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| Durante mais de 40 anos, Huberto Rohden mantinha em seu s�tio, no munic�pio de Jundia�, um api�rio, com abelhas africanas, praticamente domesticadas. Segundo ele as abelhas africanas eram muito agressivas, pois, sendo nativas na �frica onde eram muito exploradas pelo homem, tiveram que criar defesas ferazes e hostis. Trazidas para o Brasil, elas foram se adaptando a este povo que j� n�o era t�o selvagem e tamb�m foram se mesti�ando com as nossas abelhas e se tornando mais d�ceis. Seu livro �Isis� retrata o grande carinho que Rohden tem por estes fant�sticos insetos, que al�m de oferecerem ao homem o delicioso e nutritivo mel, a cera e a gel�ia real, favorecem a agricultura. Eles s�o os maiores respons�veis pela poliniza��o das flores que originam os bons frutos e as boas sementes. No s�tio, Rohden cultivava as �rvores e arbustos que mais produziam flores mel�feras al�m de certas esp�cies ricas em p�len. Por isso, a abelha n�o precisava ir longe a fim de colher a preciosa mat�ria prima para a colm�ia. Havia benef�cios para o cultivo dos extensos vinhedos dos s�tios vizinhos. As flores eram lindas, coloridas e perfumadas. Emanavam o vi�o de plantas amadas e bem cuidadas pelo jardineiro. Como ele sabia adivinhar a vontade das plantas! Aquele recanto era ambiente prop�cio para o visitante e alunos que ansiavam por harmonia e paz. In�meros admiradores do fil�sofo, em v�rias oportunidades, puderam ouvir de seus l�bios os relatos de sua experi�ncia como apicultor. Eram relatos que transmitiam o prazer de um viver repleto de amor pela natureza. Vale a pena ler o livro Isis e saborear a do�ura da est�ria extra�da do mundo das abelhas, viajar pelas asas de uma abelha oper�ria, enfrentar os perigos, vencer as dificuldades e cumprir o papel que a vida lhe confere. Todo cidad�o do mundo deveria conhecer um pouco do legado que o fil�sofo Huberto Rohden ofereceu e aprender com o exemplo da colm�ia, como � poss�vel uma sociedade harmoniosa e perfeita. |
| Huberto Rohden-apicultor |