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Aqui
eu tento mostrar um pouco sobre o artesanato, conto como
aprendi e o que vivi.
ainda o texto está muito confuso, mas eu pretendo logo
que tiver um tempo contar mais detalhadamente tudo.
Está foi uma idéia que tive na praia da Ferrugem
conversando com uma amiga que conheci na "Pousada
Recanto da Ferrugem", a idéia era sobre divulgar
meus trabalhos para vender mais, como assim na Praia da Ferrugem?
Bom Essa é uma longa história espero que esteja
disposto a ler.
Sou de Porto Alegre, onde atualmente moro, mas no começo
deste ano de 2004, eu praticamente "pirei" por
causa de uma menina que eu gostava. Depois que ela me
provou de muitas maneiras que ela não gostava nem um
pouco de mim e que ficou comigo por puro divertimento,
no dia seguinte lembrei que ao voltar a Porto
Alegre seria a mesma coisa, então eu resolvi seguir
viagem sem rumo em direção Norte, indo em seguida para
praia de Imbé/RS lá eu
comecei meu primeiro MANGUEIO, eu nem sabia ainda o que
era isso, mas vou explicar já de inicio. O MANGUEIO
trata-se de pedir dinheiro às pessoas pode ser sem nada
em troca ou pode ser com artesanato que é o mais comum,
Ex. Em um Bar ir de mesa em mesa oferecendo pulseiras,
mas lá em Imbé em nem
pensava em trabalhar com artesanato eu só pensava em
seguir viagem "por quanto tempo nem eu sabia",
consegui juntar R$ 2,80 e tentei comprar uma passagem
para praia de Torres/RS,
mas a passagem custava bem mais do que eu
imaginava, custava R$ 10,30 mas a moça do balcão por
sinal muito gentil ela percebeu que eu estava disposto a
ir até a pé, então ela me deu uma dica:
- O ônibus que vai para Torres é o mesmo que vai para
Capão da Canoa e até lá custa R$ 3,20.
Parecia que ela estava me dizendo pega entra e fica
quieto e só desce em Torres.
Foi isso que eu fiz entrei assustado,
mas fui o ônibus parava em muitas praias e em
uma delas subiram 3 Brigadianos
que somados a minha vontade de urinar me deixaram muito
nervoso. OBS. No ônibus não havia banheiro.
Felizmente consegui chegar a Torres, onde passei do dia do
dia 06/01/04 até 16/01/04 dormindo nas ruas de Torres,
pedindo comida nos restaurantes e vagando pelas ruas
andava da praia da CAL até o calçadão varias vezes
por dia até que no 15° dia de minha viajem eu comecei
a pensar ... olhei
os artesões trabalhando e a maioria ganhando bastante
dinheiro, suficiente para mim não pedir mais comida,
cigarros, e poder pagar uma boa pousada para mim dormir,
então cheguei ao lado de um artesão que era chamado de
Chapéu de Palha que parecia o mais carismático de
todos e perguntei:
- Você pode me ensinar? Ele respondeu:
- Não, você já nasce com o DOM.
- Eu falei: Mas como ninguém nasce sabendo.
- Ele respondeu novamente que não iria
me ensinar.
Pensei logo, bom me enganei este cara não era tão
carismático assim, ele só vende porque ele chama os
clientes para seu pano.
Passei para outro artesão e para minha surpresa ele
respondeu exatamente a mesma coisa.
Bom esses caras estão de pegadinha comigo, eles sabem
que eu preciso vender para sobreviver que não faço mal
a ninguém e a maioria até já me chama pelo nome de
tanto me ver por aqui, foi o que eu pensei. Mas este
segundo artesão para minha surpresa era do mesmo bairro
que eu e chamava-se Daniel (Uruguai), e sua namorada ANA
PAULA (Aninha), disseram que poderia ficar vendo eles
trabalharem e ficar junto deles para não ficar sozinho
e completaram falando que eu tinha o DOM do MANGUEIO,
pois eu conseguia mais dinheiro que eles às vezes, sem
TRAMPO (Trabalho) nenhum e que poderiam me emprestar
umas voltas de arame e o alicate para mim
tentar fazer algum trabalho, é claro que aceitei, e ao
pegar o alicate em poucos segundos eu fiz meu primeiro
trabalho "Uma FLOR PORTA INCENSO", quando eu
terminei mostrei logo para eles dois que comecei a
considerar como meus mestres do artesanato, e o Uruguai
me disse que demorou quase um ano para aprender aquele
ponto. Isso foi o bastante para me motivar e dois dias
depois eu já havia comprado meu alicate com o dinheiro
das vendas dos artesanatos que fiz com cerca de 2m de
arame que ganhei e tinha uma pequena mochila com algumas
matérias que me foram dados pelos outros artesões que
gostaram muito de mim, com um pouco de material me dado
por cada um deles e mais os que eu havia comprado, em 7
dias eu já estava quase que independente, não era nem
mais chamado de "MICRÓBIO", apelido que os
artesões dão a aqueles que estão aprendendo a arte, e
não fazem muitos trabalhos.
Já não dormia na rua, comprava comida, cigarros e tudo
que eu precisava. Foi lá pelo dia 23/01/04 que conheci
duas meninas irmãs “chamadas LILI e Mônica” que
moravam e ainda devem morar em Santa Rosa/RS
que eu carinhosamente apelidei de ITALIANINHAS, por
causa do sotaque que elas tinham, ao conhecer estas duas
meninas no MORRO DA CAL, comecei a conversar primeiro
interessado em uma delas e com o passar do tempo apenas
por amizade percebi que eu estava agindo como uma criança
e que a vida continuava, apesar de vários problemas que
eu achava que tinha havia muitos problemas maiores que
os meus.
Depois de algum tempo cerca 10 dias resolvi ir embora no
mesmo dia em que elas iriam, foi quando eu convidei
Aninha e Uruguai para irem junto comigo para uma praia
que eu tinha ouvido falar que se chamada FERRUGEM/SC,
lá morava um amigo que eu havia feito em Porto Alegre
chamado SALMIR e eu sabia o telefone dele, eles toparam
e pela manha do outro dia nós começamos a caminhar
durante 2h e meia até o POSTO DE CAMINHÕES da BR 101
que fica na entrada de Torres, pois iríamos de carona,
já que a passagem até lá era muito cara. Lá eu
consegui uma carona, mas o motorista só deixava que
dois fossem, então não quis separar o casal e disse
para que eles fossem e me esperassem na Praia do Siriu
em um acampamento Hippie que
havia lá. Foram e esta foi a ultima vez que os vi
pessoalmente.
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