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Aspectos Microscópicos

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Esfregaço de uma cultura de Bacillus antrhacis
A a maioria da células dispostas em cadeias, embora hajam poucas células isoladas e pareadas. Os bacilos são grandes e Gram – positivos; embora este esfregaço tenha sido preparado de uma cultura jovem  (18 horas), algumas células já perderam a capacidade de reter a coloração de Gram. (Gram, 1000X).

 

 

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Esporos de Bacillus antrhacis
Este esfregaço é de uma cultura mais velha do que a mostrada na figura acima. Os esporos estão corados em verde e as células vegetativas em vermelho. Alguns dos esporos ainda dentro das células, porém outros estão livres. Observe que os corpos celulares não estão distendidos pelos esporos. (Verde malaquita quente contracorada com safranina.

 

Flórida – 9 de outubro de 2001 – imagem microscópica fornecida pelo Exército dos EUA, mostra o Bacillus antrhacis.
Aspectos macroscópicos

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Colônias de Bacillus antrhacis
As colônias de Bacillus antrhacis são grandes, opacas, brancas, e têm uma superfície rugosa e borda irregular; neste particular assemelham-se às colônias de muitos outros Bacillus spp.
Caracteristicamente as colônias não são hemolíticas e têm borda ondulada, observada em algumas colônias desta figura (ága-sangue B, 18 horas e 37ºC; luz refletida, 6X).
 Características
O Bacillus antracis é um bacilo grande, formador de esporos, gram-positivo e que pode ser encontrado em todo o mundo. Os esporos são muito resistentes ao calor e a dessecação e podem sobreviver durante décadas dependendo das condições do solo. Os animais domésticos e selvagens são infectados através da ingestão do esporo por pastar em terra contaminada ou comerem alimentos com o bacilo.O Homem é infectado através da ingestão de carnes contaminadas ou por exposição agrícola ou industrial a carcaças, pele, lã, pêlos e ossos contaminados. Com o uso de vacinas em trabalhadores de alto risco, como também uma vacina para animais, tem sido notificado cerca de 1 caso de antraz por ano durante os últimos 10 anos nos E.U.A. Excepcionalmente, em outubro de 2001 já foram informados mais de 8 casos de antraz nos Estados Unidos, levando a crer que as infecções foram causadas intencionalmente por bacilos manipulados geneticamente, especulando-se até mesmo relacionar-se aos atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001. A maioria dos casos humanos naturais hoje acontecem na África e Ásia onde o uso da vacina ainda não é tão difundido. 

 

Antraz
Em 1877, Robert Koch isolou o Bacillus antrhacis, a bactéria que causa o antraz (carbúnculo) em animais.
As pessoas em risco são aquelas que manejam animais, couro, lã e outros produtos animais de certos países estrangeiros. Os pêlos de cabra e artesanatos contendo couros animais do Oriente médio têm sido uma fonte repetida de infecção. Se o contato é produzido com materiais contendo esndosporos da bactéria, estas podem penetra na pele através de um corte ou abrasão e ali causar uma pústula (figura abaixo).

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Uma pústula de antraz em um braço humano
Esta infecção pustular algumas vezes permanece localizada pela ação das defesas do corpo, mas sempre existe risco de septicemia. Provavelmente, a forma mais perigosa de antraz é a pulmonar, contraída quando os esdosporos são inalados. A doença do separador de lã é uma forma perigosa de pneumonia. Ela começa abruptamente com febre alta, dificuldade de respirar e dor no peito. Esta doença eventualmente resulta em septicemia, e a taxa de mortalidade associada a ela é alta.
Em seres humanos, o antraz é melhor diagnosticado pelo isolamento da bactéria. Uma série de testes morfológicos e biológicos podem ser usados para a identificação precisa. A penicilina é uma droga de escolha no tratamento humano. Contudo, uma vez que a septicemia esteja avançada,  a antibioticoterapia pode se mostrar inefetiva, provavelmente porque as exotoxinas permanecem apesar da morte da bactéria.
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