Ambos estavam com as respectivas namoradas, tomavam um sorvete despreocupadamente. Snape torceu para que eles não o reconhecessem, a última coisa que precisava era ser humilhado na frente de sua namorada. Infelizmente, Thiago o reconheceu.
-Olá safado mal acabado!
-Potter... - Snape rosnou.
-Parece que finalmente achou alguém para te aguentar, Seboso. Posso saber quem é a Santa? – Ísis escondeu o rosto nas vestes de Severo e cada vez o afundava mais.
-Desde quando isso lhe diz respeito, Black?
-Qual o problema, Snape? Do que você tem medo? Acha que vamos roubá-la se você nos apresentá-la? Eu acho que ela está com você por pena, e você não quer admitir isso pra si mesmo. Ou será então.... – Nesse momento Ísis perdeu a paciência e explodiu; não podia continuar calada enquanto seu namorado era humilhado.
-Sirius Black, você me enoja. Por que você não cuida da sua vida ao invés de futricar na dos outros? Você acha o que? Que é superior só porque dorme com uma idiota diferente a cada noite? – No momento que Ísis se virou, a face de Sirius se tornou pálida e ele recuou como se visse um fantasma.
-O que você está fazendo aqui?
-Eu não te devo satisfações de nada.
-Eu vou te levar para casa agora mesmo!!
-Ah, Sirius, não me faça rir. Sabe que não voltei a aquela casa desde que me formei. Já faz três anos que não vejo nosso amado pai...E não pretendo mudar isso. Em algum momento você achou que me traria de volta? Seja sensato, futuro senhor Black. Nós dois sabemos que eu só volto para aquela casa estuporada.
-ÍSIS WYLER BLACK!!!!! Você vem comigo quer queira ou não!
-Se ela não quer, ela não vai! – disse Snape, saindo do transe no qual se encontrava até aquele momento.
-Quieto, Seboso. Ela é irmã de Sirius ele sabe o que é melhor para ela. – Thiago disse, enquanto se colocava entre Severo e Ísis. Severo perdeu o controle de sua mente, e tomado pela raiva falou sem pensar:
-Você devia cuidar melhor da sua família antes de se meter com a dos outros, Potter. Se bem que na realidade você não tem mais família, não é Potter? – Thiago acabou também perdendo a calma e partiu furioso para cima de Snape, Lilian contudo conseguiu contê-lo. Depois da troca de mais alguns desaforos os ânimos pareciam se acalmar. Entretanto, Sirius continuava decido a levar Ísis para casa.
-Vá para o inferno, Sirius! Eu não vou voltar para aquela masmorra fria que vocês chamam de casa!
-Posso saber o motivo de toda essa confusão? – Perguntou Belatriz que deslizava pelo bairro trouxa com o resto do esquadrão.
-Eles querem levar Ísis a força de volta para casa, Rick. – Rick olhou para Severo e não conteve a gargalhada fria.
-Ela é minha irmã, Lestrange, esse assunto é entre nós.
-Para ser irmãos é preciso amor, Sirius! Você é dez vezes mais irmão dessa sangue ruim do que meu. – Isís apontou para Lilian, como se ela fosse um simples inseto.
-Eu acho que ela não vai... - disse Lúcio com um sorriso malicioso – Ou vocês seriam burros o bastante para duelar com os seguidores do bruxo mais poderoso do mundo?
-Eles não têm coragem para isso...- disse Richard sarcasticamente – afinal de contas poderia machucar algum trouxa, e existem tão poucos... – Thiago colocou a mão na sua varinha e se preparou.
-Não faça isso, Thiago. Minha irmã não vale o esforço. Infelizmente não vale.
-Vamos embora, Thiago.- disse Lilian, o puxando para longe.Quando ambos se afastaram, Ísis e Severo gritaram coisas distintas:
-Quando o Senhor Black morrer, mande a minha parte de direito para o meu cofre em Gringotes, não se dê ao trabalho de me procurar.
-Lembranças a sua família, Potter!
Sirius e Thiago gritaram outros desaforos mas já estava muito longe e tudo se tornou inaudível. Em poucos minutos eles já não passavm de pequenos pontos escuros no fim da rua. Snape agredeceu a todos e os dispensou, explicando que queria falar a sós com Ísis. Os dois rumaram em silêncio para casa. Severo parecia ainda estar em choque. Ao entrar em casa, Ísis agiu naturalmente, se trocou se preparando para dormir. Severo sentou-se numa poltrona e limitou-se em obsevá-la. Ela se sentiu extremamente incomodada com olhos persistentes dele. Ela aguentou o máximo que pôde aquela situação, prefiria que ele gritasse, chorasse, fizesse qualquer coisa, contanto que fizesse. Ela olhou para ele a bombonier de vidro ao seu lado explodiu em pedaços.
-CHEGAAAAAAA!!
-Você vai falar comigo ou vai continuar aí parado e mudo? - ele limitou-se em perguntar:
-Por que você não me disse?
-Para evitar essa situação! O que você queria que eu fizesse? Dissesse “olá, sabia que eu spu irmã do idiota que quase matou você durante o sexto ano?”
-Você achou que eu ia te deixar porque você era uma Black?
-Se você soubesse quem eu era nem me dirigiria a palavra.
-Isso não justifica você não ter me contado!
-Você acha que eu gosto da minha família? Você não tem idéia do que eu já passei! – a voz de Ísis tremia de raiva e rancor.
-Você fugiu?
-Não, eu disse que não ia voltar e meu pai não deu a mínima importância. Apenas disse que se eu precisasse de dinheiro mandasse uma coruja.
-E você pediu?
-Claro que não! Por algum acaso você pediria?
–Não, é claro que não.
-Eu não quero brigar, eles não significam nada para mim. Eu odeio todos eles.
-Como eu pude não notar?! Vocês são tão parecidos! Você tem os olhos dele.
-Temos os olhos iguais aos de minha mãe.
-Você tem o mesmo sangue que um dos meus maiores inimigos.
-Você ouviu uma palavra do que eu disse?
-Você...
-Eu estou saindo! Não vou aturar voxê me olhando como se eu tivesse alguma doença contagiosa – ela transfigurou a camisola em um vestido e saiu porta a fora. Severo continuou murmurando coisas sem sentido até ao amanhacer, quando finalmente dormiu.