritos que não tenho, e sim
esparzindo os tesouros de amor dos Espíritos generosos que me
sustentam; contudo, justamente na hora em que me buscaste,
chorava sem lágrimas, nas últimas raias da solidão. Talvez
por isso não encontrei comigo senão frieza para ofertar-te.
Releva-me o desespero quando me pedias brandura e
desculpa-me o haver-te dado reprovação, quando esperavas
entendimento.
Deixa, porém, que eu te abrace de novo, e, então,
lerás em meus olhos estas breves palavras que me pararam na
boca: perdoa-me a falta e tem dó de mim. |
|||
|
música: "Reverie - Debussy" |
|||
|
|
|||
|
MENSAGENS
FRATERNAS |