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Enquanto
nos demoramos nas teias da animalidade, costumamos centralizar a
vida na concha envenenada do egoísmo, orientando-nos pelo
cérebro, agindo pelo estômago e inspirando-nos pelo sexo...
A passagem na Terra significa, então, para nossa alma, o
movimento feroz de caça e presa.
O cálculo é o nosso modo de ser.
A satisfação física é o nosso estímulo.
O prazer dos sentidos é a finalidade de nosso esforço.
Entretanto, quando a luz do Evangelho se faz sentir em
nosso coração, altera-se-nos a vida.
O amor passa a reger nossas mínimas expressões
individuais.
Identificamos as nossas próprias feridas, catalogamos
nossos próprios defeitos e inventariamos nossas próprias
necessidades.
A língua perde a volúpia delituosa da meledicência.
Os olhos olvidam a treva, em busca de sol que lhes
descortine horizontes mais vastos.
Os ouvidos esquecem as serpes invisíveis do mal, a fim
de se concentrarem nas sugestões do bem.
E a cabeça procura o suave calor da fornalha da
caridade, a fim de que as ilusões lhe não imponham o frio do
desapontamento triste, compensação de quantos reclamam a
felicidade que a Vida Física não lhes pode dar...
Chegada essa hora de renovação do nosso próprio
espírito, nossa existência se transforma numa pregação
permanente aos que nos seguem os passos, de vez que a lâmpada
acesa do ensinamento de Jesus, no imo da alma, é astro
irradiante a clarear a marcha da vida.
Não te gastes, desesperando-te em exigências
descabidas, nem te percas no cipoal das queixas sem
significação.
Procura o Cristo, em silêncio, e grava as lições d’Ele
nas páginas da própria luta de cada dia e quem te acompanha
saberá encontrar, em tua conduta e em teus gestos, o abençoado
caminho da elevação. |
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música: "A time for us" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |