OS PROV�RBIOS POPULARES E A B�BLIA  - I
Por: jaime nunes mendes

� interessante perceber que alguns dos mais conhecidos prov�rbios (ditados ou express�es  populares, chav�es, clich�s, ditos populares, frases feitas, ) usados corriqueiramente pelo povo, est�o fundamentados na pr�pria B�blia. Veja:
POVO: �Imita a formiga, viver�s sem fadiga.�  B�BLIA: �Vai ter com a formiga, � pregui�oso: olha para os seus caminhos, e s� s�bio� (Pv. 6:6). Tanto na linguagem popular quanto na B�blia, especificamente no livro de Prov�rbios, o assunto pregui�a aparece de maneira freq�ente. Por exemplo: POVO: �O pregui�oso anda duas vezes o mesmo caminho�, �o pregui�oso � irm�o do mendigo�, �o pregui�oso para n�o dar um passo d� oito�. B�BLIA: �Como vinagre para os dentes, como fuma�a para os olhos, assim � o pregui�oso para aqueles que o mandam�. / �A alma do pregui�oso deseja, e coisa nenhuma alcan�a. / �A pregui�a faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecer� fome�. / �O pregui�oso n�o lavrar� por causa do inverno, pelo que mendigar� na sega, mas nada receber�. / �Como a porta gira nos seus gonzos, assim o pregui�oso na sua cama�. / �Mais s�bio � o pregui�oso a seus pr�prios olhos do que sete homens que respondem bem� (Pv. 10:26; 13:4; 19:15; 20:4; 26: 14, 16). / �Por muita pregui�a se enfraquece o teto, e pela frouxid�o das m�os a casa goteja� (Ec. 10:18);
POVO: �Quem com ferro fere, com ferro ser� ferido�, ou: �Olho por olho, dente por dente�, ou: �Quem com ferro mata, com ferro morre�. B�BLIA:  �Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente: como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe far� (Lv. 24:20);
POVO: �Os �ltimos ser�o os primeiros�. B�BLIA: �Por�m, muitos primeiros ser�o os derradeiros, e muitos derradeiros ser�o os primeiros� (Mt. 19:30);
POVO: �Pagar o justo pelo pecador� (recair o castigo sobre aquele que n�o � o culpado, ficando este impune). B�BLIA: �Verdadeiramente ele (Jesus) tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e n�s o reput�vamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgress�es, e mo�do por causa das nossas iniq�idades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos n�s and�vamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniq�idade de n�s todos (Is. 53:4-6);
POVO: �A esmola � um mist�rio, quando a derdes fechai a porta�. B�BLIA: �Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; ali�s, n�o tereis galard�o junto de vosso Pai, que est� nos c�us. Quando, pois, deres esmola, n�o fa�as tocar trombeta diante de ti, como fazem os hip�critas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que j� receberam o seu galard�o. Mas, quando tu deres esmola, n�o saiba a tua m�o esquerda o que faz a tua direita� (Mt. 6:1-3);
POVO: �A f� nas obras se v�, ou: �O amor e a f�, nas obras se v�. B�BLIA: �Mas, � homem v�o, queres tu saber que a f� sem as obras � morta? Porque, assim como o corpo sem o esp�rito est� morto, assim tamb�m a f� sem obras � morta� (Tg. 2: 20, 26);
POVO: �A l�ngua tem poder de vida e de morte�. B�BLIA: �A morte e a vida est�o no poder da l�ngua; e aquele que a ama comer� do seu fruto�. / Assim tamb�m a l�ngua � um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede qu�o grande bosque um pequeno fogo incendeia. A l�ngua tamb�m � um fogo; como mundo de iniq�idade, a l�ngua est� posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e � inflamada pelo inferno� (Pv. 18:21; Tg. 3:5, 6);
POVO: �Ad�o precisa ter uma Eva, a quem acuse de seus pr�prios erros�. B�BLIA: �Ent�o disse Ad�o: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da �rvore, e comi� (Gn. 3:12);
POVO: �As palavras m�s corrompem os costumes bons�. B�BLIA: �N�o vos enganeis: as m�s conversa��es corrompem os bons costumes� (I Co. 15:33);
POVO: �Cada Abel tem seu Caim�, ou: �No mundo sempre houve um Abel para sofrer e um Caim para atormentar�, ou: �A inveja matou Caim�. B�BLIA:  �E falou Caim com o seu irm�o Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irm�o Abel, e o matou� (Gn. 4:8);
POVO: �Cada um v� o argueiro no olho do seu vizinho e n�o v� a tranca no seu�, ou: �V� o argueiro no olho do vizinho e n�o v� a trave no seu�, ou ainda: �Tirar as vendas dos olhos�. B�BLIA: �E por que reparas tu no argueiro que est� no olho do teu irm�o, e n�o v�s a trave que est� no teu olho? Ou como dir�s a teu irm�o: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hip�crita, tira primeiro a trave do teu olho, e ent�o cuidar�s em tirar o argueiro do olho do teu irm�o� (Mt. 7:3-5);
POVO: �Debaixo do sol nada h� de novo�. B�BLIA: �O que foi, isso � o que h� de ser; e o que se fez, isso se far�; de modo que nada h� de novo debaixo do sol� (Ec. 1:9);
POVO: �Mal por mal, n�o se deve dar�. B�BLIA: �N�o te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem� (Rm. 12:21);
POVO: �Um abismo chama outro�. B�BLIA: �Um abismo chama outro abismo, ao ru�do das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas t�m passado sobre mim� (Sl. 42:7);
POVO: �O amor n�o tem lei�. B�BLIA: �A ningu�m devais coisa alguma, a n�o ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei� (Rm. 13:8);
POVO: �O bom filho � casa torna�. B�BLIA (par�bola do filho pr�digo): �E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de �ntima compaix�o e, correndo, lan�ou-se-lhe ao pesco�o e o beijou� (Lc. 15:20);
POVO: �Deus n�o fez o mundo apenas num dia�. B�BLIA: �E havendo Deus acabado no dia s�timo a obra que fizera, descansou no s�timo dia de toda a sua obra, que tinha feito� (Gn. 2:2);
POVO: �Cada um colhe aquilo que semeia�, ou: �Quem planta, colhe�. B�BLIA: �N�o erreis: Deus n�o se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso tamb�m ceifar� (Gl. 6:7);
POVO: �De uma �rvore ruim, nunca sai bom fruto�. B�BLIA: �Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a �rvore boa produz bons frutos, e toda a �rvore m� produz frutos maus. N�o pode a �rvore boa dar maus frutos; nem a �rvore m� dar frutos bons� (Mt. 7:16-18);
POVO: �O fruto proibido � o mais apetecido�. B�BLIA: �E viu a mulher que aquela �rvore era boa para se comer, e agrad�vel aos olhos, e �rvore desej�vel para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu tamb�m a seu marido, e ele comeu com ela� (Gn. 3:6);
POVO: �A f� remove montanhas�. B�BLIA: �E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca f�; porque em verdade vos digo que, se tiverdes f� como um gr�o de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acol�, e h� de passar; e nada vos ser� imposs�vel�. / �E disse o Senhor: Se tiv�sseis f� como um gr�o de mostarda, dir�eis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria� (Mt. 17:20; Lc. 17:6);
POVO: �Ningu�m � profeta na sua terra�. B�BLIA: �Porque Jesus mesmo testificou que um profeta n�o tem honra na sua pr�pria p�tria� (Jo. 4:4);
POVO: �N�o se pode agradar a Deus e ao diabo ao mesmo tempo�, ou: �Quem a dois senhores h� de servir, a algum h� de mentir�, ou: �N�o se pode agradar a dois senhores�. B�BLIA: �Ningu�m pode servir a dois senhores; porque ou h� de odiar um e amar o outro, ou se dedicar� a um e desprezar� o outro. N�o podeis servir a Deus e a Mamom� (Mt. 6:24).
POVO: �Esp�rito de porco�. B�BLIA: �Nem o porco, porque tem unha fendida, mas n�o rumina; imundo vos ser�; n�o comereis da carne destes, e n�o tocareis nos seus cad�veres� (Dt. 14:8). / �E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com esp�rito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia algu�m prender; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilh�es e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em peda�os, e os grilh�es em migalhas, e ningu�m o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Alt�ssimo? conjuro-te por Deus que n�o me atormentes (porque lhe dizia: Sai deste homem, esp�rito imundo.) E perguntou-lhe: Qual � o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legi�o � o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os n�o enviasse para fora daquela prov�ncia. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles dem�nios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles esp�ritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar� (Mc. 5:2-13);
POVO: �Os olhos s�o as janelas da alma�. B�BLIA: �A candeia do corpo s�o os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo ter� luz. Se, por�m, os teus olhos forem maus, o teu corpo ser� tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti h� s�o trevas, qu�o grandes ser�o tais trevas!� (Mt. 6:22, 23);
POVO: �Todos t�m a sua cruz�. B�BLIA: �E quem n�o toma a sua cruz, e n�o segue ap�s mim, n�o � digno de mim. Ent�o disse Jesus aos seus disc�pulos: Se algu�m quiser vir ap�s mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me� (Mt. 10:38; 16:24);
POVO: �Quem d� aos pobres empresta a Deus�. B�BLIA: �Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagar� o seu benef�cio� (Pv. 19:17);
POVO: �Deus faz nascer o sol sobre os bons e os maus�. B�BLIA: �Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva des�a sobre justos e injustos� (Mt. 5:45);
POVO: �A C�sar, o que � de C�sar�. B�BLIA: �E ele diz-lhes: De quem � esta ef�gie e esta inscri��o? Dizem-lhe eles: De C�sar. Ent�o ele lhes disse: Dai pois a C�sar o que � de C�sar, e a Deus o que � de Deus� (Mt. 22:20, 21);
POVO: �N�o deixes para amanh� o que podes fazer hoje�. B�BLIA: �Porque diz: Ouvi-te em tempo aceit�vel E socorri-te no dia da salva��o; Eis aqui agora o tempo aceit�vel, eis aqui agora o dia da salva��o� (II Co. 6:20);
POVO: �Do que est� cheio o cora��o, disso fala a boca�, ou: �O que a boca fala o cora��o est� cheio�. B�BLIA: �Ra�a de v�boras, como podeis v�s dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que h� em abund�ncia no cora��o, disso fala a boca� (Mt. 12:34);
POVO: �Evitai a apar�ncia do mal�. B�BLIA: �Abstende-vos de toda a apar�ncia do mal� (I Ts. 5:22);
POVO: �Quem se exalta ser� humilhado�. B�BLIA: �E o que a si mesmo se exaltar ser� humilhado; e o que a si mesmo se humilhar ser� exaltado� (Mt. 23:12);
POVO: �Cada cousa a seu tempo�. B�BLIA: �Tudo tem o seu tempo determinado, e h� tempo para todo o prop�sito debaixo do c�u� (Ec. 3:1);
POVO: �Todo reino em si dividido, ser� destru�do�. B�BLIA: �Jesus, por�m, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo � devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma n�o subsistir� (Mt. 12:25).
(CONTINUA)



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