São Paulo, segunda-feira, 23 de março de 2009
Blog da Lio
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Estamira
O documentário brasileiro
Estamira é uma jóia. O gênero documentário é o tipo
de filme que mais me agrada no cinema nacional. Além do fato, em minha opinião,
animador e bem vindo, de ter sido patrocinado -a maior parte- por empresas
privadas diversas, ainda por cima é muito bem feito e que história de vida! Que
generosidade do diretor de filmar essa pessoa e contar a história dela para a
gente! Encanta a generosidade de contar a história de alguém tão à margem! Ela
diz coisas sem nexo e também coisas que fazem o maior sentido e que tem a maior
propriedade no mundo de hoje. O que mais gostei foi ela dizer: 'não tenho raiva
da Terra, a Terra é indefesa'. É mesmo, Estamira.
Sinopse
Estamira é uma
mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais. Ela vive e trabalha
há 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim
Gramacho, um local que recebe diariamente mais de 8
mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro. Com um discurso filosófico e
poético, Estamira analisa questões de interesse
global.
O discurso poético de Estamira
Do site
http://2004.festivaldorio.com.br
Enquanto fazia um trabalho fotográfico no Aterro Sanitário de Jardim
Gramacho, na Baixada Fluminense, o produtor, diretor
e fotógrafo carioca Marcos Prado encontrou uma pérola:
Estamira, 63 anos de idade. Ela trabalha no lixão há mais de duas décadas
e há muitos anos sofre de esquizofrenia, mas nem por isso deixa de ter fortes
opiniões a respeito das pessoas, de Deus e até da política internacional. Além
disso, ela lidera a pequena comunidade onde vive, formada por velhos que habitam
o lixão. "A Minha missão, além de ser a Estamira, é
mostrar a verdade e capturar a mentira (...) Você é comum. Eu não sou comum.
(...) Eu sou a visão de cada um. Ninguém pode viver sem mim, sem a
Estamira", afirma.
Deste encontro inesperado surgiu o documentário Estamira,
onde Marcos Prado acompanhou, durante três anos, a vida desta mulher que
sobrevive no lixo da civilização. Desde 2000, ela começou a se tratar em um
centro psiquiátrico. O filme mostra suas idéias e sua transformação a partir dos
efeitos dos remédios.
Com um discurso eloqüente, filosófico e poético, ela consegue superar sua
condição miserável para por em questão os valores perdidos da sociedade. "Às
vezes é só resto. Mas, às vezes também vem descuido. (...) Economizar as coisas
é maravilhoso, pois quem economiza as coisas tem. Quem não tem sofre.", disse
Estamira, sobre o lixo.
O diretor Marcos Prado, de 43 anos, foi produtor de Ônibus 174, de José Padilha,
(vencedor do prêmio da crítica no Festival do Rio de 2002) e de Os carvoeiros,
de Nigel Noble Brasil, inspirado em seu premiado
ensaio fotográfico e selecionado para o Sundance
Film Festival. (Dominique
Valansi).
[email protected]
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Eliana de Morais é
produtora de eventos, baiana, ex publicitária,
turismóloga, tem um curso de eventos, professora da
Pós-Graduação em gestão e organização de eventos das Faculdades Olga
Mettig e arrisca textos.
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