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História da Dança
A Dança no Extremo OrienteChina: As primeiras referências encontradas sobre a dança na China remontam um período denominado “Idade de Ouro”, que vai de 2205 a 1766 a.C., onde se registram danças cerimoniais, representando diversas ocupações e sensações. Índia: A arte superior do gesto se originou na Índia, há milênios, e daí passou ao leste, em meados do século VIII. A arte indiana é de difícil entendimento para nós, ocidentais, que possuímos até um outro ritmo interno de vida e uma concepção de arte freqüentemente mais livre e mais pessoal. Mas quando nos deixamos envolver por ela, sem dúvida sentimos uma estranha serenidade e uma emoção tranqüila, da qual nossa civilização se afastou quase completamente. Sua dança mais antiga e tradicional é a dança odissi, quase escultural, cujos movimentos lentos e triangulares são delicados, relaxantes e cheios de graça. Japão: Historicamente o Japão tem suas referências no período que corresponde à Idade Média. Dois estilos caracterizam as representações teatrais japonesas: o mai, clássico e requintado, e o odori, popular, espontâneo e variado. O estilo mai origem chinesa, umas danças mais austeras, marcadas por um ritual lento e precioso. Egito: Os primeiros exemplos de danças do Egito assinalam que estas eram inicialmente confiadas a mulheres; batedores de palmas aparecem marcando o ritmo para um grupo de dançarinos que avança em fila, braços para o alto, mãos unidas pelas pontas dos dedos, palmas voltadas para cima. Noutro relevo, instrumentistas tocam harpa e uma espécie de flauta, enquanto outros parecem estalar os dedos, formando um ruído, supõe-se, semelhante ao das danças flamencas, tão familiares a nós. Os egípcios atribuíram a criação da dança a deuses associados a ritos de fertilidade, que remontam aproximadamente 5.000 a.C. Grécia: A literatura sobre dança na Grécia foi muito importante, as obras que ficaram nos mostram o destaque que ocupou na vida cívica e religiosa daquele povo. Grécia é a base a qual se desenvolveu a nossa civilização e sobre cujas sucessivas leituras e releituras constroem o nosso conceito de belo, de ética, de desempenho, da purificação através da Arte, do sofrimento, do conflito, enfim, do drama da vida com sua tragédia e sua comédia. Roma: Podemos dividir a história da dança na Roma em 3 períodos: No primeiro encontramos danças corais de homens que compõem certas corporações e procissões primaveris de sacerdotes destinadas à purificação dos campos e dança fúnebre. Já no segundo período encontramos danças realizadas no mês de maio, com o objetivo de pedir aos deuses boas colheitas. A Dança se tornou, por essa época, mais importante na vida pública e passou a ser moda nos costumes das famílias romanas. Roma não resistiu ao apelo da dança; e veio dos latinos a primeira associação da dança de círculo, com a sílaba bal, nas palavras ballista e ballistorum, que daria origem a toda a terminologia latina de “baile”. O que marcou a terceira fase foi à afirmação do domínio da dança etrusca, grega e oriental, e, sobretudo a madura pantomima grega, ou seja, uma ação dramática sem palavras. Roma construiu seu próprio teatro, já de estilo arquitetônico romano, arredondado, tinha forma de meia-lua. O surgimento do BalletCom o nome de “ballet, balleto ou balet (pequeno baile)” reviviam os antigos mistérios de crescimento e de vida das danças de máscaras, sendo dessa maneira introduzido nos salões. Executada como entretenimento de corte, a entrada da dança “morisca”, com todos os seus componentes, foi quase sinônima de ballet. Foi da Toscana, principal mentora espiritual do Renascimento, que veio para a França, Catarina de Medicis; nesse país, sob sua tutela se produziu o primeiro espetáculo a que se denominou “ballet”. Ballet, palavra de origem latina que deriva de ballator, recebeu, pouco depois, em 1585, outra definição, talvez mais clara, de Bastiano di Rossi: entende-se por ballet uma ação pantomímica com música e dança. A Europa substituiu a crença, a alma criadora e devota pela adulação servil, transformando o ballet numa arte vazia e ornamental. O Ballet no Período RômanticoNeste período também surgiram os saltos para as bailarinas, os passos de elevação, a sustentação por meio de fios invisíveis, que fazia com que as mulheres conseguissem encostar somente os dedos dos pés no solo. Daí para a sapatilha de ponta, acessório que veio realizar o ideal de imaterialidade, espiritualidade, visão diáfana e alada e que se tornaria definitivamente o símbolo da bailarina clássica, foi um pulo. Em 1841, ano em que estreou “Giselle”. Giselle é a obra mestra absoluta, que sintetiza de forma admirável todas as aspirações técnicas, dramáticas, constituindo-se no ponto principal do repertório das companhias clássicas até nossos dias. Pode-se dizer que nenhum outro ballet fascinou tantos bailarinos e platéias diferentes no mundo todo; da bailarina japonesa às bailarinas do Harlem, dos latinos aos nórdicos, todos são atraídos pela magia de “Giselle”. Modern DanceA história da dança nos Estados Unidos é bastante rica; sua variedade provém dos índios, que conseguiam, manter algumas de suas danças do negro, que colabora de forma intensa, trazendo seus dons excepcionais de ritmo e estilo, e das danças populares introduzidas pelos imigrantes, oriundas principalmente da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Terminaram por dominar de tal forma a dança moderna que quase eclipsaram as realizações dos primeiros coreógrafos e inovadores alemães fundadores do expressionismo. Ted Shawn, abriu uma escola da dança em Hollywood; no curso de suas peregrinações conheceu Ruth Saint-Denis. Juntos fundaram uma escola de onde saíram todos os nomes que construíram a chamada modern-dance: a Denishawn. Ali se ensinavam diferentes estilos e técnicas, inclusive ballet clássico, desde que descalço, assim como danças orientais e espanholas, a teoria de Delsarte e filosofia. O resultado dessa miscelânea foi aceito sem reservas pelos americanos que consideraram sua primeira demonstração de expressão nacional da dança, embora fosse de estrutura simples. Dos caminhos trilhados por Ted e Ruth, participaram, entre outros, Jack Cole, Doris Humphrey, Charles Weidman e, sobretudo, Martha Graham. Seu trabalho e suas idéias mantêm-se vivos. O Ballet no BrasilNosso ponto de partida o Rio de Janeiro, ainda no século XVI. Nossos índios, como acontece com os povos de cultura primitiva, em geral, expressavam os acontecimentos importantes da tribo e sua reverência diante dos fenômenos da natureza, através de rituais dançados, que podiam durar muitas e muitas horas. Foi uma das formas coreográficas mais difundidas, devido ao estudo de Curt Sachs, podemos perceber a importância na rotina diária das tribos e, através delas, admirar a profundidade e poesia da mitologia indígena. Com o processo de colonização, os costumes dos portugueses começaram a ser impostos, embora reminiscências de danças folclóricas atuais revelam que alguma coisa pôde ser preservada dos ritos originais. De 1946 a 1948, Nina Verchinina foi à personalidade convidada e, sem dúvida, apesar das inúmeras resistências, tornou-se a introdutora da danças moderna no Brasil. Embora incompreendida em várias ocasiões, terminou por se estabelecer entre nós e podemos afirmar que ela foi a maior artista estrangeira a escolher este país para nele desenvolver seu trabalho. Muitos mestres de dança, estrangeiros passaram pelo Brasil difundindo suas idéias, técnicas e variadas vivências, com tudo isso, fizeram com que a dança tivesse um desenvolvimento e um crescimento maior em nosso país, só temos a agradecer o que fizeram e construíram no território brasileiro. Dança Pós-ModernaNas últimas décadas, a dança cindiu, negou, infringiu, competiu, separou, para no fim fundir todas as tendências estéticas, admitir todos os recursos técnicos, códigos, concepções de mundo e de vida, o Oriente e o ocidente, o acadêmico e o moderno, a exaltação da técnica e sua completa negação, num retorno, muitas vezes, à dança entretenimento, sem, contudo, se distanciar da preocupação de integrar o mundo que a cerca. São muitos países que criarão companhias que trabalham com a dança pós-moderna, inclusive em nosso país. No Brasil podemos citar a companhia dirigida por Carlota Portela. Sobrevive a quase duas décadas, contando com um público certo que prestigia suas montagens. Enveredou com sucesso pela dança pós-moderna, abandonando o gênero que consagrou o grupo, o jazz. O preparo sério e criterioso, que sempre foi marca de seus bailarinos e de sua companhia, tem lhe proporcionado críticas elogiosas e sucesso de público na Europa. Também temos a Companhia de Dança Deborah Colker. Inovadora e baseada na preparação atlética de seus componentes, a companhia, criada em 1994, tem se apresentado com estrondoso sucesso em vários estados brasileiros, além de ter participado da Bienal de Lyon de 1996, na França. | |||
| Trabalho de web I - Turma 1IM2 - Aluno: Matheus Quevedo Barbosa | |||