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O
Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XVII - Item 3
Se algum erro de cálculo existe na construção de nossas
existências, o culpado somos nós mesmos.
No
reconhecimento da falibilidade que nos caracteriza, se não é
lícito reprovar a ninguém, não será justo cultivar a
indulgência para conosco; e se nos cabe perdoar
incondicionalmente aos outros, não se deve adiar a severidade
para com as próprias faltas.
Podão da sensatez - apara os supérfluos da fantasia.
Balança do comportamento - sopesa todos os nossos atos.
Lima da verdade - dissipa a ilusão.
Metro moral - define o tamanho de nosso discernimento.
Espelho da consciência - reflete a fisionomia da alma.
Em todas as expressões pessoais, é possível errarmos
para mais ou para menos.
Quem não avança na estrada do equilíbrio que somente a
autocrítica delimita com segurança, resvala facilmente na
impropriedade ou no excesso, perdendo a linha das proporções.
Com a autocrítica, lisonja e censura, elogio e sarcasmo
deixam de ser perigos destruidores, de vez que a mente provida
de semelhante luz, acolhe-se ao bom senso e à conformidade,
evitando a audácia exagerada de quem tenta galgar as nuvens sem
asas e o receio enfermiço de quem não dá um passo, temendo
anular-se, ao mesmo tempo que amplia as correntes de
cooperação e simpatia, em derredor de si mesma, por usar os
recursos de que dispõe na medida certa do bem, sob a qual, a
compaixão não piora o necessitado e a caridade não humilha
quem sofre. |
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música: "An affair to remember" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |