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 HISTÓRIA - Como o artesanato entrou em minha vida...
 


História:

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Logo mais fechou o tempo e um pouquinho antes de "desabar o céu" eu consegui uma carona com um caminhoneiro Uruguaio, que estava indo para São Paulo, ele me deixou na entrada da praia de Garopaba/SC, onde eu comecei a caminhar achando que era próximo a Praia, mas depois de 30 min de caminhada a noite eu desisti e comecei a pedir carona, mesmo achando que era praticamente impossível alguém dar carona aquela hora. Graças a Deus eu estava errado e um Sr. Que eu infelizmente não me lembro o nome, me deu carona até a Av. central de Garopaba, e lá comecei a perguntar para onde ficava a Praia do Siríu/SC onde eu tinha combinado de me encontrar com Ana e Uruguai, me indicaram o caminho “muito escuro e deserto”, e comecei a caminhar pensando na frase: “O que é um peído para quem está cagado.” Logo depois de iniciar minha caminhada vi logo atrás de mim um ônibus, que ia na mesma  direção fiz sinal e ele parou, perguntei ao motorista se el passava no acampamento do Siriu (na ponte), ele respondeu  que sim e só depois perguntei se ele poderia me dar uma carona até lá, ele olhou o horário e disse sim. No decorrer do caminho fiquei olhando o quanto eu teria que caminhar na escuridão, era muito, demoraria cerca de 3 horas para chegar. Ao chegar lá por volta de 23h eu olhava para todos os lados e não via sequer uma luz foi quando achei que desta vez eu ia me dar muito mal, mas eu comecei a caminhar na escuridão em direção a uma sombra que parecia de uma barraca e dois cachorros me atacaram eu não sabia o que fazer quando chegou um Sr. e espantou os cachorros e me perguntou o que eu fazia ali, contei tudo para ele e ele disse tudo bem seus amigos não chegaram ainda aqui, mas você pode acampar por ai e esperá-los. Eu olhei para ele e disse:

- Acampar?
Eu não tenho barraca, cobertor, nada.
Ele me disse então que eu poderia ficar em uma lona que ele havia trazido a mais.
Eu agradeci e fui dormir.

Na manha seguinte quando acordei, vi que era uma praia maravilhosa muito calma e cercada de morros. Adorei mas sabia que não iría conseguir ficar muito tempo lá.

Com a ajuda deste Sr. e sua família que estavam acampando lá eu fiquei 4 dias esperando a Ana e o Uruguai, mas eles não chegaram. Aproveitei estes 4 dias que eu iría ficar sem vender e sem manguear para criar uns trapos ou melhor fazer uns brincos e pulseiras, na esperança de logo vender muito.

No 5º dia pela manhã,   eu decidi ir a pé pela praia até Garopaba onde só lá eu poderia manguear um dinheiro para pegar um ônibus até Ferrugem, foi o que fiz.
Caminhei durante algumas horas pela linda paisagem da praia do Siriu até chegar em Garopaba, manguiei R$ 5,00 em uma sorveteria e depois me dirigi a rodoviária para pegar um ônibus para Ferrugem, ao lado da rodoviária de Garopaba tem uma praça e, é lá que eu peguei o ônibus para minha ultima parada. FERRUGEM.

Ao pegar o ônibus por volta das 13 horas pedi ao motorista para me deixar no local de maior movimento da Praia, e assim seguimos viajem e no caminho eu estranhava pois pelo que eu tinha ouvido falar a praia da Ferrugem era cheia muito linda, mas no entanto eu via uma estrada toda esburacada em direção ao morro, chegando mais próximo a cidade avia calçamento e na hora de descer o motorista me avisou, me espantei quando vi uma cidade praticamente deserta, e pensei novamente que estava em uma situação muito ruim, ai perguntei a um rapaz que passava na rua onde ficava a praia e ele me disse a direção mas para onde ele me indicou só havia mato, muito alto, eu continuei caminhando e comecei a ouvir uma musica "Teckno" muito alta e vi uma trilha que atravessava aquele matagal todo e por ali segui, abri um grande sorriso quando vi que do outro lado daquele mato estava uma praia lindíssima lotada, e havia também uma construção da SKOL BETS, rolando musica e dança. me ajoelhei na praia e gritei é isso, duas moças que passavam ao meu lado pensaram ele é louco.

Tomei um grande banho de mar, afinal de contas eu estava a alguns dias sem tomar banho e logo depois resolvi procurar por meu amigo SALMIR, mas eu não tinha cartão telefônico, mas eu pensei: para quem mangueia dinheiro o que custa manguear um telefonema? Eu me dirigi a uma pousada que eu tinha visto ao descer do ônibus e lá pedi para fazer uma ligação o recepcionista negou sai e vi um bar chamado BALI BAR, e falei com um Sr. que estava lavando a calçada de mangueira, expliquei a situação disse que não conhecia mais ninguém na praia e ele concordou em me emprestar o telefone. Consegui falar com o SALMIR e ele disse para mim aguardá-lo ali, foi o que fiz. quando ele chegou ele me disse que conhecia o dono do BALI BAR, que era ele quem estava lavando a calçada e que por isso ele me emprestou o telefone. Conversando com o Salmir indo em direção a casa dele eu disse o que estava fazendo por ali e que estaria pelas ruas da Ferrugem vendendo meus trampos e dormindo. Ele me disse para ficar na Pousada da família dele, eu disse: Pousada? é eu moro em uma Pousada chamada RECANTO DA FERRUGEM, mas que ela estava lotada e ele ia tentar conseguir um local para mim, e foi isso que ele fez. Conheci sua família toda e me trataram como um filho, muito bem, tomei um banho de chuveiro com sabonete..... HHAAAAA!!!! que coisa boa, e disseram que eu poderia ficar na rede da cozinha se eu quise-se claro que quis e assim todos os dias ficava ali fazendo os meus trampos conhecendo as pessoas que estavam na pousada e a noite ia para BALADA tentar vender algumas coisas.

Próximo ao carnaval, chegaram na pousada um grupo de amigos e amigas que eu adorei muito, pois eles conversavam muito comigo e diferente das outras pessoas que estavam na pousada que apesar de me tratarem muito bem não conversavam comigo como amigos. 

Neste dia eu vi o JASPION huehueh foi o apelido que eu dei carinhosamente a um destes paulistas, pois ele chegou na pousada por volta de 8:30 da manha o horário que o pessoal estava chegando da balada incluindo eu e entrou  rapidamente com um carro e estacionou de ré, abriu todas as portas do carro, subiu em cima do capo e pulou para testar, desceu ligou o rádio ao volume máximo, subiu novamente no carro e começou a dançar a musica do JASPION e como espada ele usou a antena que ele arrancou do carro, e depois começo a dançar Sidney Magal, foi uma cena muito engraçada e ainda mais quando o Zé (O Administrador e dono) da pousada chegou e disse para ele desligar o som e perguntou quem era le já que ele não o conhecia. Foi uma confusão engraçada. No outro dia ele já não estava "tão" louco e resolveu conversar comigo que estava fazendo trancinhas no cabelo da Fátima para fazer algo muito louco no cabelo dele, para que quando ele chega-se em casa mostra-se para a mãe dele ... heheheuheuh foi o que eu fiz e o resultado você pode ver aqui Foto1 e Foto2, assim foi também o Léo entrou no espírito dele e pediu a mesma coisa.

Alguns dias se passam e a maioria do grupo teve que voltar para São Paulo e o Carioca para o Rio, daí a Fátima minha grande amiga disse que eu poderia ficar em um dos quartos que iria ficar vazio, já que eles tinham pago até o fim do Carnaval, aceitei e sai da cozinha para um belo quarto da pousada, onde eu apaguei durante dois dias para recuperar o sono que eu havia perdido, já que na cozinha sempre havia movimento e eu não conseguia dormir direito.

No primeiro dia do carnaval eu estava tão feliz por estar ali, esquecido todos os problemas que eu tinha deixado aqui em Porto Alegre que subi em uma caminhonete com os meus tampos  e comecei a pular e sacudir o PANO (Painel dos brincos) de um lado para outro.

Bom resumindo esta grande história é isto eu voltei logo após o carnaval para Porto Alegre, de carona com uns Argentinos que também fiz amizade na pousada, Fátima e todos voltaram para suas casas e aqui estou eu escrevendo isto tudo e expondo no Parque da Redenção todos os domingos ali próximo ao ARCO DO TRIUNFO.

Agradeço a todos que me ajudaram nesta minha viajem, incluindo aqueles muitos que provavelmente não citei aqui, mas que estão guardados em meu coração.

MUITO OBRIGADO !!!!!!!  

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By Zeca_Cardoso


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