ALBERTO
ANTONIO SORIA nasceu em Córdoba, província
da Argentina, no dia doze de junho de mil novecentos e quarenta e dois,
sendo criado pelos avós maternos, que faleceram quando estava no
inicio da adolescência. Daí até os primeiros anos da
juventude viveu em Mendoza, sentindo dificuldades não apenas de
adaptação à sua família como à escola.
Durante este período fez incursões pelo boxe, saindo da Argentina
para participar em lutas no Chile e Equador. Nas décadas de sessenta
e setenta viajou intensamente por vários países do mundo,
vivendo a experiência hippie com jovens da época que participaram
da Revolução Cultural que trouxe uma nova ordem para o século
vinte em um mundo que se lhes apresentava injusto, arbitrário e
violento, expresso pelas ditaduras de direita e de esquerda e pela injustificável
Guerra do Vietnã. Aos 28 anos veio pela primeira vez ao Brasil
onde, em Recife, residiu por cerca de 1 ano. Retornou em 1982, desta vez
chegando ao Pará, onde trabalhou, por 6 meses, em uma fazenda no
município de Benevides. Ali flui a sua vocação para
a música e literatura. Estudou piano e começou a escrever
“Uma Carta para Deus”. Pensou um personagem: Pancho Pilar Salvaterra. Pensou
as falas do seu personagem e construiu um livro de pensamentos: A Grande
Orquestra, publicado em 1983. Naquele ano, já em Belém, casou,
vieram os filhos Justo e Alegria e mais uma obra: Sentir, poema publicado
em 1986. Em 1987 teve poesias publicadas na coletânea Momentos
Literários, publicada pela Ed. Shogun Arte, do Rio de Janeiro. Somente
em 2002, com a saúde abalada em conseqüência do diabetes
concluiu Una Carta para Dios, poema autobiográfico. Em 2003, na
coletânea A Árvore da Vida, duas poesias retiradas de Una
Carta para Dios foram publicadas pela Editora Antonio Giraldo, de São
Paulo, que promove um concurso anual de literatura. Faleceu em 5 de março
de 2003, em Belém. As indagações existenciais do autor,
relacionadas aos dilemas de vida e morte, amor e ódio, bem e mal,
justiça e injustiça, estão presentes em todo o desenrolar
do seu pensamento literário.
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