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Quando
se escancara a janela de nossas almas e nós
Se vocês soubessem, meus filhos, quanto é importante a
vida e quanto de desespero existe naqueles que anseiam por
superar suas provas ou que lamentam não terem superado as suas
provas e se arremessaram no báratro de sofrimentos maiores !
Quando essa janela da alma se abre, quanta tristeza ...
principalmente quando começam, nas colônias, a observar as
legiões de espíritos que venceram e que conversam felizes, e
que são diáfanos, leves, sorridentes e tranqüilos, porque
cumpriram o seu dever, porque sorveram até o último gole da
taça de sofrimentos e se regozijam, enquanto aqueles que
fracassaram não se dão o direito de se sentirem Luz.
É muito importante, meus filhos, agradecermos, cada dia,
a bênção da vida. Se ela é áspera e difícil, é a vida que
nós recebemos. Se ela nos traz amargo pranto, devemos nos
lembrar dos instantes em que também fomos felizes e sorrimos e
nos reabastecermos de força nas boas lembranças, e não
mergulhamos constantemente no fel das amargas lembranças.
Jesus falou para os seus algozes, olhando a humanidade
que devia se debruçar na janela da própria alma e mergulhar no
remorso:
__ Pai, perdoai porque não sabem o que fazem.
Quando somos feridos é fácil falar. Mas, quando, meus
filhos, nós somos juízes de nós mesmos ? Jesus era o réu sem
culpa, era o Cordeiro divino sendo imolado, mas nós jamais
poderemos colocar em nossos lábios as palavras do Pai.
__ Senhor, perdoai, porque não sabem o que fazem.
Porque nós sabemos muito bem o quanto e quando ferimos.
Sabemos muito bem os nossos deveres e as nossas
responsabilidades. Nós não podemos nos libertar do peso de
nossas culpas, Jesus, sim, pode pedir por nós. Mas nós temos
que trabalhar por nós, trabalhar incessantemente em nós,
lutando para sermos menos cruéis, para sermos realmente mais
gratos, para não supervalorizarmos as migalhas que oferecemos
de auxílio e de amor e também não subestimarmos as toneladas
de auxílio e de amor que recebemos.
Todos nós estamos presos à nossa cruz mas não fomos
colocados como Jesus foi, por outras mãos. Fomos colocados em
nossas cruzes por nós mesmos. Então, nós temos que ser nossos
próprios salvadores, e o exemplo de Jesus é a nossa força,
porque foi para nós que Ele pediu perdão. Foi para todos nós
que Ele estendeu a misericórdia da Boa Nova, foi para todos
nós que Ele fez Luz no roteiro.
Por isso, meus filhos, olhando o Cordeiro Divino,
saibamos amansar nossas almas, que ainda são lobos ferozes.
Saibamos usar da mansuetude mas também da energia, porque
pedimos mansidão para nós e energia para os outros, quando, na
verdade, precisamos de energia para nós e mansuetude para os
outros. Saibamos realmente analisar no profundo de nossas almas:
o que fazemos, o que Jesus espera de nós, o que devemos esperar
de nós e lutarmos para realizar o melhor em nós. Por nós. |
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música: "Ever lasting love" |
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