O estudo que iremos fazer nesta disciplina estará apenas relacionado com partículas com dimensões “vulgares” (»1O m) movendo-se com velocidades “vulgares” («3x10 m/s). Estaremos assim no domínio de aplicação da Mecânica Newtoniana. Mais tarde, aperceber-nos-emos da necessidade da Mecânica Quântica para o estudo dos átomos e sólidos (Física Atómica e Molecular e Física do Estado Sólido), e da necessidade da Mecânica Relativística para o estudo dos núcleos (Física Nuclear).

         Sejam quais forem as dimensões do sistema, o seu comportamento é explicado com base nas interacções entre os seus constituintes. Conhecem-se interacções de três tipos:

  Gravitacionais (por exemplo, as responsáveis pelo movimento dos planetas)

  Electromagnéticas (por exemplo, as fundamental­mente responsáveis pelo comportamento dos sólidos)

  Nucleares, forte e fraca (responsáveis pela existência do núcleo como um todo)

O estudo das interacções é feito com base no conceito de campo de forças. Os três tipos de forças relacionadas com as interacções atrás descritas estão ordenados por ordem crescente de intensidades e decrescente de alcance. Assim, uma força nuclear é extremamente intensa mas apenas se faz sentir a distâncias muito curtas ( =1015 m), enquanto uma força gravítacional é muito mais fraca mas faz-se sentir a milhares de quilómetros de distância.

    No contexto dos Fundamentos de Física falar-se-á principalmente em interacções gravitacionais e electromagnéticas.

    Desde sempre a Humanidade procurou uma razão de ser para os fenómenos da Natureza. Tendo percepção deles através dos seus sentidos, fácil é de entender que os primeiros ramos da Física que se desenvolveram fossem :

  a Óptica, tentando explicar os fenómenos lumino­sos;

  a Acústica, tentando explicar os sons;

  a Termodinâmica, relacionada com o calor;

     —  a Mecânica, tratando dos fenómenos do movimento (por observação do movimento dos planetas, iniciou-se o estudo da Gravitação, incluído no grande capítulo da Mecânica).

   A evolução da Física baseia-se então na observação da Natureza. No entanto os fenómenos naturais podem levar muito tempo a desenvolver-se; assim o Físico passou a provocar no seu Laboratório determinados factos em determinadas condições experimentais e a obser­var os resultados das suas experiências. Em função desses resultados propôs leis de comportamento  modelos teóricos e tentou verificá-las com o resultado de outras experiências. A evolução do seu raciocínio é apresentada através de expressões matemáticas sendo as leis expressas por equações relacionando parâmetros experimentais.

    Nos nossos dias esta evolução ultrapassou muitís­simo os limites do Laboratório pessoal de um Físico. Grandes institutos multinacionais congregam hoje em dia Físicos, Químicos e Matemáticos de todo o Mundo para que, experimentando, propondo teorias, voltando a experimentar para confirmar ou revelar limitações nas teorias propostas, estas sejam alteradas até se poder obter o fim último das aspirações da Ciência - a unificação total (através de um muito pequeno punhado de leis) do comportamento da Natureza.

 

 

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