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Não utilizarei os dramáticos dados estatísticos mundiais que mostram a quantidade de mulheres que cometem o aborto, vitimando, muitas vezes, não só a vida do feto, mas também a sua própria; objetivando, com isto, criar repúdio ao ato; porém, o farei com o fito de conduzir o assunto a uma análise geral sobre as condições evolutivas do planeta. Baseando-nos em três questões contidas no Livro dos Espíritos, encontraremos farto material para reflexão sobre o tema: legalização do aborto. Questão 836. - O livro dos espíritos, Cap. X - A lei da liberdade, item IV Liberdade de Consciência. Tem o homem direito de pôr embaraços à liberdade de consciência? "Não; nem à liberdade de consciência, nem à liberdade de pensar. Somente a Deus pertence o direito de julgar as consciências. Assim como os homens, por suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da Natureza, regula as relações do homem para com Ele."
Entendemos assim, que a consciência é uma questão
individual, e, se por um lado nossas irmãs tomam a atitude do
aborto conhecendo os riscos da morte; por outro lado,
desconhecem - do ponto de vista moral -, as conseqüências
dolorosas que terão quando descobrirem a "verdade".
Para Deus importa que evoluamos, e,
em sua sabedoria, garante sempre que tenhamos oportunidades para
compreender a necessidade de perdoar e amar. Se olharmos melhor, veremos almas agindo de maneira egoísta, sem entender que essa atitude as fará sofrer. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos? "Tendo a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina." Paralelamente à liberdade de consciência, o livre-arbítrio seria erroneamente compreendido pelos nossos irmãos e irmãs imprevidentes como sendo: "quem manda em minha vida, sou eu". Entretanto, na prática - e refiro-me aqui às relações sociais -, o livre-arbítrio não tem sido praticado. Grandes empresas - obviamente, nem todas -, gastam fortunas para introduzir conceitos de vida à sociedade. Tendenciosos e de espírito invigilante, acabamos cedendo.
O "sexo livre" é pregado
de forma maciça pela mídia, e o chamado "sexo
seguro" se tornou sinônimo de "transar com
camisinha". A consciência do amor foi sendo substituída
pela do prazer e do quanto mais, melhor. Infelizmente - se podemos assim nos expressar -, o livre-arbítrio tem resultado em histórias de medos e dores; por outro lado, também tem lapidado, inquestionavelmente, os espíritos. Questão 747. - O livro dos espíritos, Cap. VI - A lei de destruição, item IV Assassínio.
O ato de por fim a vida física de uma pessoa é crime,
indiscutivelmente. Na questão do aborto, imaginemos as conseqüências negativas que sofrerão nossas irmãs e irmãos envolvidos. Uma vez fecundado pelo espermatozóide, o óvulo corresponde a uma nova vida. Este é o critério médico defendido pelos Conselhos de Medicina, e admitido pelo Código Penal Brasileiro (art. 124 a 127), que considera crime contra a vida o aborto provocado, excetuando-se os casos de gravidez com risco de vida para a mãe e aquela resultante de estupro.
Como podemos notar, a lei procura
preservar a vida, tanto da mulher quanto do novo ser; apesar
disto, não considera a Lei Divina que regula os casos de
"carma" e provas espirituais.
Toda vida é extremamente importante para a coletividade; e se não houver a consciência de que todos somos irmãos, continuaremos por muito tempo desperdiçando nosso livre-arbítrio e cometendo erros e mais erros. Se o aborto ainda é controlado por leis humanas, significa com isso que devemos agradecer a Deus por manter a misericórdia entre nós, evitando um descontrole maciço de atentados contra a vida de seres indefesos - mesmo que isto se dê de forma compulsória. Como membros da sociedade, devemos participar sempre na desmistificação irresponsável que a mídia - e por vezes os governos -, cria na mente das pessoas invigilantes. Cooperar fraternalmente com nossas irmãs significa plantar no coração de nossas próprias filhas a compreensão, antes de tudo, a necessidade do amor. A vida humana não pode se resumir apenas em alguns instantes de convivência, mas deve ser sentida nos momentos cruciais de nossas existências. Acreditemos que em tudo ela nos reclama responsabilidades, seja de homens e de mulheres, para a compreensão e ajuda mútua, a fim de vencerem a tempo qualquer desgosto espiritual. Não compactuar com os abortos, mas sem com isso negligenciar a importância da vida e da saúde das mulheres, é uma questão tão óbvia que nos cabe divulgá-la amplamente.
Irmãs e irmãos! Se porventura se encontram à beira de
tal atitude, pensem melhor, resistam, orem e peçam ajuda. |
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MENSAGENS
FRATERNAS |