![]() |
|||
|
|||
|
|
|||
|
|
|||
|
Os
últimos dois séculos transcorridos constituem, inegavelmente,
período áureo da história humana, pelas conquistas e
resultados conseguidos no exercício das atividades
intelectuais, científicas e tecnológicas. O adiantamento material e
espiritual foi relevante, permitindo ao homem dar largas
passadas, ultrapassar os limites da Terra e conseguir, por outro
lado, conceber a vida em novas dimensões. Tais constatações não
significam, evidentemente, que os habitantes terrenos tenham
superado a ignorância e as imperfeições disseminadas por
diversos recantos do Planeta. Contudo, ao considerarmos, por
exemplo, a abolição da escravidão, em todas as nações, é
forçoso concluir que esse fato, mesmo isoladamente, constitui
importante vitória contra a ignóbil prática de subjugar o
semelhante, nosso irmão, o próximo. Do ato da condenação do
Cristo de Deus ao culto que hoje lhe é prestado, em muitos
locais e por vários segmentos religiosos, nota-se grande
alteração do comportamento
humano. O Sinédrio, com relação a Jesus, não exerceu sua
atribuição de julgar, como era normalmente de sua alçada.
Naquele episódio já havia a condenação antecipada do Cristo.
Houve, apenas, a montagem de uma impostura, uma simulação de
julgamento para enganar e satisfazer o ódio de uma malta
ignorante. O mundo de então estava mergulhado em densas trevas,
que somente o curso do tempo e os emissários divinos têm o
encargo de dissipar. Naquelas circunstâncias e perante aquela
súcia, o sacrifício infame de Jesus teve caráter de um fato
comum, sem relevância. Aquele bando de algozes, de completa
carência intelectual e moral, não podia imaginar que sua
ação estava relacionada com os destinos do Planeta. Toda
aquela encenação constituía o mais infamante labéu da
humanidade terrena. Hoje, decorridos dois milênios
das lamentáveis cenas do Calvário, ainda é
imperativo absoluto desalojar do coração humano o
orgulho e o egoísmo para que o homem possa defender-se da
influência perniciosa do materialismo e praticar as leis da
fraternidade e amor ao próximo, conduta indispensável para
sentir-se feliz e encontrar o rumo da perfeição a que se
destina. Pode ser compreensível que a
pessoa que tenha os olhos permanentemente voltados para o chão,
em busca de bens perecíveis, não creia em Deus. O que é
difícil de entender e aceitar é como pode o ser humano olhar
para o céu, mirar as estrelas que cintilam, ter permanente
contacto com as leis naturais que regem o Universo e não
perceber a presença do Criador misericordioso e amoroso que
está em toda a parte. O advento do Espiritismo, na
segunda metade do século XIX, abriu imensas
oportunidades de ampliação dos conhecimentos nos
domínios da Psicologia e de outras atividades científicas.
Aprofundaram-se conhecimentos atinentes à vida e à matéria
inerte. Surgiram novos horizontes para a Humanidade. Após
milênios, o Espiritismo dá ensejo à aproximação da Ciência
e da Religião. O progresso constante das
criaturase dos mundos onde habitam faz parte dos decretos da
Divina Providência. É, portanto, imposição inabalável. A
Doutrina Espírita esclarece que ocorre primeiramente o
adiantamento intelectual, daí resultando o progresso moral,
sempre dificultado pelo orgulho e pelo egoísmo que o entravam
mas não o impedem de realizar-se. O princípio da reencarnação
ou das vidas sucessivas do Espírito é a prescrição natural
destinada a assegurar-lhe o aperfeiçoamento, sendo que a
educação, em sentido amplo, é o meio eficiente para que a
alma atinja a sua destinação. O progresso moral das criaturas
é, inegavelmente, a grande necessidade atual da humanidade
terrena. O Consolador prometido e
enviado por Jesus nos exorta a combater permanentemente nossos
erros e defeitos, grandes ou pequenos, para podermos evoluir.
Estimula, também, continuamente, a prática do bem, da
justiça, do amor a Deus e ao próximo, da caridade, e a buscar
o conhecimento da verdade, como meios e modos infalíveis de
avançar, de conformidade com a soberana e indefectível Lei do
Progresso. |
|||
|
|
|||
|
MENSAGENS
FRATERNAS |