Humanos
  Quando todas as palavras emudecem
   e o sil�ncio � a �nica presen�a
   Quando o pavor invade o cora��o valente
   e a c�lera possui o eterno paciente
   Quando toda a vida � morte
   e o t�mulo � o melhor presente
   N�o h� nada a fazer a n�o ser gritar
   N�o a nada a dizer a n�o ser o sil�ncio
   Pois nesse instante descobriu-se que somos humanos
   e nunca seremos fortes o bastante para n�o temer o amor
   Jamais conseguiremos ser t�o racionais que n�o choraremos
   Porque sempre seremos humanos, animais, isso � instinto

   N�o podemos fugir da solid�o, da dor, da felicidade
   Temos pernas fracas demais para correr eternamente
   e fugir de nossos pesadelos ou buscar os sonhos
   Jamais teremos bra�os grandes o suficiente
   para podermos abra�ar todos os que amamos
   Embora nossos cora��es sejam grandes demais
   e de t�o grande sempre fica o vazio
   Mas quando n�o se preenche todo esse vazio,
   d�i
   Por isso buscamos ser iguais aos outros,
   para que eles gostem de n�s
   e esquecemos de ser n�s mesmos

   Deixamos de falar para ouvir os outros
   esquecemos nossas for�as para chorar com os outros
   largamos m�o de nosso medo para lutar com os outros
   Porque apesar de serem s� outros, s�o os outros que necessitamos
   Mesmo que sejam outros quaisquer, eles preenchem o vazio
   At� que venha o tchau, voltemos para casa
   onde as palavras emudecer�o outra vez,
   e de novo o sil�ncio nos visitar�
   e novamente seremos n�s mesmos, vivendo por instinto
   Como animais.


                                 
Mateus
Voltar para Textos Voltar para Menu
< ----------------------------------------Powered by Pet Fort Corporation----------------------------------->
Hosted by www.Geocities.ws

1