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Há
guardiães espirituais que te apóiam a existência no plano
físico e há tutores da alma que te protegem a vida na Terra
mesmo.
Freqüentemente, centralizas a atenção nos poderosos do
dia, sem ver os companheiros anônimos que te ajudam na garantia
do pão. Admiras os artistas renomado que dominam nos cartazes
da imprensa e esqueces facilmente os braços humildes que te
auxiliam a plasmar, no santuário da própria alma, as obras
primas da esperança e da paciência. Aplaudes os heróis e
tribunos que se agigantam nas praças, todavia, não te recordas
daqueles que te sustentaram a infância, de modo a desfrutares
as oportunidades que hoje te felicitam. Ouves, em êxtase, a
biografia de vultos famosos e quase nunca te dispões a conhecer
a grandeza silenciosa de muitos daqueles que te rodeiam, na
intimidade doméstica, invariavelmente dispostos a te estenderem
generosidade e carinho.
Homenageia, sim, os que te acenam dos pedestais que
conquistaram, merecidamente, à custa de inteligência e
trabalho; contudo, reverencia também aqueles que talvez nada te
falem e que muito fizeram e ainda fazem por ti, muitas vezes ao
preço de sacrifícios pungentes.
São eles pais e mães que te guardaram o berço,
professores que te clarearam o entendimento, amigos que te
guiaram a fé e irmãos que te ensinaram a confiar e servir...
Vários deles jazem agora, na retaguarda, acabrunhados e
encanecidos, experimentando agoniada carência de afeto ou
sentido o frio do entardecer; alguns prosseguem obscuros e
devotados, no amparo às gerações que retomam a lide
terrestre, enquanto outros muitos, embora enrugados e
padecentes, quais cireneus do caminho, carregam as cruzes dos
semelhantes. |
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música: "The gift" |
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MENSAGENS
FRATERNAS |