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Não
olvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente
enfermos de espírito acomodados ao mal.
Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os
fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a
se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o
crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no
coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio
e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição
desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que
descerão para a bênção expiatória...
Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do
vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da
sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da
ignorância em que se fazem, desavisados, instrumentos soezes da
miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público.
Renteando com eles pobres irmãos nossos que
elegeram para si próprios a condição penosa de
detratores trata-os por doentes necessitados de socorro e
medicamento.
Conhecendo-os, de perto, lembrou Jesus no monte a
bem-aventurança reservada no mundo aos que exerçam o perdão e
a misericórdia.
E, é ainda por esse motivo que, à última hora,
circulado por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor
recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de
aceitar-lhes injúrias e desafios, preferiu segrega-los no
hospital da oração. |
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música: "Prelúdio 08 Debussy" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |