| Episódio 3: Yamazaki abre as portas de sua casa | |||||||||
| Este episódio passa-se logo após o Natal quando, ainda inspirado pelo espírito natalício, Yamazaki decidiu acolher um jovem Esloveno que veio para o encontro de meditação Tá-lá-Zé. Dias depois da sua chegada o jovem escreveu a seguinte carta para a sua terra natal (o contéudo da carta está sujeito a erros de tradução Esloveno-Português). | |||||||||
| Meu querido Pai: Socorro! Tira-me daqui! Quero voltar para casa. Isto é tudo maluco! Socorro! Podes achar um exagero, mas é isto que eu verdadeiramente sinto. Começo a relatar os acontecimentos para que entendas o que estou a passar. No primeiro dia tudo correu bem: Aeroporto > Avião > Aeroporto > Táxi > Estação > Comboio > Estação > Carro de um tal Watanabe > Casa. Fui muito bem recebido pelo Yamazaki, a refeição foi saborosa e assim que entrei na cama macia adormeci logo. Foi no segundo dia que começaram as esquisitices. Estava ainda meio a dormir quando mke pareceu ver um ventilador a passar no corredor. Ventilador!? Só podia estar a dormir, de maneira que acabei mesmo por me levantar e tomar um banho. Foi quando comecei a viver a esperiência mais surreal da minha vida (ultrapassando mesmo aquela vez que apanhei o zacarias com uma ovelha). Entrei na casa-de-banho e verifiquei logo que não existia banheira nem chuveiro, mas sim um jacuzzi! Maravilha pensei eu. Mas não. Assim que despi a parte de cima do pijama entrou o Yamazaki com um papel na mão. Era uma enorme tabela que, segundo o que percebi, servia para calcular o rendimento da bomba. Segundo ele, só tinha que ler as temperaturas, velocidades e pressões da água à entrada e saída da bomba e, com uma reguazinha de cálculo dos seus tempos de estudante, calcular o rendimento da bomba. E só podia tomar banho no ponto de rendimento máximo! Incrível! Por fim lá consegui fazer as contas e tomar banho. Só depois percebi que o secador tinha ficado em casa (raios partam e Maria e os seus caracóis) pelo que tive de utilizar o da casa. à primeira vista parecia um secador normal, daquele dos hóteis que se encastram na parede. Cuidadosamente verifiquei se não havia termómetros ou outros mostradores semelhantes aos do jacuzzi por ali. Nada. Aparentemente era um secador normal. Verifiquei se haveria alguma tabela para eu preencher por perto. Também não Ainda meio inseguro deitei a mão ao secador e estaquei com medo que ele voltasse a entrar com mais uma tabela. Decidi ir em bicos de pés até à porta e espreitei para o corredor: vazio. Confiante peguei no secador e carregeui no botão de turbo (estava já atrasado). Má ideia! Como vim a saber depois, o Yamazaki tinha obrigado um tal de soldado do Exército de Yamazaki a fazer um tunning ao secador com um ventilador de 3 cavalos. Pelo menos já não precisei de por gel. Depois de tudo isto o pequeno-almoço pareceu-me estranhamento normal, e logo a seguir parti para o encontro. Era já 1:00 (hora local) quando cheguei a casa. Segundo eu lhe tinha dito, deveria estar de volta às 22:00, pelo que não estranhei que as luzes já estivessem apagadas. Só quando passei o portão é que me voltou à memória os acontecimentos dessa manhã e uma questão saltou no meio de bombas, ventiladores e rendimentos: como entrar? |
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