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arte abstrata, abstrair, abstracionismo, abstrato

ARTE ABSTRATA

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Numa grande parte, o sonho dos artista, tem sido o de cada vez mais se afastarem da realidade, pois para retratar a realidade, existe a máquina fotográfica.




Piet Mondrian - (1872 - 1944)
Nu (c. 1912) - Óleo sobre tela, 140 x 98 cm. Gemeentemuseum, Haia (empréstimo de S. B. Slijper).
Assinado. Pintado no primeiro período parisiense de Mondrian.




Mas...A sabia mãe natureza, também faz seu abstrato. Ou não? - Minas Geraes
Foto de A . C . Da H. Melo

A música clássica, é normalmente composta sem letra ou significado. A beleza da sonoridade ocorre pela sensação do conjunto de notas. E ninguém pergunta: "O que significa?”.

Na arte abstrata a harmonia é obtida através da composição com cores, linhas e formas geométricas ou não, distribuídas de modo a conseguirem um equilíbrio. E no caso o que mais conta é a criatividade, que quando colocada à serviço, confere ao plano de fundo, as formas, as linhas e cores, uma combinação harmoniosa e equilibrada, que admiradas causam sensações agradáveis.

Segundo Fayga Ostrower em seu livro Universos Da Arte; "Qualquer marca visual, qualquer elemento na composição, tem a função de dirigir nossa atenção, orientando-nos pelos vários caminhos que podem ser percorridos no quadro, evidentemente, a partir das indicações colocadas pelo artista.

Linhas colocadas às margens do plano, estabilizam o movimento visual, ocorrem em duas direções, vertical e horizontal. A horizontal é percebida como posição deitada, dando idéia de sono, repouso, morte, calma. Sempre uma idéia de imobilidade e ausência de movimento, por isto é considerada uma direção estática. A vertical corresponde a uma postura tipicamente humana, é imobilidade, porém menor que a horizontal, pois ao darmos uma passo, abandonamos a vertical e entramos na diagonal, para novamente voltarmos a vertical.

Quanto as diagonais, curvas e espirais, são consideradas dinâmicas, instáveis e com maior movimento visual. Margens verticais e horizontais, além de delimitadoras do plano, também funcionam como estabilizadoras, contendo a movimentação visual dentro do plano.

Primeira conclusão: O conteúdo expressivo de uma obra de arte baseia-se sempre no caráter dinâmico/estático.
Tudo pode ser dito num quadro; alegria, tristeza, dramacidade, calma, agitação, etc. ...

Segunda conclusão: A forma da obra, é um fator constante.

Terceira e última conclusão: Refere-se a lógica da expressão, a primeira linha pode estabelecer uma caracterização dinâmica ou estática à composição. Seja ela figurativa ou abstrata.

A forma incorpora o conteúdo de tal modo que se tornam uma só identidade. Quando se dá outra forma a um conteúdo, modifica-se o conteúdo.

Muito importante o ponto frisado por Fayga quando ela diz que o artista tem obrigação de ser claro na linguagem que usa. Para um pintor, não é suficiente que na imagem se reconheçam objetos ou figuras. É preciso que nesses objetos ou figuras sejam claramente reconhecíveis também as linhas, as cores, os contrastes, os ritmos, enfim todos os elementos de sua linguagem visual. Sendo que a clareza tanto vale para obras figurativas como abstratas".

Então temos ...

Linhas horizontais, verticais, diagonais, curvas. Ângulos aberto, ângulos fechados. Alguns tons (variando do preto, branco e dois tons cinzas), são suficientes. Algumas cores escolhidas para criarem harmonia, (lembre que os tons rebaixados exigem menos esforço da retina e portanto causam uma sensação de relaxamento aos nervos óticos, enquanto que as cores puras excitam), assim se faz um quadro ABSTRATO FORMAL. Além do que, é óbvio. Muito bom gosto, muito senso de estética, Muito senso de equilíbrio. Qualidades imprescindíveis à todo artista visual. Seja ele figurativo ou abstrato.

Retratar um assunto dinamicamente!

Caminhos para aprender a manipular formas, planos e superfícies de modelos.

Tem muitas definições para arte "abstrata", talvez porque uma única definição não seja suficientemente satisfatória. Pode ser definida como "Partindo da Realidade", pode ser definida ainda como "Realidade Não Reconhecível" "Não Figurativa", etc.... Mas, não nos preocupemos com a definição, e sim, que a arte abstrata tem estrutura tanto quanto a arte figurativa. Muitos artistas abstratos perguntam-se: - Pode ser isto justificável? Ou. É um propósito interior ou exterior?

Basta começar uma experiência para vermos os problemas começarem a acontecer. O que os artistas devem saber é que a abstração deve possuir um tema. O modo a feitura são conceitos tangíveis, o quadro abaixo de Piet Mondrian (1872 - 1944), Macieira em Flor (1912), mostra exatamente o que digo, a disposição dos ramos ganha o aspecto de um rigoroso conjunto de linhas e cores praticamente autônomas.



Macieira em Flor - Detalhe- Óleo/Tela 78 x 106 cm. Gemeentemuseum - Haia.


Immanuel Kant (1712-l804), refletiu, no porque dos tapetes orientais , que não retratavão ou transmitião significado algum, causarem sensações do belo ao espectador, tendo tão somente figuras geométricas, retas, cores, etc. e concluiu que a beleza da forma podia ser conseguida sem ser figurativa. Provocando sensações agradáveis; ou seja, refletiu que para se fazer arte na pintura não precisava ser necessariamente a realidade, podendo ser feita apenas trabalhando formas e cores.


AS POSSIBILIDADES

Vejamos como retratar uma colher de forma abstrata.

Primeiramente, observe a colher de diferentes ângulos, observando suas formas, simetria, superfícies reflexivas e seus reflexos. O Desenho A, é a imagem real da colher, com sua escala rigorosamente guardada, e guardada a aparência metálica.

  • Observada a colher, rende-se seus planos e a aparência metálica.

  • Desenho A



    No Desenho B, começa-se a selecionar, e a interpretar a partir da realidade, emoldurada retangularmente. A sombra, a linha de base e os reflexos, vêm de alguma criatividade, mas a colher ainda é reconhecível.

  • A abstração começa a ser criada a partir do redor da colher, dentro do retângulo, criando assim uma certa ilusão.

  • Desenho B



    Nos desenhos posteriores continua-se dando ênfases aos diferentes aspectos vistos. Concentra-se na procura de caminhos usando composição, desenho, valores tonais e aplicando curvas percebidas, "sentidas", aparência metálica e outras realidades da colher.

    No Desenho C, simplificado, porém preservando certas linhas do objeto.

  • Com linhas simplificadas e com efeitos de luz e sombra.

  • Desenho C



    O Desenho D, mostra a colher com algumas partes repetidas em branco e negro cruzando linhas externas.

  • A colher é ainda visível, mas as áreas negras fora da colher, criam uma superfície muito interessante.

  • Desenho D



    O Desenho E partindo de dados coletados da realidade, criam diferentes formas para a colher, um desenho intitulado "A Colher".

  • Neste momento foram coletado formas da colher, justapondo uma vista de sombra em frente a uma tigela, sugerindo ainda uma colher, porem não sedo mais literal.

  • Desenho E



    Em todos estes desenhos o que é mais importante do que o título ou o objeto é a nova criação presente, estimulante para uma criação imaginativa.
    Já é isto uma pura abstração?
    Podemos responder que sim!
    Particularmente nos Desenhos C e D.

    Deixando o lápis, no Desenho F, foi usado tinta nanquim sobre áreas brancas e criando diferentes texturas.

  • Captado curvas da colher, para um bom desenho de superfície, desenhado linhas conforme sentidas, mas sem nenhuma relação com a realidade do objeto. Mas se você quiser, ainda pode ser visto a colher.

  • Desenho F



    Fazendo uma tentativa diferente, poderar se a não mais reconhecer a colher, veja o exemplo do Desenho G. Esta é a pura abstração. Veja que a inspiração foi derivada de uma simples colher.

  • Pode ser considerado a pura abstração - "a colher", não é mais visível. Porém as linhas curvas e o brilho do metal, são óbvios, derivados da observação das características de uma colher.

  • Desenho G




    ORGANIZANDO ESPAÇOS

    Trabalharemos com transparências e interpenetrações.

    No Desenho 1 foram criados três planos, criando ângulos no plano pictórico. Todos os três planos, tratam-se de retângulos isósceles, eles fazem com que o olhar faça um circulo pela tela.

  • Os três planos organizam o espaço pictórico, representado pelo retângulo externo. Eles orientam o olhar a percorrer circularmente e sugere sobreposições, são formas sem superfícies, apenas definem espaços.

  • Desenho 1



    No Desenho 2 um vaso e duas frutas são apresentados delinearmente, estando uma das frutas na frente do vaso e da outra fruta.

  • As linhas externas, dão à natureza morta, total transparência, e dará total condição para manipular as superfícies de várias formas.

  • Desenho 2



    O Desenho 3 é o segundo passo sobre os planos iniciais. Agora sente-se a transparência da Natureza Morta.

  • Um bom caminho para começar a explorar a interpenetração entre os planos é justapor o Desenho 2 sobre o Desenho 1.

  • Desenho 3



    O próximo objetivo é dar ao vaso e as frutas parcial substância. Alguns planos foram mantidos claros como se fossem iluminados e outros como se estivessem na sombra. Dois planos se afastaram, enquanto um plano se adiantou.

    Os Desenhos 4, 5 e 6, são variações deste principio. No Desenho 4, vemos variações de uns planos sobre outros. Para conseguir este efeito foi dado grande relação entre os planos.

  • Este é um dos caminhos para dar as frutas e o vaso parcial substância, há uma interessante inter-relação. Para fazer os objetos translúcidos confere-se transparência, entre os planos.

  • Desenho 4



    Agora compare o Desenho 4 com o Desenho 5, exceto o triângulo central, os valores tonais dos vasos foram mudados, onde era escuro, tornou-se claro e vice-versa, a parte superior direita do vaso avançou, recuando um plano mais claro, que veio detrás dele.

  • Aqui, o centro do triângulo, foi mantido claro, contrario aos outros valores tonais. A aparência é diferente, mas ainda existe movimento entre os planos. Note como as áreas escuras parecem avançar, enquanto as áreas claras da mesma forma, parecem recuar.
    Nesta demonstração linear do Desenho 5, você pode ver exatamente qual plano avança e qual plano recua. Mostrando assim, como o plano parece recuar ou avançar. O resultado é uma boa colocação de espaços.

  • Desenho 5



    No Desenho 6, foram trocados os valores dos planos, mas não os planos propriamente ditos. A composição ainda é a mesma. Transparências e interpenetrações são obvias. Você pode ver um plano sobre o outro. No Desenho 5, o olho é dirigido pelo escuro, aqui é dirigido pelo claro.

  • Este desenho é o "negativo" do Desenho 5, o modelo é o mesmo, mas os valores tonais foram revertidos. O efeito no olhar ainda é o movimento pelo modelo. As faces escuras, tornaram-se claras.

  • Desenho 6



    No Desenho 7, trabalha-se com as linhas externas (desenho linear), "etiquetando" os planos. As flechas indicam, quando o plano "recua" ou quando "avançam". Definindo quais áreas "avançam" ou "recuam", conforme o valor tonal, em relação ao plano vizinho. Você deve saber que áreas claras e quentes parecem recuar, e que áreas escuras e frias parecem avançar. Isto pode não ser novidade. Mas uma parte ou um plano, cooperados, inter-colocados, por baixo ou por cima, uns dos outros, isto sim, pode ser algo novo e interessante.

    Desenho 7




    O Desenho 8 é a versão em acrílico. A observação, concentra-se no vaso e na fruta dianteira. Observe como os planos se movimentam uns com relação aos outros e como eles dirigem o olhar no trabalho. Este exemplo é extremamente elementar, mas estes princípios de transparências e interpenetrações foram usados nos trabalhos cubistas de Picasso, Braque, Gris, Léger e muitos outros. Em algumas telas a interação pode ser óbvia, mas a compreensão da estrutura atrás de um trabalho abstrato lhe dá uma profunda compreensão do assunto ou modo como bem o artista entende. Podendo dar novos caminhos para estruturar trabalhos.

  • Este é um estudo em acrílico dos Desenhos 5 e 7.

  • Desenho 8





    14 EXPERIMENTOS EM ABSTRAÇÕES

    Espaços tridimensionais podem ser representados em espaços bidimensionais, remanescente do tridimensionalismo existente no campo das idéias, uma popular aproximação abstrata, no espaço bidimensional da tela, consegue-se dividindo a em espaços interessantes. Se você ignora a idéia de intervalos dentro do espaço pictórico, pense somente em termos de "superfície", você pode começar com tais figuras, como são vistas aqui (intervalos limitados podem ser representados em claros e escuros). Falando então, dimensionalmente, você têm apenas horizontais, verticais e diagonais. Em termos lineares, existem apenas retas e curvas.

  • Para compor o espaço bidimensional, foram traçadas duas linhas horizontais A e B, dentro de um retângulo, devem ser coladas sob medidas. Depois foram coladas duas linhas perpendiculares, C e D, experimentalmente.

    Observe que foi colocado uma linha por vez, sendo evitado divisões pares. As linhas devem produzir espaços variados e interessantes. Ainda que poder-se-ia adicionar pequenas linhas perpendiculares. Foram escolhidos cinco segmentos horizontais para ordenar variedade nos planos. Um inicio interessante aqui é a agradável composição dos planos, para conseguir o equilíbrio ideal.

  • Figura 1




  • Na Figura 2, foram colocados três valores tonais nos espaços (preto, branco e cinza). De forma que sua colocação crie interessante e equilibrada forma. Observe como o olhar passa do preto para o branco, "passeando" sobre o plano. Olhe cuidadosamente e observe como os espaços foram organizados.

  • Figura 2



  • Na Figura 3, foram escolhidas três diagonais, que alinhadas formam um triângulo. Como na escolha da colocação das verticais e horizontais, o escolha das diagonais podem, também, variar bastante. Na continuação do tema, como sempre é interessante dar interesse à variação.

  • Figura 3



  • Na Figura 4, foi superposto o triângulo Figura 3 na Figura 2, trabalhando com transparências nos valores. fazendo o triângulo parecer translúcido, clareando os valores internos a ele, no todo, as mudanças foram simples. O desenvolvimento do tema é óbvio e o resultado da prazer aos olhos. Esta composição inicial é usada para criar a Natureza Morta, que será mostrada a seguir.

  • Figura 4



    Primeiramente foi trabalhado numa pura abstração das formas, procurando simplesmente dar significado abstrato às linhas, espaços, tons e formas.

  • Na Figura 5, foram introduzidos alguns conhecimentos a partir do atual trabalho, foi executado de uma forma semi-abstrata, investigando diferentes opções artísticas. Opondo-se as linhas retas, a natureza morta introduz linhas curvas. O desenho foi executado apenas linearmente completamente transparente.

  • Figura 5



    As Figuras 6, 7 e 8, mostram diferentes caminhos para combinar o desenho linear figurativo com o fundo, usando transparências e interpenetrações.

  • Mantendo a completa transparência, foi transposto as linhas retas da Figura 1 sobre as linhas curvas da Figura 5, criando assim, uma interessante tensão linear.

  • Figura 6



  • Combinadas apenas as Figuras 3 e 5, para testar os simples efeitos de justaposição entre curvas e linhas retas. Desde que os espaços são transparentes, o jogo dos espaços é ambíguo, mas interessante.

  • Figura 7



    A Figura 8 combina elementos do passo a passo, que foram pensadas e experimentadas.

  • Neste desenho os elementos foram combinados a partir de diferentes passos, foi alterado a combinação de valores tonais, para criar maior tensão entre os planos.

  • Figura 8



  • Na Figura 9, foram combinados superfícies e plano pictórico. Escurecendo as bordas das frutas, jarra e taça, coloca-as em segundo plano, enquanto as partes geométricas avançam. Jogando com estes efeitos pode ter se outros desenhos. Esta separação traz a terceira dimensão. Alguns abstracionistas suprimem as bordas.

  • Figura 9



  • Na Figura 10 todas as áreas estão agora niveladas e as sizões, intervalos, estão simplesmente sugeridas, fazendo avançar as partes escuras. As partes escuras, conforme observamos, avançam. As partes mais escuras foram colocadas dentro da forma triangular, com exceção das frutas abaixo à esquerda, com a finalidade de dar equilíbrio à composição. Escurecendo algumas faces do triângulo e frutas, estas partes dão ambigüidade ao planejamento de preto e branco, jogando com os planos dando a impressão de ora estarem à frente, ora estarem atrás.

  • Figura 10



  • Na Figura 11, foi experimentado variações de claros e sombras. A variação deu planos dentro dos próprios planos, dando variações em blocos indo de um extremo completamente negro ao outro, completamente branco. A geometria dos campos é tão importante quanto a geometria dos objetos. O generoso jogo dos planos absorve os objetos. Fez com que os objetos da natureza morta, avançasse, destacando-se do fundo, porem trançando-se.

  • Figura 11



  • Na Figura 12, neste estagio, entra alguma distorção, para que a natureza morta tenha mais destaque, e torne-se com mais "peso". "Jogando" com maiores valores tonais ao fundo, os planos são modificados.

  • Figura 12



  • Na Figura 13, foram retiradas as visíveis linhas das bordas da natureza morta para que a composição torne-se mais "leve", mantendo visível apenas as linhas do triângulo. Existindo agora somente dois tons claro e levemente cinza esbatidos. Os contornos, tornaram-se informais. E a "vibração" é obtida com múltiplas e "acidentais" linhas externas. Esta é a composição mais clara, com linhas que apenas insinuam a forma, natureza morta e fundo, estão aqui, completamente compatíveis. Estando mantido apenas a forma triangular.

  • Figura 13



  • Na Figura 14, a idéia de transparência, foi completamente abandonada, os objetos estão muito bem definidos um à frente do outro. Duas linhas verticais originais, observe que a taça de frutas esta colocada entre duas verticais, sendo que a vertical superior, faz parte do fundo. Foi abandonado a idéia de transparência, fazendo os objetos um à frente do outro, cada um, definindo seu próprio "peso", com a distância do fundo, muito bem definida. No centro esta o valor mais alto.

  • Figura 14



    Estas não são as únicas opções que você tem para fazer um quadro abstrato, mas lhe dão importantes caminhos para interpretar a realidade abstratamente. Explore estes conceitos, experimente seus próprios métodos para trabalhar com planos, e aproveite seus novos conhecimentos para revelar estruturas em seus trabalhos abstratos formais.




    Marilene Testa, Composição 1 (2006)
    Óleo sobre tela 18 x 24 cm.


    Marilene Testa, Composição 2 (2006)
    Óleo sobre tela 24 x 18 cm.

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