São Paulo, segunda-feira, 30 de março de 2009
Blog da Lio
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Para colorir
O livro "Para colorir" do
baterista e talentoso cronista baiano Ricardo Cury é uma delícia. São crônicas
sobre a vida dele e de rock.
Muito bem escrito, divertido, engraçado, inteligente, emocionante, moderno e
muito rock and roll. Acho que foi Angeli quem disse, não tenho certeza, que o
rock não é só a música, o rock é uma atitude, um estilo, e eu concordo. Angeli é
um cartunista rock and roll e lendo o livro, senti falta dos cartuns dele em
alguns momentos. Sem desmerecer o ótimo trabalho do ilustrador mas Angeli seria
perfeito.
São crônicas saborosas, roqueiras, bem baianas naquilo que a cidade da Bahia
(Salvador) tem de mais divertido e bem humorado. O jeito de ser, o jeito de
falar, o jeito de viver, tão particular e único do soteropolitano é traduzido
fielmente no livro, naturalmente, sem enaltecer a "baianidade nagô" nem a
baianidade sozinha que é um saco.
Foi um vexame, mas soube da existência do livro através do Caderno Folheteen da
Folha de São Paulo, na coluna de Álvaro Pereira que raramente fala bem de algo
ou alguém. Ele falou bem do livro (!!) e deu o endereço do Blog de Ricardo (ver
link abaixo), entrei, amei, fiz um contato e comprei diretamente com ele. Um
luxo comprar direto com o autor.
Eu virei tão fã que é o meu presente favorito para dar a todo mundo. Dei de
presente até para meu pai, que óbvio, não gosta de rock, mas que adorou. Não tem
como não gostar.
Foi o livro que me reconciliou definitivamente com a cidade de Salvador. Depois
de dez anos em São Paulo, voltei a morar em Salvador e foi um choque. Quase dez
anos de volta, ainda emocionalmente em São Paulo, foi por causa desse livro, que
eu, finalmente, voltei a amar morar em Salvador com tudo que isso tem de bom e
de ruim. Voltei a curtir nossa “baianice” e a me identificar novamente com as
coisas daqui. Nosso jeito de fazer as coisas e principalmente com nossa
linguagem.
É imperdível. O livro é todo bom do começo ao fim.
Trecho (em que literalmente chorei de ri).
A ansiedade está
matando a sociedade. Se você receber um arquivo de uma foto de um amigo seu,
tirada dele no show dos Los Hermanos, e demorar três segundos para aceitar, o
cara enlouquece:
Eu que já não quero ser um vencedor diz:
PEGA LOGO PORRA
Eu que já não quero ser um vencedor diz:
PEGA, CARALHO
Eu que já não quero ser um vencedor acabou de pedir sua atenção!
Eu que já não quero ser um vencedor diz:
VAI PEGAR NÃO, É?
“Eu que já não quero ser um vencedor”, acredito que você devia levar a vida mais
devagar, para, de repente, não faltar amor.
Outro problema do MSN é quando quero falar com alguém, fico procurando o nome da
pessoa e não encontro. Aí, depois de meia hora, descubro que ela estava se
chamando de “O que não me mata me fortalece”. O que era para facilitar a
comunicação, atrapalha a comunicação.
Blog Eu tava aqui
pensando ou blá blá blá
http://www.ricardocury.blogspot.com/
[email protected]
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Eliana de Morais é
produtora de eventos, baiana, ex publicitária,
turismóloga, tem um curso de eventos, professora da
Pós-Graduação em gestão e organização de eventos das Faculdades Olga
Mettig e arrisca textos.
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MURAL DE
RECADOS DO MPR
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