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Quando
a multidão cercava Jesus, eles esperavam uma resposta para suas
dores físicas, eles esperavam o lenitivo para os seus tormentos
e acima de tudo esperavam, naquele profeta jovem,a força
dominante do poder que os judeus ansiavam
reconquistar.
Judeus escravos que caminhavam pisoteados pelo poder
romano, insatisfeitos e infelizes, buscavam na Boa Nova uma nova
força, um novo rumo, uma nova esperança. E Jesus permitiu que
eles o seguissem apenas com o anseio material porque sabia
que, pouco a pouco, conseguiria atingir o âmago da
alma daquelas criaturas. E muitos que buscavam a cura do corpo
encontravam a cura para o espírito. Muitos que não conheciam a
verdade, identificaram a verdade e fizeram dela um roteiro para
suas vidas. Muitos que viviam amargurados e
infelizes encontravam na vida um novo sentido, até do
próprio sacrifício dos bens materiais, da ostentação, como
Maria de Magdala. E Jesus, então, através
de cada criatura, com suas necessidades físicas,
atendendo as suas necessidades espirituais, ia pouco a pouco
curando-as e libertando-as de suas inferioridades.
Existe sempre um caminho. E muitas vezes encontramos o
caminho de Jesus através da dor, da solidão, do desespero, da
enfermidade, da saudade. São sempre caminhos materiais
que nos levam para a solução de nossos problemas
espirituais porque Jesus, na verdade, está sempre
presente, é o amigo de todos os instantes e é o grande
despertar para os nossos espíritos, para as nossas
responsabilidades. E nós não podemos transformar o mundo ao
nosso bel prazer, mas podemos transformar o nosso mundo
interior, nos tornando cada vez melhores e
criaturas mais dóceis nas mãos de Deus e mais úteis nas mãos
de Jesus.
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