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Aulas Transcritas Fitas de Aúdio Dabate!
                   (Foto tirada no dia do trabalho, por volta de 1967, no Ashram, em Jundiaí)           
Construção do refeitório
HUBERTO ROHDEN      E        O
TRABALHO VOLUNTÁRIO
         Muitos espíritos iluminados passaram pela terra realizando o verdadeiro sentido sua existência.
         O trabalho para eles era uma conseqüência feliz da sua própria união com a Alma do Universo.
 Descobriram que poderiam ter ou não ter dinheiro, contanto que não se escravizassem por ele, ou pela vontade de possui-lo.
  Trabalha intensamente, e renuncia a cada momento aos frutos do seu trabalho, diz a Bhagavad Gita.
      "Nesta vida nós somos transeuntes." dizia Rohden, somos como  peregrinos nômades do deserto, que armam  suas tendas, vivem ali uns tempos, e depois desarmam suas tendas, e partem para outras regiões. Ninguém tem residência permanente nesta vida.
 Que insensatez, viver em função de uma matéria morta!
Trabalhar é necessário, sim. A vida ociosa, sedentária, não tem sentido.
Hoje em dia, crescem cada vez mais iniciativas de trabalho voluntário, não só nas igrejas; também, junto aos hospitais, às escolas, às dedicadas  ONGs  que protegem a natureza e preservam a vida.
         Conheço pessoas que buscam fora do lar, passatempos sadios para melhorar a si mesmas e ao próximo, saindo do marasmo de um sofá, diante da televisão, servidas por uma serviçal.
Uma boa  opção é o Projeto  Leia Comigo  que vai a hospitais, bibliotecas a fim de incentivar a boa leitura.
Em suas próprias casas, muitas pessoas conscientes manifestam seu apoio  a campanhas ecológicas, separando lixos para reciclagens.
De grão em grão a formiga colabora com seu formigueiro.  Cada uma faz a sua parte. Na comunidade humana há muitas opções.
Há pessoas que, como as cigarras preenchem suas horas cantando... participam de movimentos corais que incentivam a boa música, tão estragada atualmente. Expressam alegria e ajudam a melhorar a audição tão poluída pela guerra comercial, que faz questão de alienar...  vender...vender...vender...
            O serviço voluntário é recomendado por psicólogos e profissionais da saúde como terapia ocupacional, como um meio de se sentir útil na vida.
O grande Huberto Rohden, já chamava  atenção, em suas palestras, para o  perigo do conforto exagerado da vida moderna. Isto  gera uma doença que ele chama  confortite aguda.  
Desnecessário explicar o que é isto. Basta refletir sobre as armadilhas que a tecnologia moderna nos prendeu.
A tecnologia não curou as nossas frustrações, fomos apanhados num ciclo de prazer e de dor, de expectativa e decepção; e se deixarmos que ela nos escravize, que tragédia!!!
Como então libertar destas cadeias? 
Rohden não só colocou o trabalho voluntário como marca de sua própria realização, como incentivou seus alunos a praticá-lo.
Além da meditação, indispensável para a harmonia interior; é necessário colocar de alguma forma a energia adquirida a serviço da vida...
Tanto falava e escrevia sobre isto que tinha que provar, praticando suas convicções.
E como? Empunhando sua pena de escritor, articulando suas palavras de orador e no silêncio das meditações individuais ou coletivas.
Em plena natureza, vestia seu uniforme de apicultor, manipulava seus instrumentos de pedreiro, de semeador, de jardineiro, de marceneiro... edificava a construção de um ideal.
Todo trabalho com amor eleva o ser humano, fazia acreditar.
Quanta coisa pode-se fazer além de meditar... e cumprir o verdadeiro sentido da vida!!!
O movimento Alvorada foi edificado, tendo um grande líder e muitos cooperadores...
Destes cooperadores por um ideal... alguns ainda vivem neste mundo, muitos já partiram, e donde estiverem todos trazem consigo os bons momentos, de uma convivência edificante.
Quantos tiveram oportunidade de organizar uma palestra para Rohden, um jantar beneficente, um bingo, contribuir com o dízimo, gravar uma palestra, datilografar um texto, dar uma carona, ajudar no Ashram, e até ser mensageiro de uma boa notícia! Como era bem-vinda esta oportunidade de doar!
    Registro aqui uma foto minha, no vigor da idade, sem nenhum merecimento por isto, no Ashram, em Jundiaí. Não imagine o quanto foi agradável esta oportunidade que a vida me deu!
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