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Marcio Aurélio Simões Pelissari |
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Guia de Escolha de Software de Gestão Empresarial - ERPTecnologia: a solução para a empresa modernaConceitos básicosEnfoques imprescindíveis
Como evitar riscos futuros
Orientações que não devem ser esquecidasTecnologia: a solução para a empresa modernaA sua empresa necessita de um controle de fluxo de caixa que garanta previsões de curto e médio prazos ? Precisa assegurar que os pedidos emitidos sejam atendidos nos prazos e condições acertados ? Enfim, o sucesso de sua empresa depende do acompanhamento contínuo do estoque de matéria-prima, produto final, quadro de funcionários, faturamento e recebimentos ? A resposta afirmativa a essas perguntas independe do porte da companhia. E a solução para tais questões também. Ela está em saber usar a Tecnologia da Informação, ou seja, os recursos da informática e das telecomunicações, das quais nenhuma companhia que pretende acompanhar o novo e acelerado ritmo da globalização pode prescindir. Dentro desse contexto, o uso crescente da Internet destaca-se como ima tendência inquestionável., o que torna a efici6encia de qualquer solução tecnológica dependente de sua compatibilidade com a Internet. A Adoção de um ERP (Enterprise Resource Planning) deve considerar esse cenário daqui para o futuro, colocando em primeiro plano a necessidade de integração da informação. Mas como aplicar a tecnologia e o tratamento da informação integrada ao seu negócio, de forma que ela seja acessível em tempo real a todo o universo que envolve a sua empresa ? A resposta principal está em encontrar o software integrado de gestão empresarial ou ERP adequado à sua empresa. Esta ferramenta deve ser uma fonte de informação segura e eficiente para gestão de seus negócios, atendendo aos requisitos de agilidade e segurança do processamento da comunicação corporativa, que estão sendo exigidos pela competitividade econômica atual. Ao contrário do que é muitas vezes difundido no
mercado, a solução de um ERP não é uma exclusividade das grandes
corporações. Ela é acessível também a empresas de médio e pequeno
portes. O segredo consiste apenas em saber escolher o software
indicado às suas necessidades e ao seu ramo de atividades e optar por
um fornecedor com solidez no mercado, preparado para garantir uma
implantação sem traumas e manutenção contínua do sistema.
Conceitos básicosO que é software de gestão empresarial ?A sigla ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa) refere-se a um software de gestão empresarial, que é uma ferramenta de trabalho. Nela entram, fornecidos pelas pessoas que os originam, dados sobre fatos novos que ocorrem na empresa. Saem, fornecidas pelo ERP, informações decorrentes. Exemplos de fatos novos: movimento de estoque, pagamentos, produção, recebimentos, decisões de crédito, vendas, compras, contratos, etc. Exemplos de informações decorrentes: notas fiscais de saída, notas fiscais de entrada, contas a receber, contas a pagar, fluxo de caixa, recomendações de compras, estatísticas de venda, pedidos faturáveis, comissões devidas, contabilidade, informações gerenciais, etc. Os princípios básicos de funcionamento de um software de gestão empresarial são a integração e a parametrização. Ambos aplicam-se ao escopo de atividades empresariais contemplado pelo software, a sua abrangência. Integração é a capacidade do software de derivar, a partir de um fato novo, todas as decorrências. Suas vantagens: redução de trabalho, velocidade e segurança, entre outras. Como as decorrências de um mesmo fato serão diferentes para cada empresa deve-se poder informar ao software como são as suas políticas, normas, processos, etc. Fazer isso é fazer a parametrização. Suas vantagens: adequar o software às necessidades atuais da empresa e permitir sua evolução futura. A abrangência do software é o universo de funcionalidades que ele pode tratar. Exemplos: controle de rebanhos, gestão hospitalar, escala de professores, fabricação de autopeças, etc. Sua importância: pesquisar detalhadamente se a abrangência atende a todos os processos da empresa é vital para fazer a compra certa. A ferramenta software de gestão empresarial estimula a qualidade da alimentação dos fatos novos. Consequentemente, elimina retrabalhos, poupa tempo e dinheiro sem burocracia, através da automação de processos. Portanto, o software de gestão vem atender a uma condição básica da administração de empresa moderna: integração total entre áreas, com a eliminação de papéis, decisões imediadistas e acréscimos de planejamento, agilidade, controle e segurança de processos. Com o ERP, as empresas podem automatizar, por exemplo, os seguintes procedimentos: 1. A transmissão de dados por parte da produção e do financeiro para a equipe de vendas, antes que esta preencha um pedido de um cliente, quando deverá estabelecer prazo e local de entrega de produtos e demais condições comerciais. 2. Ressuprimento de materiais (produtos, matérias-primas ou materiais auxiliares) a partir de planos de venda e de produção ou de políticas de estoques reguladores. 3. Informações sobre as projeções das gerências comercial e financeira para a área industrial, para que esta tenha condições de planejar sua metas; Enfim, o software de gestão automatiza as operações diárias de uma empresa e o planejamento de suas metas e resultados, oferecendo base atualizada e confiável para a tomada de decisão nos níveis operacionais estratégicos: · Controle de capital de giro, produção, estoques, qualidade, quadro de funcionários e terceirização de serviços; · Simulação de custos e margens de lucros; · Definição e acompanhamento de tabelas de preços; · Emissão de notas fiscais; cumprimento de obrigações trabalhistas e tributárias; · Desempenho de vendas; · Controle de prazos de entrega de produtos e serviços de fornecedores; · Análise de clientes; · Controle de custos x faturamento, entre outras. Portanto, hoje o ERP é para o empresário ou executivo
o que o Word e o Excel são há alguns anos para a secretária e para a
área de contabilidade, respectivamente. Ou seja, recurso vital para a
rotina de trabalho em companhias de diferentes segmentos e portes. O
ERP deve ser tão utilizado quanto o telefone, fax ou e-mail. A relação custo / benefícioO ERP custa muito ou pouco ? Tudo depende do benefício que o investimento vai gerar, já que ninguém compra uma escavadeira para plantar uma semente, nem usa uma pá para escavar uma estrada. Esse conceito básico, que orienta a definição da aquisição de qualquer ferramenta, deve ser a primeira análise a ser considerada por uma empresa interessada na implantação do software de gestão. Ao ser a principal ferramenta de gestão de sua empresa, a implementação do ERP deve constituir um investimento e não representar custo. O efeito multiplicador do investimento deve preferencialmente ser traduzido em números associados a metas e resultados reais e mensuráveis. A partir da definição das metas de sua empresa para médio e longo prazos, analise o que será exigido para atingi-las: organização de procedimentos, disponibilidade de mão-de-obra, controle de compras, produção, prazo de entrega e distribuição de produtos, qualidade, etc. Faça um paralelo entre esses pontos e seus custos, depois responda: a implantação do ERP garante redução de custos e maior segurança de processos ? Quanto minha empresa deverá faturar com a conquista dessas novas metas e qual o investimento que será destinado à implantação do ERP ? Com o software de gestão posso evitar novas contratações de funcionário ou eliminar etapas operacionais ? O mercado adota duas siglas para identificar o custo e o benefício de um software de gestão empresarial: TCO (total cost of ownership ou custo total da propriedade) e ROI (return of investiment ou retorno do investimento). O TCO é identificado a partir dos componentes de custo envolvidos na compra e utilização de um software de ERP. Portanto, o cálculo do TCO e, consequentemente, do ROI estão intrinsecamente ligados a todas as análises e precauções a serem tomadas previamente à escolha de um software. A composição do TCO envolve desde questões
relacionadas à licença de uso, implantação, treinamento, hardware
requerido para rodar o software, funcionalidade e atualização do
produto, tecnologia de banco de dados, portabilidade e segurança até a
manutenção. De forma direta ou indireta, esses elementos geram custos
ou podem reduzi-los. Se a sua empresa não possui especialistas
próprios, tais como administrador de banco de dados (DBA), de rede e
de sistema operacional, certifique-se de que o ERP que você está
adquirindo não conta com estes especialistas a seu custo como
pré-requisito. Enfoques imprescindíveisComo escolher o software de ERPO software de gestão chegou para ajudar,
disponibilizar informações exatas na hora certa, permitir integração
entre os diferentes setores da empresa, fornecer meios para que se
reduza esforço gerencial e operacional, para tornar o planejamento
mais transparente; enfim, para gerar lucros. Certo ? Mas a grande
revolução tecnológica de sua empresa pode acabar em sérios prejuízos.
Por isso, toda atenção é pouca na hora de escolher o software que
realmente atenda às necessidades da sua empresa. O caminho básico está
em analisar cada detalhe, desde os reais recursos oferecidos pelo
produto até o atendimento pós-venda. Lembre-se: o fornecedor deve
oferecer produtos e serviços. Veja algumas dicas, que poderão ajudá-lo
na escolha: Abrangência e aderênciaAntes de adquirir a licença de uso do software de gestão, verifique se as funcionalidades e a aplicação do produto correspondem às necessidades de sua empresa. Por exemplo: caso seu lucro ou prejuízo dependa fundamentalmente do estoque, verifique se o forte do software está justamente na gestão dos estoques. Verifique a abrangência funcional do produto, ou seja, se reduz custos indiretos, tempo de operações básicas da empresa e outros fatores para aumentar a competitividade e eficiência do atendimento ao cliente. Servidor e estações de trabalho Opte por um software que não exija a utilização de um hardware dedicado. Lembre-se: o produto deve atender às necessidades de sua empresa e não aos interesses do fornecedor. Portanto, o hardware deve poder ser compartilhado por outros softwares. A especificação do hardware exigido pelo ERP é um fator chave para sua escolha. Cada Real de Licença de Uso (LU) pode corresponder, dependendo do fornecedor de software, a um valor de hardware (servidores e estações de trabalho) completamente diferente. Pode chegar a múltiplos acima de 10! Por exemplo, se o hardware para rodar um software com preço de LU de R$ 30 mil custa R$ 300.000 enquanto o de outro com LU de R$ 150 mil custa R$ 80 mil, qual deles tem o menor TCO, do ponto de vista LU + hardware ? A expansão do hardware também deve ser calculada
desde o início, particularmente nos casos em que a implantação começa
com poucos módulos ou usuários. O hardware exigido para o todo pode
exceder muito o investimento inicial, gerando expectativas errôneas de
TCO. Caso seja exigido hardware dedicado, o custo de propriedade tende
a ser bem maior do que o de hardware compartilhável. A evolução da empresa versus a do ERPAnalise as necessidades de sua empresa, considerando
o que fazia há cinco anos, o que faz hoje e o que pretende fazer daqui
a cinco anos. Ou seja, uma empresa adquire um software de gestão
quando tem metas de crescimento e evolução. Assim, o produto deve
oferecer essas condições, através de novas versões. Caso essa evolução
dependa da aquisição de um novo produto a médio prazo, certamente esse
software não serve para sua empresa. Portanto, verifique se o
fornecedor desenvolveu ou está desenvolvendo outro produto com novas
premissas tecnológicas que anulam o anterior, pois o lançamento
exigirá retrabalho e, consequentemente, novos custos. Certifique-se
que você, enquanto cliente, terá direito perene às evoluções do
software adquirido, sem custo adicional. Sob medida ?Quem não fica satisfeito com a possibilidade de
adquirir um produto personalizado. No caso de software de gestão é o
oposto. Fuja do fornecedor que promete um produto 100% sob medida para
a sua empresa. O que ele deve oferecer é flexibilidade, parametrização
e a possibilidade de desenvolvimento de algumas particularidades, além
da facilidade de comunicação com parceiros (fornecedores, clientes e
bancos). Ele também deverá migrar suas eventuais customizações
(particularidades) para as novas versões. Esse cuidado também elimina
retrabalho, ou seja, reimplantação do ERP. O mais simples: fazer certoFuncionalidade. Essa é a característica básica de um
software de gestão, já que deve ser um facilitador de processos.
Portanto, o ERP ideal, independente de qualquer recurso inédito no
mercado, deve garantir o aproveitamento simples de seus benefícios. Proteção legislativaCertifique-se de que o produto está adaptado à
legislação fiscal, tributária e trabalhista nacional, com garantia de
atualização constante nos planos de manutenção do fornecedor. Cuidado
com os softwares que não garantem suporte às empresas diante das
reformas. Isto deve estar incluso no preço. Lembre-se: o País possui
leis específicas de difícil adequação. Cuidado com produtos que
somente prevêem legislação internacional e/ou parte da complexa e
detalhada política fiscal e tributária brasileira. Padrões de tecnologiaFuja de linguagem proprietária, específica de determinado fornecedor, não utilizada e aceita mundialmente. Com ela, sua empresa poderá tornar-se uma ilha. Fuja de fornecedores que utilizam “gateways”
(conjunto de sistemas que abre uma porta para que dois ambientes
tecnológicos diferentes possam se comunicar), pois eles comprometem a
rapidez e a qualidade.
Camadas de softwareVerifique se o produto apresentado não consiste
apenas em um núcleo, que permite o desenvolvimento do software pelos
seus funcionários ou por prestadores de serviços. Essa liberdade de
montar seu próprio programa abre espaço para custos imprevisíveis,
desfalques, dependência do profissional que o desenvolveu, criação de
software desvinculado de normas e padrões de mercado e, ainda, exclui
a possibilidade de adaptações a novas versões. Caixa preta x transparênciaO software deve oferecer condições de rastreabilidade
para garantir segurança às operações. Ou seja, a identificação do que
foi feito e por quem foi feito, sem riscos de adulterações do banco de
dados. A possibilidade de apagar as informações e substituí-las é um
convite à fraude e a situações impossíveis de auditar. Produtividade do usuárioVerifique características intrínsecas do produto
como, por exemplo, a interface gráfica, que economiza tempo de
operação, a capacidade de transportar dados do ERP para outros
softwares (planilhas, banco de dados, processadores de textos e
outros), navegabilidade simples, capacidade de documentação própria
para fluxos, procedimentos e instruções da empresa. Ambiente Windows e InternetA tendência para os próximos anos é combinar progressivamente mais os recursos da internet com os de software ERP. Para certificar-se de que o seu software poderá acompanhar essa evolução, é preciso verificar se ele realmente funciona no ambiente Windows, de modo que possam ser usados, além de dados alfanuméricos, as imagens, que incluem fotos de produtos, logotipos e gráficos em geral. Os recursos cut and paste (cortar e colar) do Windows são fundamentais para extrair dados do software ERP e disponibilizá-los na Internet. O conjunto de aplicativos, que envolve as planilhas eletrônicas, processadores de textos e browsers (navegadores da internet) também usado no Windows, é um outro elemento facilitador para a extração de dados do ERP, seu posterior processamento e sua disponibilidade na rede. Extrair, transmitir e publicar dados na Internet,
utilizando toda a potencialidade do Windows e de seus aplicativos, em
resumo, dependem de o ERP ter sido construído com tecnologia de última
geração. Internet e comunicação com parceirosMais aberta do que um sistema de EDI (Eletronic Data Interchange ou Intercâmbio Eletrônico de Dados), a Internet oferece um canal próprio de variadas transações com parceiros. Por exemplo, pedidos de compras, cotações de produtos e consultas de tabelas de preços feitas por clientes e operações remotas realizadas por profissionais ligados à empresa ou fornecedores podem ser feitas pela rede com o auxílio de informações geradas pelo software ERP. Dados como esses e outros, destinados a constituir áreas reservadas, possibilitam alimentar o site da empresa, permitindo acesso livre aos parceiros ou por senhas e níveis hierárquicos. A rede permite que uma empresa chegue muito próximo
de um sistema just in time dispensando o uso do telefone e a
custos de ligações locais, ao possibilitar as consultas aos estoques
do ERP e providenciar sua constante reposição. A WEB e a segurança do ERPAs questões de segurança relacionadas ao software de
ERP tendem a aumentar na medida em que ele é integrado à Internet.
Mesmo sem utilizar a rede para transações financeiras, em alguns casos
ainda polêmicas devido à segurança da própria Internet, as informações
do software de ERP devem ser protegidas. Senhas e níveis de acessoUm ERP de qualidade estabelece diferentes níveis de
acesso a funcionários e permite estabelecer graduações de poder para
determinados tipos de operações estratégicas para a empresa. Senhas e
níveis hierárquicos diferentes para o acesso a dados estratégicos são
necessários e devem ser oferecidos pelo produto. E se faltar energia ?O software deve ter os seus processos protegidos, ou
seja, deve ter condições de reiniciar onde parou quando houver falhas
de eletricidade ou paradas súbitas não planejadas, para evitar a perda
de informações (integridade dos dados). Economia de escala e prioridade no atendimentoEvite custos adicionais no momento da compra do software e após a implantação. Informe-se sobre o número de versões do mesmo produto disponibilizadas pelo fornecedor. Diferentes versões de um ERP não significam modernidade e avanço tecnológico. Resultam, sim, em um orçamento mais “salgado”, já que os custos para desenvolver e manter continuamente várias versões diferentes do mesmo produto certamente são repassados aos clientes. Também é importante certificar-se da solidez a longo
prazo do produto a ser comprado, pois, caso o fornecedor lance outro
para substituir o anterior, sem compatibilidade funcional e
tecnológica com a versão em uso pela sua empresa, esta será obrigada a
começar tudo novamente. Proteja os seus investimentos ! Como evitar riscos futurosAntes de adquirir a licença de uso de qualquer
software, analise algumas regras básicas capazes de evitar problemas
na implantação e nos serviços pós-venda. Busque referênciasConsulte clientes e até ex-clientes do fornecedor do software sob análise. Verifique se nas empresas dos clientes as necessidades são semelhantes às suas e são atendidas. No caso de clientes que resolveram mudar de fornecedor ou desistiram do software de gestão, procure saber as causas dessas decisões. Visite também algum cliente não indicado pelo fornecedor. Durante as visitas, procure saber com quem está falando (funcionário que participou da implantação, usuário direto do produto, ex-consultor) e tente identificar os reais interesses do interlocutor ao fornecer tais informações. Qualquer produto indicado especificamente para médias e pequenas empresas deve ser checado de perto. Para isso, verifique na prática sua funcionalidade. Como cada referência de cliente resume informações
que conjugam características do software ERP (funcionalidade e
tecnologia), da software house (serviços e compromisso), e da própria
empresa usuária (organização e capacidade de aproveitamento dos
recursos do software), é recomendável validar suas conclusões,
positivas e negativas, com cada fornecedor, evitando possíveis
equívocos de interpretação que podem comprometer radicalmente a sua
decisão final. Exija de cada fornecedor um claro posicionamento em
relação aos aspectos negativos de sua proposta e de suas referências
de mercado. Parceria a longo prazoComo você pretende estabelecer uma relação de
parceria a longo prazo com seus fornecedores, exponha-lhe suas
limitações e seus problemas. Da mesma forma que você deve ter ciência
de poder conviver com as limitações do fornecedor (todos a temos), ele
também deve poder conviver com as suas restrições. De nada adianta
ambos partirem de uma visão idealizada do parceiro. Cedo ou tarde a
realidade prevalecerá, podendo inviabilizar a continuidade da relação.
Aqui vale o princípio de que “má notícia cedo é boa notícia”. Implantação sem milagresNão se deixe iludir pela promessa de “implantação
mais rápida e barata”. Como parar a implantação é virtualmente
suicida, a proposta pode servir somente para adequá-la ao seu
orçamento, já que sua empresa não disporá de recursos financeiros e de
mão-de-obra para investir em um projeto de longo prazo. Fique atento.
O custo e o prazo reais de implantação variam de acordo com as
necessidades da empresa e o empenho de seu próprio pessoal. O barato e
a pressa podem causar prejuízos a médio prazo, devido à falta de
assessoria, a problemas no funcionamento do software e a customizações
ineficientes. Competência dos consultoresComprove que a equipe de implantação possui
conhecimento atualizado e profundo sobre o software. Certifique-se de
que o fornecedor dispõe de mão-de-obra qualificada e estável. Os
especialistas devem estar comprometidos com a cultura da empresa de
oferecer bons produtos e serviços, já que eles serão os realizadores
de tudo que for acordado com o fornecedor, tanto na fase de
implantação como na de manutenção. Plano de implantação a quatro mãosExija do fornecedor um cronograma de implantação,
elaborado em conjunto com funcionários de sua empresa, que defina
claramente cada etapa do processo de implantação, cujo acompanhamento
possa ser realizado através de um software de controle de projeto,
para manter o cronograma estabelecido. O plano deve atribuir as
responsabilidades do fornecedor e as da sua equipe, Considere custos internosAo negociar o custo da implantação, defina com
antecedência o valor da hora/homem dos especialistas do fornecedor.
Preveja, inclusive, as horas de envolvimento de seus funcionários no
projeto de implantação. Em alguns casos, este custo interno poderá ser
maior do que a contratação de um consultor. Especialista, ele
consumirá menos horas e trará conseqüente aceleração do retorno do
investimento (ROI). Acelere o ROIPreste atenção na ordem estabelecida no projeto de implantação dos módulos. Comece sempre por aqueles que dão retorno mais rápido. Para economizar tempo e dinheiro na fase inicial do
investimento, algumas empresas optam pela implantação modular. Ou
seja, implantam o pacote em etapas. Por exemplo, você pode começar a
implantação por alguns departamentos específicos. Entre eles,
faturamento, contas a receber ou ainda recebimento de mercadorias.
Esse caminho é viável e seguro, desde que a implantação gradual não
traga prejuízos a atividades vitais da empresa e preveja a global,
permitindo que aos poucos e sem traumas, a empresa-cliente atinja a
integração de suas áreas operacionais e gerenciais. Evite reinventar a rodaGaranta que a parametrização assegure a aderência do
software, ou seja, que ele opere da maneira mais próxima do jeito que
sua empresa deve funcionar. Assim, você evita mudanças desnecessárias
de pessoas, processos e equipamentos que redeundam em novos
investimentos. Treinamento otimizadoDurante a implantação, seus funcionários deverão
passar por um programa de treinamento que os qualifique a extrair o
máximo de aproveitamento dos recursos do software. Entre as
particularidades do treinamento, destacam-se a necessidade de ser
padronizado, com materiais e instrutores homologados. Outro elemento
fundamental é o comprometimento da equipe do fornecedor responsável
pelo treinamento com o retorno do investimento feito no ERP. Referências para o custo / benefícioÉ fundamental na composição dos custos de manutenção
do fornecedor a adoção da tecnologia de Orientação a Objeto (OO) na
confecção do software ERP. A Orientação a Objeto contribui para a
qualidade com baixo custo, pois permite aplicações modularizadas com
interoperabilidade, e que podem ser reconfiguradas mais depressa,
entre outras vantagens. Analise a saúde do fornecedorAntes de optar por um fornecedor, que deverá
acompanhar sua empresa a longo prazo devido aos serviços de
manutenção, certifique-se sobre sua boa saúde financeira no mercado.
Caso seja necessário, recorra a órgãos como o Serasa. A garantia de
solidez financeira de seu fornecedor poderá evitar a descontinuidade
da manutenção das operações do seu software de gestão. Lembre-se, se
sua empresa ficar sozinha no meio do caminho será obrigada a procurar
outros serviços e, consequentemente, passar por uma nova fase de
aquisição e implantação. Orientações que não devem ser esquecidasEnvolva sua equipe na escolhaO processo de seleção e análise de um software de
gestão exige a pré-definição das reais necessidades da empresa e
conhecimentos básicos dos recursos oferecidos pela tecnologia a ser
adquirida para satisfazê-las. Assim, como empresário ou membro da
diretoria, evite tomar a decisão sozinho. A participação de
funcionários que estão diretamente envolvidos nos benefícios
operacionais e gerenciais gerados pela implantação é determinante.
Lembre-se cabe ao fornecedor assessorar sua empresa, mas a
concretização da implantação depende do seu pessoal.
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