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O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI Item 4 Consolador
prometido por Jesus, o Espiritismo alcança o homem por
mensageiro divino, estendendo-lhe as chaves da própria
libertação. Rompe
os limites que lhe circunvalam o planeta, em forma de
horizontes, e descortina-lhe a visão do Universo, povoado de
mundos inumeráveis, rasgando a venda de ilusão que lhe empana
a idéia da vida. Funde
as grades da incompreensão, entre as quais se acredita cobaia
pensante em vale de lágrimas, e fala-lhe da justiça perfeita e
da bondade incomensurável do Criador que concede oportunidades
iguais a todas as criaturas, nos planos multiformes da
Criação, extirpando a cegueira que lhe obscurece o
entendimento e ensinando-lhe a reconhecer que deve a si mesmo o
bem ou o mal, que lhe repontem da senda. Parte
as grilhetas de sombra, que lhe encerram a inteligência em
falsos princípios de maldição e favor, impropriamente
atribuídos à Excelsa Providência, e oferece-lhe o
conhecimento de reencarnação do espírito, em aperfeiçoamento
gradativo na Terra ou em outros mundos. Derrete
as algemas de tristeza que lhe aprisionam o sentimento, na
tenebrosa perspectiva de eterno adeus perante a morte, e
clareia-lhe o raciocínio na consoladora luz da sobrevivência,
para além da estância física. Solucionando
em cada um de nós os problemas da evolução e do ser, da dor e
do destino, o Espiritismo é o facho libertador, desatando
correntes de angústia, demolindo muralhas de separação,
eliminando clausuras de pessimismo e abolindo cativeiros de
ignorância. |
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música: "Dreaming" |
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