Diz-se, de um modo muito condensado, que a Física
estuda os sistemas simples: os componentes da matéria e as suas interacções mútuas.
Com base no entendimento destas interacções, procura a Física explicar os
fenómenos
naturais que podemos observar. Como exemplo do que se pode entender por fenómenos
naturais, posso citar:
—
o movimento dos planetas
—
a luz e os sons
—
o voar de um pássaro
—
o calor do Sol
—
os fenómenos magnéticos
—
a supercondutividade.
O que é facto, é que um átomo é mais simples que uma molécula e esta mais
simples que um ser vivo. Assim a Física, na procura das razões
fundamentais para o comportamento da Natureza, tenta simplificar o sistema com
que lida, para depois dar um passo em frente e alargar as fronteiras do
sistema estudado Porque se juntam electrões e núcleos para formar um átomo?
Porque se agrega um enorme número de átomos para formar um sólido? Porque
é que elevando a temperatura, o sólido passa a líquido? Porque é que um
metal é condutor? Porque é que
As questões que se puseram aos Físicos até
meados do séc.XIX estavam relacionadas com partículas de
Nos fins do séc. XIX, começou a pôr-se em causa a validade universal da Mecânica
Newtoniana. Ela não conseguia explicar de um modo convincente, o comportamento
de
— Sistemas
de partículas que se moviam com velocidades perto do valor da velocidade da
luz
— Sistemas de partículas com dimensões atómicas (mesmo que sem grandes velocidades).
Para explicar o movimento de partículas que se
movem
com velocidades muito elevadas, Einstein propôs em 1905, a sua Teoria da
Relatividade. Quase em simultâneo, Max Planck, Louis de Broglie e Erwin
Schrodinger desenvolveram
a Mecânica Quântica para o estudo das partículas com pequenas dimensões.