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Prudente de Morais (1841 - 1902) |
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Político e estadista, Prudente José de Morais Barros nasceu em 4 de novembro de 1841, perto de Itu, São Paulo. Um dos chefes do Partido Republicano Paulista, tornou-se, com o advento da República, membro da junta governativa de seu estado. Senador à Constituinte de 1890, foi designado seu presidente. Candidato à presidência da República para o primeiro quatriênio, foi derrotado por Deodoro da Fonseca, por 122 a 95 votos. Vice-presidente do Senado no período entre 1891 e 1894, elegeu-se para a presidência da República em 15 de novembro de 1894, sucedendo a Floriano Peixoto. Seu governo caracterizou-se pela pacificação do Rio Grande do Sul, convulsionado pela Revolução federalista, que irrompera no ano anterior à sua posse, pelo reatamento de relações diplomáticas com Portugal em 16 de março de 1895, desfeitas desde de 1893, e pela fixação definitiva, perante a Inglaterra, da posse da ilha da Trindade pelo Brasil. Entre 10 de novembro de 1896 e 4 de março de 1897 esteve substituído, por motivos de saúde, pelo vice-presidente Manuel Vitorino Pereira. Pouco depois de ter reassumido o cargo, Prudente de Morais foi objeto de um atentado em 5 de novembro de 1897, no qual sucumbiu o ministro da Guerra, Marechal Carlos Machado Bittencourt, o mesmo que, algum tempo antes, comandara uma expedição contra Canudos. Com Prudente de Morais, primeiro presidente civil da República, subiram ao poder as oligarquias agrárias de Minas e São Paulo, que controlariam o Estado brasileiro por meio da chamada Política dos Governadores, do voto de cabresto e de outros instrumentos políticos, durante toda a primeira República. Após deixar o poder, Prudente de Morais chefiou uma dissidência do partido Republicano Paulista, defendendo várias reformas constitucionais, inclusive a que estabeleceu a eleição indireta. Prudente de Morais faleceu em Piracicaba, no dia 3 de dezembro de 1902.
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