Por ocasião da disputa BRASIL x EUA pela Copa Davis de Tênis de 1997
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 AMERICANOS CHEGAM TEMENDO ARTIFÍCIOS
USADOS PELO BRASIL
Luciano do Xale
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         A equipe americana de tênis está temerosa quanto às surpresas que os aguardam para o confronto com os brasileiros. Os tenistas  do Tio Sam se baseiam nos acontecimentos envolvendo Brasil x Áustria, no confronto pelo Grupo de Acesso. Na ocasião, os jornais americanos descreveram o confronto como "absurdo".
         Só pra relembrar, aconteceu o seguinte: na chegada, a equipe austríaca foi ludibriada no aeroporto, pois agentes contratados pela CBT indicavam os caminhos errados, e os austríacos foram parar a 500 km do hotel onde haviam feito as reservas. Depois, a equipe austríaca não conseguia treinar devido à impossibilidade de fazer o táxi ir ao local certo. O taxista, também contratado, se fazia de desentendido todos os dias e os levava à locais totalmente isolados e quando voltavam, já havia terminado o tempo destinado ao treino deles.
         Houve também os episódios dos roubos de todas as raquetes dos austríacos, sem falar na ameaça de bomba no hotel deles e no sequestro de Thomas Muster, que ficou 2 horas em cativeiro sendo torturado com cócegas e ameaçado de morte caso ganhasse um dos jogos.
        O técnico austríaco desapareceu um dia antes do confronto e se descobriu depois que foi raptado e colocado num vôo para Tóquio, sedado, e só acordou na aterrissagem.
        Durante os jogos, disputados em quadras de areia de praia, com bolas tão murchas que quase não pingavam nem em cimento e com um sol de 60 graus (à sombra), a coisa já estava difícil para os austríacos. Para completar, todos os 11 juízes eram brasileiros e, na dúvida, o ponto era nosso (quase toda jogada era duvidosa). A torcida não parava de arremessar pedras, bolas de boliche, bigornas e pra finalizar, durante os intervalos, os austríacos eram obrigados a ficar em pé, já que a cadeira deles foi colocada num corredor à 10 metros da quadra, totalmente cercada pela torcida e não havia nem um alambrado para impedir a aproximação dos torcedores brasileiros, armados com foices, facões, giletes e todo tipo de material assassino.
PAULO CLETO USOU PSICOLOGIA PARA
TREINAR EQUIPE DO BRASIL
Líliam Bife Kibe - Enviada especial a Ribeirão.
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        O técnico brasileiro, Paulo Cleto, contratou Sigmund Freud Jr para auxiliar a seleção brasileira na preparação para a disputa da Davis.
        Várias técnicas inovadoras foram usadas. Primeiro, foi estipulado uma multa de R$ 1000,00 (mil Reais) para cada jogador que chegar atrasado nos treinos. O dinheiro fica todo com o Paulo Cleto, que ficou centenas de milhares de Reais mais rico neste mês.
        Outra tática foi enganar os jogadores, dizendo que a equipe americana viria com Jimmy Connors e John McEonroe. Isso os motivou a treinar mais, pois acharam que perdeiram menos feio. Ontem, quando souveram que os jogos seriam contra, possivelmente, Ágassi, Courier e Washington, a equipe reagiu bem: Meligeni teve um ataque de riso histérico, teve que ser preso em camisa-de-força para não se suicidar e está em cárcere privado, mas os médicos acham que se recupera a tempo. Jaime Oncins tentou fugir da concentração, foi caçado com pastores alemães e localizado numa vila à 3 horas de Ribeirão Preto, trabalhando numa praça como engraxate. Foi levado de volta a força e tiveram que ameaçar rebocá-lo amarrado ao pára-choque de um carro, a 180 km/h, para convencê-lo a realizar o hogo, mas mesmo assim está sob vigilância 24h por dia para não fugir. Gustavo Kuerten mantém 2 funcionários do hotel como reféns e diz que só vai soltá-los quando acabar o confronto, mas a SWAT brasileira está tentando convencê-lo com garantias do tipo "Você vai voltar na janelinha do avião...", "Quer um doce? Então solta eles. Essa última frase, especialmentem, fez com que Kuerten pensasse mais no caso de jogar. Já Fernando Roese sumiu e não se tem mais notícias dele, apesar que um repórter australiano afirma que um dos pescadores da praia de Melbourne é ele disfarçado. Jábali entrou em coma induzida e está sem condições de jogar tênis por pelo menos 1 mês, segundo os cálculos otimistas.
        Além dessa tática, Cleto faz os jogadores acordarem as 3:00 h da manhã. As 4:00 começam os treinos, drews e bate-bolas que só terminam as 23:00 da noite, sem parada pra descanso ou almoço. Depois de uma jantinha rápida (15 minutos), os jogadores têm que assistir vídeos de 3 partidas de 5 sets de cada integrante da equipe americana. Se sobrar tempo, eles dormem um pouco antes do treino da manhã começar de novo.
LOCAL DOS JOGOS ESTÁ PRONTO
Kid Moreira
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        O complexo montado pela CBT para o confronto Brasil x EUA está pronto para os jogos: a quadra, de saibro misturado  com farinha de trigo está fôfa o suficiente para a bola não pingar mais que 10 cm. Na arquibancada, do lado de cada assento está um kit para o torcedor incentivar os brasileiros, composto por 1 apito, 1 bandeira do Brasil, 1 cornetinha, 1 pedra, 1 granada, 1 lança-mésseis terra-ar, 2 ogivas tômicas e 1 dicionário inglês-potuguês para melhor xingarem os americanos.
        A água que será consumida pelos americanos durante os jogos contém 18 litros de laxante misturado e vários pregos foram colocados em suas cadeiras, para que eles não possam sentar, fora as minas enterradas ao redor.
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“CAIÇARÃO”
É muito mais jornal.

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