| Mirante do Vale
Huberto Rohden escreveu sua autobiografia no livro �Por um Ideal�, publicado em 1962 � e n�o atualizado durante os 19 anos seguintes at� sua morte em 1981. Neste per�odo alguns depoimentos de alunos, algumas cartas de leitores e alguns epis�dios interessantes contados pelo escritor foram publicados no livro: �Luzes e Sombras da Alvorada�. Vale lembrar aqui algo de minhas viv�ncias na constru��o de um setor da Alvorada - centro de auto-realiza��o. Trata-se de minha participa��o numa das realiza��es citadas por Huberto Rohden em seu documento-declara��o: a edifica��o da Casa Editora. Com a retirada das aulas de economia dom�stica das escolas p�blicas, onde eu lecionava, brilhou uma nova luz no meu caminho quando me decidi dedicar metade do meu dia a uma tarefa que promovesse meu pr�prio aperfei�oamento e auto-realiza��o. Nada melhor que escolher a Alvorada de Rohden. Grande oportunidade! A casa Editora Alvorada j� tinha sido fundada por iniciativa do Sr. Martin Claret com orienta��o do mestre e estava se estabelecendo com apoio de colegas e campanhas para levantar fundos. Quando entrei neste trabalho ela se chamava �Funda��o Alvorada para o Livro Educacional� e j� tinha uma sede fixa: o atual Edif�cio Mirante do Vale, maior pr�dio do Brasil com seus 51 andares. Pude ali colaborar durante seis anos. Enfim Huberto Rohden concretizava um sonho! A essa altura da vida parece ter Rohden atingido o topo de seu Everest como escritor: ter um meio espec�fico de divulga��o de sua palavra escrita dentro da linha filos�fica que advogava, sem nenhuma restri��o. Era mesmo um grande presente divino para este livre pensador. Uma energia f�rrea contagiava o editor e a todos e agia como numa constru��o: alicerces profundos... ferro e concreto, tijolo e tijolo... e muito trabalho. Passava eu ali trabalhando, no 20o andar, sala 2001 e 2003, pouco abaixo do meio do pr�dio, uma bela vista para o Vale do Anhangaba� - e podia ter mais contato com o Sr. Claret, os livros, os leitores e o pr�prio escritor que nos contemplava com uma visita semanal. Ele aproveitava a vinda ao correio onde retirava correspond�ncia na caixa postal 1025. Da� Rohden subia at� n�s, imaginem, trazendo endere�os de seus leitores, muitas vezes com pedidos de livros. Sempre tinha um ensinamento a nos dar! Nos �ltimos anos confiou-me a chave de sua caixa postal. Eu podia abrir sua correspond�ncia, responder �quelas de minha compet�ncia. Minha parcela de contribui��o coincidiu com uma acelera��o na divulga��o da mensagem de Rohden. Foi nesta fase que Huberto Rohden p�de ser visto pelos telespectadores da TV Bandeirantes todas as tardes de ter�as feiras no programa X�nia e Voc�. Alguns momentos de entrevista - e a sabedoria de Rohden chegava at� as donas de casa e a todos que n�o podiam sair para assistir �s palestras. Sei de crian�as, hoje adultas que o ouviam atentas para surpresa de suas av�s e n�o se esquecem desses imperd�veis encontros. Pena que o v�deo-cassete ainda n�o era comum para termos alguns destes registros! A Funda��o tamb�m cresceu. Foram seis anos � de 1974 a 1980, o per�odo que ali estive. As salas ficaram pequenas para acomodar tantos livros ali editados. Foi preciso mudar. Com a mudan�a da editora para uma sede pr�pria, mudou tamb�m seus rumos... E Rohden tamb�m terminou sua jornada na terra menos de dois anos depois. A vida tem suas fases. Tudo passa! Como um rio que corre - n�o se pode banhar nas mesmas �guas - tamb�m nos movemos com novas experi�ncias rumo ao grande Mar. N�o podemos nos esquecer das �guas passadas, pois elas ajudam a manter viva nossa mem�ria. S�o ricas experi�ncias que precisam ser lembradas, pois hist�rias e hist�rias se repetem e sempre podemos tomar li��es com elas. O Mirante do Vale continua l�, em meio a outros pr�dios da Paulic�ia. Agora, mais moderno, com uma bela vista para o Anhangaba�! �rvores verdes alegram o vale. Isolada da pra�a h� outro sorriso de vida! Um ip� roxo floresce deslumbrantemente no momento em que escrevo, indiferente � polui��o. � um col�rio para os olhos dos pedestres que atravessam a nova passarela da movimentada Avenida Prestes Maia. A �rvore fica do lado oposto da rua, pouco acima da entrada principal do pr�dio. (05/06/06) �ris Helena Gomes |
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