SUM�RIO |
GUIA VISUAL DE MARIANA |
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S-1 S-2 S-3 - Rua Direita S-4 - P�a da S� S-5 - Rua Frei Dur�o S-6 - P�a Gomes F. S-7 - Semin�rio de Mariana S-8 - Trav. S. Francisco S-9 - P�a Minas Gerais S-10 - Rua D. Silv�rio S-11 - Largo do S�o Pedro |
Mariana nasceu �s margens do Ribeir�o do Carmo, no final do s�culo XVII, quando os Bandeirantes Paulistas, vindos de Taubat�, ansiosos pelo metal precioso que era abundante na regi�o, al� se estabeleceram, verificando ser o ribeir�o riqu�ssimo em aluvi�es aur�feros. Foi ent�o que Salvador Fernandes Furtado de Mendon�a, Miguel Garcia, Ant�nio Pereira e outros, tomando posse do Ribeir�o do Carmo, assim chamado por ser aquele dia consagrado � Nossa Senhora do Carmo, iniciaram a minera��o. Salvador Furtado de Mendon�a mandou construir montanha � baixo, at� �s margens do ribeir�o, no lugar chamado Mata Cavalos, as primeiras cabanas e tamb�m uma capela dedicada ao menino Jesus, mudando mais tarde a invoca��o para Nossa Senhora de Assun��o, onde o capel�o da comitiva, Padre Francisco Gon�alvez Lopes, celebrou a primeira missa, dando origem ao primeiro n�cleo de popula��o no Estado de Minas Gerais. Em 8 de abril de 1711, o governador da Capitania de S�o Paulo e Minas do Ouro (Ant�nio de Albuquerque Coelho de Carvalho) elevou o povoado � categoria de "Leal Vila de Ribeir�o de Nossa Senhora do Carmo". Os primeiros governadores da Capitania de S�o Paulo e Minas do Ouro ( D. Bras Baltazar e D.Pedro de Almeida, o Conde de Assumar) residiram na Vila de Nossa Senhora do Carmo. Depois do Conde de Assumar, os governadores passaram a residir em Vila Rica, sede da capitania e onde estava sendo constru�do o pal�cio dos governadores. Ao chegar � vila de Nossa Senhora do Carmo, D. Baltazar viu-se envolvido por s�rios problemas quanto � cobran�a do quinto por bateias de ouro extra�do para a coroa e temendo uma "guerra civil" nas Minas Gerais, comunicou-se com El Rei, que mandou que se cobrassem quintos pela extra��o total, e tamb�m sobre as profiss�es. A vinda do primeiro Governador D. Bras Baltazar, come�ou a influir decisivamente na moraliza��o dos costumes da �poca, de uma sociedade em que conviviam juntos: mineradores, portugueses, paulistas, nobres, letrados, �ndios e negros. Em 1717, D. Pedro de Almeida, o Conde de Assumar, assumiu o governo da capitania e veio especialmente para legalizar os costumes e teve que enfrentar v�rios motins, sendo culminante o de Felipe dos Santos, ocorrido em Vila Rica (1720). Em 1743, El Rei mandou que o sargento-mor Jos� Fernades Pinto de Alpoim fizesse uma planta da cidade que deveria criar na Vila do Carmo, para ser a sede do Bispado da Capitania das Minas Gerais. De acordo com a planta, e com a Carta R�gia de 23 de abril de 1745, construiu-se a cidade de Mariana, em homenagem � Rainha Dona Maria Ana D'Austria, esposa de D. Jo�o V. Mariana foi, assim, a primeira e �nica cidade de Minas Gerais no per�odo colonial. O Bispado foi criado em 6 de dezembro do mesmo ano, juntamente com o de S�o Paulo, pela Bula do Papa Bento XIV. Foi eleito o primeiro Bispo D. Frei Manoel da Cruz, quarto Bispo do Maranh�o, que levou um ano e dois meses, para chegar a sua nova Diocese a 15 de outubro de 1748. A sua entrada solene foi deslumbrante e acha-se descrita primorosamente no "Aureo Trono Episcopal". O bispado teve dez bispos, sendo elevado a Arcebispado em 1905, com a posse de D. Silv�rio Gomes Pimenta, que foi o primeiro Arcebispo. Mariana ficou conhecida atrav�s dos tempos como a cidade dos bispos, mas ao lado desta distin��o, sempre foi o centro do com�rcio com as zonas norte e sul do estado, e tamb�m sempre foi famosa pelas riquezas de suas minas de ouro. Em 6 de julho de 1945, pelo decreto-lei no 7.713, Mariana foi tombada como Monumento Nacional. |
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