São Paulo, segunda-feira, 23 de março de 2009
Tiro de Meta
Anterior Próxima
 
A Dona Beija do Leblon
Quem se lembra de
uma boa atuação de Luana Piovani? Um papel de
destaque? Elogios na imprensa por um personagem interpretado por ela? Mas basta
abrir o site da Globo on
line que todo santo dia esta lá o que a Luana fez:
circulou pelo Leblon com amigos ou sozinha, se refrescou no chuveirinho da
praia, entrou na água, saiu, falou ao celular. E foi à praia com fulano, sem
fulano. Aí acontece um barraco.
E ela vai à praia, troca de parceiro, vai à praia. Sai à noite, bebe, bate,
apanha. Aliás, se ser barraqueiro determinasse endereço de favela, muito
favelado tinha que mudar para a Zona Sul e muita gente que mora na Zona Sul ia
ter que subir o morro.
Mas na retrospectiva da carreira de Luana, o primeiro episódio – que o povo
ficou sabendo – foi um belo par de chifres no Rodrigo
Santoro. Aliás, o chifre foi o de menos no episódio. A maneira como ela
fez as coisas, foi o que chocou. Deixou o Santoro
no Rio de Janeiro e o coitado, na maior das boas intenções, jurando amor e
fidelidade , enquanto sua amada se mandava para Salvador onde, sem o menor
pudor, foi para o meio da multidão de fotógrafos, no meio da área de imprensa e
se atracou com um tal de Cristiano Rangel,
apresentado como empresário, mas que na verdade, é um destes filhinhos de papai
que ninguém sabe de onde surgem e pra que existem.
Foi um chifre público de tão baixo nível que não teve quem não afirmasse : “que
baixaria!”. Aliás, Luana , adora, trocar muito de namorados. Os porteiros do
edifício onde ela mora devem ficar zonzos com o entra-e-sai. Um verdadeiro
carrossel, cada hora sobe um diferente...
E Luana-roda-vida percorreu mãos, camas, bocas e, se
o Baixo Leblon não existisse, seria criado em homenagem a ela. Esta mulher está
sempre pronta para uma baixaria. E a imprensa , ou melhor, alguns tipinhos da
imprensa, ainda têm a cara-de-pau de tentar rotulá-la como “poderosa”.
Se fosse uma mocinha da Rocinha, certamente, não seria tratada com tanta
benevolência. Os adjetivos seriam outros...
E seus parceiros, chifrados ou chifrudos, foram educados. A maioria entendeu que
ela tem uma necessidade louca de se exibir, de fazer ciúmes no parceiro, de
tomar todas e depois ficar com cara de quem comeu e não gostou .
Ela tem a caridade à flor da pele. Gosta mesmo de dar o melhor de si ao próximo.
E a fila anda rápido.
Vejam a lista básica dos que já ficaram com a Dona
Beija do Leblon: João Paulo Diniz, Guilherme Fontes, Rodrigo
Santoro, Cristiano Rangel, Paulinho
Vilhena, o modelo Caco Ricci,
Marcos Palmeira, Rodrigo Hilbert, Rico Mansur, Dado
Dolabella, Simão. Fora aqueles do começo que a
incentivaram a seguir carreira de atriz, provavelmente, como se diz por aí, pelo
famoso “teste do sofá”, que não sei se ela fez,
mas se fez,
passou.
O que mais me intriga é um tipo destes se dedicar a fazer peças para o público
infantil. E em cada novo roteiro, ela aparece com menos roupa. Porque o talento
é zero. Atuação, zero à esquerda. A criançada não merece. Então, o objetivo deve
ser atrair os papais da garotada para que levem os pimpolhos para assistir à
peça.
E sempre repetindo o mesmo papel, um dia a casa caiu. Foi assim que cansada de
ter Dado só em casa, ela tomou todas, o futuro marido também, e na estréia de
sua peça, casa lotada, se esfrega neste, naquele – quem estava lá viu e ouviu –
e os brios do sujeito, depois de muitas, levaram-no a dar uma sacudidela na tal.
O pior sobrou para a velhinha camareira. Estava no lugar errado, na hora errada.
Mas ninguém se lembra dela. Só falaram na Luana. Você ficou com dó da
Piovani? Eu, não, apesar de abominar a violência
contra mulheres.
Ah, violência contra mulher é mesmo inadmissível, mas La
Piovani há muito merecia umas boas
palmadinhas no traseiro, coisa que sua mamãe não fez
quando devia. Uma dondoca que educou a filha para chegar ao ponto que se
encontra hoje.
Sendo assim, Luana fez valer a nossa lei, que é para todos,
certo? E o já ex-futuro marido precisa se manter a 250 metros de
distância da tal. Chegou próximo,e ainda levou uma trena, fazendo pouco caso da
Justiça (verdade seja dita) e, aí, ela mandou o advogado, que paga a peso de
ouro, ligar para a polícia. Nada como poder pagar um advogado influente em
delegacia da Zona Sul.
Uma operação com carros e policiais foi montada para levar o “meliante” Dado à
cadeia. Atendimento de primeira.
Como é bom ver a Justiça sendo feita. Você acha isto? Eu, não. Não que o Dado
seja um pobre e inocente menino, mas que foi um exagero, isso foi!
Enquanto a “recatada” Luana tinha seu dia de grande vítima da violência
masculina, outras mulheres, com menos fama, são espancadas, exploradas nas ruas,
outras são estapeadas (e não sacudidas como ela), violentadas, torturadas,
assassinadas, e... cadê a policia? Ah, está ocupada
fazendo “justiça”, prendendo o Dado.
Que falta faz uma boa educação moral. Luana não a teve, ou se a teve, não a
absorveu. Tornou-se uma pessoa fútil, com valores efêmeros e que, se não abrir
o olho, vai ter como grande último ato, algo triunfal como aconteceu com Ângela
Diniz. Luana Piovani é uma atriz medíocre. Mas
temos que concordar que se, na vida real, La
Piovani continuar representando seu atual papel,
poderá, em pouco tempo ser protagonista de fato realmente grave a ser
lamentado. Se nao apanhar na cara, vai apanhar da
vida.
[email protected]
_________________________________________________
Júnia Turra é jornalista
e escreve nesta coluna às quartas-feiras.
|
MURAL DE
RECADOS DO MPR
|