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O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVII Item 6
Em
ti, no silêncio da prece mental, sem que tenhas necessidade de
ver ou perceber, em sentido direto, o coração bate sem cessar
na cadência admirável da vida.
Movimenta-se o sangue, por mil canalículos diversos.
Intestinos trabalham independentes de tua vontade
sustentando-te a nutrição.
Pulmões arfam revolvendo o ar que te envolve.
Impulsos nervosos eletrizam-te a imensa população
celular do cérebro.
Miríades e miríades de unidades de vida microscópica
palpitante na concha da boca.
Em torno de ti, no silêncio de tua prece, os átomos se
agitam em vórtices intermináveis na estrutura material da
roupa que te veste e dos sapatos que te calçam.
A eletricidade vibra esfuziante por quilômetros e
quilômetros de fios, transformando-se, não longe de ti, em
força, luz e calor.
Milhares de criaturas humanas num perímetro de algumas
léguas em derredor, falam, cantam e choram sem que ouças.
Outros milhões de vozes em dezenas de idiomas, nas ondas
hertzianas, entrecruzam-se à tua volta sem que as registres.
Raios sem conta chovem sobre ti sem que lhes assinales a
presença.
Inúmeros fenômenos meteorológicos se sucedem em toda
parte, sem que consigas relacioná-los.
O Planeta faz giros velozes carregando-te, em paz e
segurança, sem que tomes qualquer conhecimento disso.
Igualmente, no silêncio de tua prece, acionas vasto
mecanismo de auxílio e socorro na atmosfera que te rodeia,
comparável a imenso laboratório invisível.
O teu influxo emocional dirige-se além de teus sentidos
para onde te sintonizes, através de insondáveis elementos
dinâmicos.
Não descreias da oração por não lhe marcares
fisicamente os resultados imediatos.
O firmamento não é impassível porque te pareça mudo. |
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música: "As the deer" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |