| Plat�nico | ||||||||||
| N�o me olhe assim Pois assim me hipnotizas e me faz acreditar no que n�o devia e penso ser digno de algo que n�o sou Quando me olhas me sinto o �nico homem em todo o mundo e acredito em tudo que disseres E num suave movimento, doce tiras-me a aten��o dos teus olhos e olhas para baixo e vejo que teus l�bios tamb�m me chamam e meu impulso tenta me lan�ar aos teus l�bios Teus l�bios, doces l�bios de mel Puros, santos, que n�o sou digno N�o sou digno de teus olhos, quanto mais do teu beijo Que nenhum homem provou Ent�o, quem seria eu, o menor de todos, para merec�-lo? Um beijo e eu morreria De tanto amar, de tanto amor Porque meu amor tenta ser da grandeza do teu ser E no meu amor n�o cabe a tua presen�a E no meu cora��o n�o cabe meu amor por ti Ent�o, meu amor me dilacera e eu morro. N�o recebi a honra sagrada Nem fiz ato her�ico tamanho que te merecesse Sou um mortal, um simples mortal, que s� conheceu o amor no teu ser Mesmo sem poder te amar Continuarei platonicamente te amando Amarei teus olhos, que sempre sonharei Amarei teus castos l�bios, que em sonho beijarei At� morrer, para que receba gra�a e me torne angelical Ent�o n�o serei mortal e poderei te amar Mas n�o te amarei com o amor humano e continuarei frustrado Pois quando humano n�o pude te amar e quando santo n�o te pude dar o amor que merecias Mateus |
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