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Directorium Inquisitorum, o Manual dos Inquisidores.

Parte II – Prática Inqusitorial

 

 

 

O pensamento, ao final do XIV, a respeito da Alquimia

 

“Já sei que vão criticar duramente o julgamento [desfavorável] que Eymerich faz dos alquimistas. Mas essas críticas serão bastante injustas, porque são inúmeros os argumentos para concluir que os alquimistas são impostores. Não faltam autores que, sem temer contradizer-se nos argumentos, defendem a alquimia [grifo nosso]. Mas é bem mais inteligente, mais prudente, ouvir a opinião de quem a considera inútil, e, mais ainda, prejudicial para toda sociedade. De qualquer maneira, esperando saber um dia, com toda a segurança, se é possível ou não produzir, por alquimia, o ouro, a prata ou pedras preciosas (o que, na realidade, não interessa ao inquisidor diretamente), o inquisidor estará muito atento às condições de quem praticar a alquimia: será mais flexível com o alquimista rico do que com o alquimista pobre [grifo nosso]. O rico não correrá o risco de se arruinar praticando a alquimia e pode tranquilamente não chegar a invocar o diabo se fracassar: e o fracasso é certo. Não se poderia dizer o mesmo do alquimista pobre.
Já estou vendo os protestos que esta opinião vai provocar entre os “mestres desta arte [parece que não eram poucos os admirados desta “arte”, a alquimia”  (La Peña, que escreve em finais do séc. XVI ,p. 125)

 

 

 

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