Rodrigues Alves (1848 - 1919)

 

Rodrigues Alves
foto : MHN

Rodrigues Alves

 Rodrigues Alves


Presidente da República entre de 1902 e 1906, Francisco de Paula Rodrigues Alves nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, a 7 de julho de 1848. Fez os primeiros estudos no Colégio Pedro II do Rio de Janeiro. Em 1870, bacharelou-se na Faculdade de Direito de São Paulo.

Pela província de São Paulo, foi várias vezes deputado provincial e deputado geral, exercendo também durante dois anos a presidência da mesma (1887 e 1888). Retornando ao lugar de deputado, apoiou o fim imediato do trabalho escravo, bem como a proclamação da República. Sob o regime republicano ocupou, entre 1891 e 1892, o Ministério da Fazenda do governo Floriano Peixoto, deixando o cargo em 1893 para se candidatar ao Senado. Quando Prudente de Morais assumiu a presidência da República em 1895, Rodrigues Alves foi designado novamente para a pasta da Fazenda. Entretanto, não concluiu a gestão, pois em 1897 conseguiu outro mandato de senador. Renunciou pela segunda vez à cadeira de senador para ocupar a presidência do estado de São Paulo. Durante muitos anos, foi o principal líder do PRP (Partido Republicano Paulista) que, ao lado do PRM (Partido Republicano Mineiro), comandaram a política da República Velha.

Finalmente, em 1902, foi eleito presidente da República por meio de um acordo entre políticos paulistas e mineiros. No quatriênio de seu governo, a cidade do Rio de Janeiro foi remodelada pelo prefeito Pereira Passos. A capital da República presenciou também nesta ocasião a campanha da vacina obrigatória, conduzida pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Quanto à política econômica, Rodrigues Alves tentou impedir que os estados cafeicultores do sudeste sobrevalorizassem o preço do café. Por sua vez, à frente da política internacional, o Barão do Rio Branco solucionou a Questão do Acre a contento dos países envolvidos. Ao findar o mandato presidencial, Rodrigues Alves retornou ao lugar de presidente do estado de São Paulo.

Encerrou sua agitada carreira política ao vencer por mais uma vez as eleições de presidente da República, a 1º de março de 1918. Entretanto, não chegou a tomar posse do cargo, falecendo na cidade do Rio de Janeiro a 17 de janeiro de 1919.

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