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O Livro dos Espíritos, questão 625
Basta
deseje e qualquer um pode comprovar nos versículos
evangélicos, que nos três anos de vida messiânica, Jesus:
Em tempo algum duvidou do Pai;
Nenhuma vez operou em proveito próprio;
Não recusou a cooperação dos trabalhadores menos
respeitáveis que as circunstâncias lhe ofereciam;
Jamais deixou de atender às solicitações produtivas e
nem chegou a relacionar as requisições irrefletidas que lhe
eram endereçadas;
Não discriminou pessoas ou recintos para prestação de
auxílio;
Nada fez de inútil;
Nada usou de supérfluo;
Não fugiu de regular o ensimento da verdade conforme a
capacidade de assimilação dos ouvintes;
Nunca foi apressado;
Nada fez em troca de recompensa alguma, nem mesmo na
expectativa de considerações quaisquer.
Realmente, se Jesus não fez isso, por que faremos ?
Aplicada a conduta de Cristo à mediunidade,
compreenderemos facilmente que se possuímos a fé raciocinada
é impossível vacilar em matéria de confiança no auxílio
espiritual; que tarefeiro a deslocar-se para ações de
benefício próprio figura-se lâmpada que enunciasse o
despropósito de acreditar-se brilhante sem o suprimento da
usina; que devemos atender às petições de concurso fraterno
que nos sejam encaminhadas, dentro dos nossos recursos, sem a
presunção de tudo saber e fazer, quando o próprio sol não
pode substituir o trabalho de uma vela, chamada a servir no
recesso da furna; que o aprendiz da sabedoria interessado em
carregar inutilidades e posses estéreis lembra um pássaro que
ambicionasse planar nos céus, repletando a barriga com grãos
de ouro. |
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música: "Etude Op.10-3 Chopin" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |