Biografias
Os textos são próprios
ou recolhidos de outros espaços.
Podem ser copiados livremente desde que mantenha suas
respectivas fontes.
Estamos
constantemente pesquisando, digitalizando, recolhendo,
com a devida autorização, novos assuntos
e curiosidades sobre nomes celebres e famosos de todos
os tempos da área musical. Abaixo disponibilizamos
os que pesquisamos ou recolhemos recentemente. Você
pode acrescentar um artigo de um nome célebre aqui.
Veja como
funciona!
Clique
nos links abaixo:
Bach
Beethoven
Chopin
Carlos Gomes
Debussy
Franz Liszt
Francisco Braga
Haendel
Haydn
Mendelssohn
Monteverdi
Pe. José Mauricio
Shoutz
Schubert
Tchaikovsky
Vivaldi
Wagner
Verdi
Envie comentários, sugira nomes, assuntos e
tópicos. Seu comentário é muito
importante para nós.
Divulgue e indique este site a um irmão
amigo.
Johann
Sebastian BACH
* Eisenach, 21 março 1685
+ Leipzig, 28 julho 1750.
Alemão
Johann Sebastian Bach sentia-se em paz em ambientes tranqüilos
como o de uma igreja vazia. Gostava de ir até lá
para improvisar demoradamente, pelo puro prazer de dar
formas aos sons e ouvi-los ganharem sentido.
Para
Bach, a música não era apenas um ofício,
mas uma necessidade interior, surgida em sua juventude
e a qual ele se entregou durante toda a vida. Não
foi um menino prodígio, sua carreira se fez lenta
e laboriosa. Também não foi um inovador
de padrões estéticos: estudou música
da sua época, dominou-a e através dela exteriorizou
a sua personalidade. Era homem do povo e utilizou elementos
populares como base para aquilo que compunha.
Somente
a posteridade reconheceu nele um gênio que, aproveitando
os componentes mais ricos da arte musical do século
XVIII, usou-os como meio de expressão pessoal e
exclusiva, para realizar suas grandes obras.
Compositor e organista alemão [24 na genealogia
da família Bach].
Foi o filho caçula de Johann Ambrosius Bach, músico
municipal, com quem provavelmente aprendeu violino e rudimentos
da teoria musical. Quando tinha dez anos ficou órfão
e foi viver com seu irmão mais velho, Johann Cristoph,
organista na Igreja de S. Miguel, Ohrdruf, que lhe deu
aulas de cravo. De 1700 a 1702 freqüentou a escola
de S. Miguel, em Lüneburg, onde cantou no coro da
igreja e provavelmente em contato com o organista e compositor
Georg Böhm. Também visitou Hamburgo para ouvir
J. A. Reincken ao órgão da Igreja de Sta.
Catarina.
Após concorrer sem sucesso a um posto de organista
Sangerhaussen, 1702, Bach passou a primavera e o verão
de 1703 como “lacaio” e violinista na corte
de Weimar, assumindo depois o posto de organista da Neukirche,
em Arnstadt. Em junho de 1707 mudou-se para St. Blasius,
Mühlhausen, e quatro meses depois casou-se com sua
prima, Maria Barbara Bach, na vizinha Dornheim. Bach foi
nomeado organista e músico da câmara do duque
de Saxe-Weimar em 1708, e ao longo dos 9 anos seguintes
tornou-se conhecido como importante organista, tendo então
composto muitas de suas melhores obras para este instrumento.
Durante esta época teve sete filhos, incluindo
Wiheln Friedemann e Carl Philipp Emanuel. Quando, em 1717,
foi nomeado Kapellmeister em Cöthen, a principio
foi-lhe negada a permissão para deixar Weimar,
só lhe sendo permitido faze-lo após ter
passado quase um mês na prisão do duque.O
novo empregador de Bach, o príncipe Leopold, era
um músico de talento que amava e compreendia a
arte. Uma vez que a corte era calvinista, Bach não
tinha não obrigações de capela, concentrando-se,
em vês disso, na composição instrumental.
Datam desse período seus concertos para violino
e os seis Concertos para Brandenburgo, bem como numerosas
sonatas, suítes e obras para teclado, incluindo
várias (p.ex., as Invenções e o Livro
I do Cravo) de caráter didático. Em 1720,
Maria Barbara morreu, quando Bach visitava Karlsbad com
o príncipe; em dezembro do ano seguinte casou-se
com Anna Magdalena Wilcke, filha de um trompetista da
corte de Weissenfels. Uma semana mais tarde o príncipe
Leopold se casava, e a falta de interesse de sua esposa
pela arte levou-o a reduzir o apoio dado à música
na corte de Cöthen. Em 1722 Bach apresentou sua candidatura
o prestigioso posto de director musices de Leipzig e Kantor
da Thomasschule, na mesma cidade. Em abril de 1723, depois
que os candidatos preferidos, Telemann e Graupner, retiraram
suas candidaturas, foi-lhe oferecido o posto, e ele aceitou.
Bach continuou Thomaskantor em Leipzig pelo resto de sua
vida, freqüentemente em conflito com as autoridades,
mas um chefe de família feliz, além de pai
orgulhoso e zeloso. Seus deveres centravam-se nos serviços
de domingos e dias de festa para as duas principais igrejas
da cidade, e durante seus primeiros anos em Leipzig compôs
uma quantidade prodigiosa de música eclesiástica,
incluindo quatro ou cinco ciclos de cantatas, o Magnificat,
e as Paixões, segundo São João e
segundo São Mateus. Nessa época já
era famoso como organista virtuose, sendo muito requisitado
como professor e especialista em projeto e construção
de órgãos. Sua fama de compositor cresceu
gradualmente, a partir de 1726, quando começou
a editar algumas de suas músicas para teclado e
para órgão.
A
partir de cerca de 1729 o interesse de Bach pela composição
de música eclesiástica decaiu acentuadamente,
e a maior parte de suas obras sacras depois dessa data
incluindo a Missa em Si menor e o Oratório de Natal,
consiste principalmente de “paródias”
ou arranjos de músicas anteriores. Ao mesmo tempo
assumia a direção do Collegim musicum que
Telemann fundara em Leipzig, em 1702 — uma sociedade
de caráter amador que dava concertos públicos
com regularidade. Para esses eventos Bach fez arranjos
de concertos para cravo e compôs várias cantatas
em grande escala, ou serenatas, a fim de impressionar
o Eleitor da Saxônia, que lhe concedeu o título
obsequioso de Hofcompositeur em 1736.Anna Magdalena teve
13 filhos em Leipzig, entre eles o caçula de Bach
Johann Christian, nascido em 1735. Em 1744, Emanuel, o
segundo filho de Bach, casou-se e três anos depois,
Bach foi visitar o casal e seu primeiro neto em Potsdam,
onde Manuel trabalhava como cravista de Frederico, o Grande.
Em Potsdam, Bach improvisou sobre um tema sugerido pelo
rei, e isso levou à composição de
Oferenda musical, um compêndio de fuga, cânone
e sonata, baseado no tema real. O artifício contrapontístico
predomina na obra da última década de Bach,
durante a qual sua filiação (a partir de
1747) à erudita Sociedade de Ciências Musicais,
de Lorenz Mizler, influenciou profundamente seu pensamento
musical. As Variações canônicas para
órgão foram uma das obras que Bach apresentou
à Sociedade, e é possível que a inacabada
A arte da fuga também tenha sido criada para distribuição
entre seus membros.
A visão de Bach começou a se deteriorar
durante seu último ano de vida e, em março
e abril de 1750, foi operado duas vezes pelo oftalmologista
itinerante inglês John Taylor. As operações
e o tratamento subseqüente podem ter apressado a
morte de Bach. Ele recebeu o último sacramento
em 22 de julho e morreu seis dias depois. Em 31 de julho
foi enterrado no cemitério de S. João. Sua
viúva ainda viveu mais dez anos, morrendo na pobreza
em 1760.
A produção de Bach abrange praticamente
todos os gêneros musicais de sua época, exceto
os gêneros dramáticos da ópera e do
oratório (seus três “oratórios”
só o são num sentido muito especial). Ele
inaugurou novas dimensões em virtualmente todos
os setores de trabalho criativo a que se dedicou, no formato,
na qualidade musical e nas exigências técnicas.
Como era normal na época, sua produção
criativa esteve, na maior parte, ligada a fatores externos,
ditados por seus locais de trabalho e empregadores, mas
a densidade e complexidade de sua música são
de tal natureza que analistas e comentadores descobriram
nele significados religiosos e numerológicos dificilmente
imagináveis na música de outros compositores.
Muitos de seus contemporâneos, especialmente o crítico
J.A. Scheibe, consideraram sua música complexa
e carente de apelo melódico imediato, mas suas
harmonizações corais e obras em estilo fugal
foram logo adotadas como modelos para a nova geração
de músicos. O percurso de desenvolvimento musical
de Bach não se deixou desviar (apesar de não
ter deixado inteiramente de se influenciar) pelas mudanças
no estilo musical ocorriam a sua volta. Junto com seu
grande contemporâneo, Haendel (que o acaso o impediu
de conhecer), Bach foi o último grande representante
da era barroca, numa época que já rejeitava
essa estética, em favor de um estilo novo, o do
“Iluminismo”.
fonte: Lorenzo Perosi - UFES.

Ludwig
van Beethoven
Em
1770, Ludwig van Beethoven nasce em Bonn, aos 16 de
dezembro. inicia seus estudos musicais em 1775. em 1783
é publicada sua primeira composição:
variações sobre a marcha de Dressler.
Quando tinha dezessete anos, visita viena onde toca
para Mozart, que lhe prevê grande futuro. Sua
cabeleira revolta e crescida denotava falta de trato.
O desalinho de suas roupas também. Os bolsos
do paletó estavam atulhados de partituras, lápis
e blocos de papel, além de um lenço colorido
que de vez em quando sacava para assoar o nariz ruidosamente.
Contrastando com os trajes e os modos negligentes, seu
ar de nobreza marcava-lhe a fisionomia carregada. A
testa larga, a boca enérgica e o brilho intenso
de seus olhos negros sugeriam autoridade e poder. Os
olhares de curiosos que observavam sua estranha figura
não o perturbavam pois estava sempre alheio a
tudo, conversando consigo mesmo, por vezes cantando
alto (forte), enquanto agitava no ar suas grandes mãos,
como que regendo uma orquestra invisível. Alguns
o julgavam louco. Ninguém notava que este era
surdo. Havia revolucionado a arte, criando uma obra
musical arrojada e gigantesca, que tanto a nobreza,
quanto o povo europeu aclamavam com admiração.
"Minha
vida são minhas notas" disse ele uma vez
e, na verdade, a música foi o melhor de sua existência.
Inteiramente dedicado a ela na solidão do mundo
de silêncio em que viveu, Beethoven descobriu
para a humanidade um universo sonoro insuspeito, grandioso
e fascinante.

Fréderic
François Chopin
Nascido em 22 de fevereiro de 1810, na Polônia.
Aquilo que Fréderic François Chopin contava
em suas cartas nem sempre podia ser tomado ao pé
da letra; às vezes, revelava mais o estado de ânimo
do compositor do que na verdade dos fatos. Chopin usava
as palavras como fazia com as notas: deixava que fluíssem
livremente, externando o que sentia. Sua individualidade
vinha em primeiro lugar. Suas composições
eram disputadas pelos editores, o que fazia lhe render
um bom dinheiro. Transformado em ídolo pela elite
da capital francesa aos 23 anos de idade, ele podia escolher
seu público e, como as grandes platéias
causavam-lhe mal-estar, preferia a atmosfera dos salões
da aristocracia, onde a beleza de suas criações
eram devidamente apreciadas.
Apesar da influência dos revolucionários
ideais do romantismo, conservou a concepção
que tinha de música desde a sua juventude na Polônia.
Não chegou a dar plena expressão à
imensa capacidade criadora que possuía, pois aos
39 anos teve sua carreira brilhante interrompida pela
morte. Valeu-se exclusivamente do piano e graças
a ele se imortalizou.

Frans
LISZT
-
Liszt nasceu em Raiding, Hungria,
em 22 de outubro de 1811, e faleceu em Bayreuth em 31
de julho de 1886. Como compositor, criou uma nova forma:
o poema sinfônico. As suas obras revelam uma fina
cultura musical e literária.
-
Como pianista,
transformou toda a técnica do instrumento. Dono
de habilidade impressionante, criou novos efeitos sonoros
e de execução. Como tinha a facilidade
de tocar tudo o que se imaginava impossível,
exercia um domínio extraordinário sobre
o público, que permanecia impressionado quando
de suas apresentações. Foi, talvez, o
músico que mais recebeu condecorações
e honrarias, além dos três monumentos que
lhe dedicaram, em Oedemburg, Weimar e Stuttgart, respectivamente
(Exemplo a escutar: Liszt - Rapsódia Húngara
nº 5).

Pyotr
Ilitch Tchaikovsky
Pyotr Ilitch Tchaikovsky,
nasceu no dia 7 de maio de 1840. Em 1850, já
com dez anos, começa a compor. Em 1859, entra
no Ministério da Justiça como funcionário.
Seus colegas de trabalho não conseguiram entender
Tchaikovsky. Com pouco mais de 19 anos, bem educado
e instruído, poderia, se quisesse, garantir para
si um futuro confortável no funcionalismo público.
Mas o rapaz era uma criatura esquisita: não dava
o menor valor ao cargo que ocupava. Redigia sem cuidado
os documentos oficiais, deixava atrasar o serviço,
rasgava tiras dos processos para fazer bolinhas e mascar,
levando a sua distração ao extremo de
um dia mastigar um requerimento inteiro - o qual era
redigido ao próprio Ministro e teve que ser copiado.
Seus superiores o repreendiam com freqüência,
porém era inútil. Tchaikovsky ouvia as
descomposturas passivamente, sem discussão. Certamente
se magoava, mas tinha que ganhar a vida. E em seu íntimo,
consolava-se com a idéia de que servir como uma
peça anônima da imensa máquina burocrática
da Rússia era apenas uma circunstância
provisória, não uma condição
definitiva. sonhava em ser compositor. pretendia conquistar
a glória.
A tarefa ao que
se propunha não era fácil. Na Rússia
daquela época, a música era um mero passatempo
de salão, que se ensinava aos jovens aristocratas
e aos filhos de burgueses ricos, uma espécie
de ramo secundário da cultura. Dessa forma, ser
compositor significava não ter uma profissão
definida. Tímido e pessimista, Tchaikovsky era
mal dotado para enfrentar o problemático dia-a-dia
da vida de uma músico. Possuía uma sensibilidade
neurótica, que o fazia ver em cada insucesso
um tormento, em cada contratempo um inferno. Entretanto,
ele enfrentou com tenacidade todos os reveses de uma
longa carreira musical, sem deixar que a insegurança
e a angustia tolhessem o fluxo de sua imaginação
e o impedissem de criar uma obra numerosa e variada.
A crítica o acusou de descontinuidade e decadentismo.
Contraditório e desajustado como pessoa, o compositor
expressou naquilo que produziu as suas contradições
e seu desajuste sem vincular suas criações
aos padrões da época em que viveu. Foi
romântico numa fase em que o romantismo estava
fora de moda. Mas apesar de tudo, foi indiscutivelmente
um artista brilhante, um criador sincero e autentico,
cuja música resistiu ao tempo e sobrevive até
hoje, em todos os cantos do mundo.

Antonio Carlos Gomes
Campinas - 1836 a 1896
Compositor
Brasileiro de descendência portuguesa, Carlos
Gomes iniciou seus estudos com seu pai, chefe de banda
em Campinas, onde aprendeu a tocar vários instrumentos,
começando a compor aos 15 anos de idade. Em 1859,
fez uma excursão artística a São
Paulo com seu irmão, onde obteve grande êxito
com seu "Hino Acadêmico".
De regresso a Campinas, onde ficou durante pouco tempo,
mudou-se para o Rio de Janeiro, onde imgressou no Conservatório.
Neste, estudou com Joaquim Gianini e, em 1861, apresentou
sua primeira ópera, A Noite do Castelo, seguida
de Joana Flandres, dois anos depois. Foi nomeado cavaleiro
e, posteriormente, oficial da Ordem da Rosa por D. Pedro
II, que já havia nomeado seu pai para a capela
real. Logo depois, este mesmo concedeu-lhe uma pensão
para aperfeiçoamento na Europa.
Em 1864, partiu
para a Itália e matriculou-se no Conservatório
de Milão, onde trabalhou sob tutela de Lauro
Rossi. Em 1866, obteve o título de Maestro Compositor.
Começou a se tornar conhecido em Milão
com duas comédias musicais, Se sa Minga e Nella
Luna, até que em 1870 obteve um clamoroso êxito
com a Ópera IL Guarany (O Guarani), levada à
cena no Teatro La Scala, que conquistou fama internacional.
A ópera foi encenada no Rio de Janeiro, durante
o mesmo ano e, em seguida, em quase todas as capitais
européias, além de Gênova e Florença.
Na Itália, foi considerada brilhante exemplo
de 'Verdianismo'. A abertura desta obra traz uma síntese
de suas principais melodias, chegando a ser uma obra
verdadeiramente popular, tratando-se de um drama da
época colonial lusitana, cujo enredo se desenvolve
entre portugueses e índios da tribo guarani.
A Ópera
Fosca, representada em 1873, foi acusada de Waguerismo
e mal recebida pelo público e crítica.
Em compensação, Salvador Rosa, em 1874,
foi um êxito. Em 1879, apresentava em Milão
a Ópera Maria Tudor e realizava longa temporada
no Rio de Janeiro. Voltou para a Itália e compôs
O Escravo, cantando no Rio em 1889. Fixou-se em Campinas,
esperando ser nomeado Diretor do Conservatório.
Com a queda de D. Pedro II e a proclamação
da República, Carlos Gomes, que não era
republicano, recusou-se a escrever o Hino do Novo Regime,
perdendo assim o favor oficial que gozava. Em 1895,
foi condecorado pelo Rei de Portugal com a comenda da
Ordem de Sant'Lago. Neste mesmo ano, foi nomeado Diretor
do Conservatório de Belém, morrendo alguns
meses depois.
Além das
Óperas, é autor da ode IL Saluto del Basile,
cantada na Filadélfia, em 1876, e da cantata
Colombo, escrita para o festival Columbus de 1892. Como
compositor, Carlos Gomes, achava-se completamente dominado
pela influência italiana, fazendo dela uma melodia
apreciável. Não pode deixar de ser considerado
uma figura de grande relevo da arte brasileira, embora
não propriamente como representante das tendências
musicais nacionais. Para nós, é de imenso
prazer poder ver a sua Ópera Guarani novamente
encenada depois de longos anos.

Franz Joseph Haydn
Nasceu em 31 de março de
1732, em Rohrau, e faleceu em 31 de maio de 1809, em
Viena. Haydn foi um músico feliz, como um sábio
que se acomodou a uma vida muito simples, limitando-se
ao mundo em que vivia, que o rodeava e o encantava.
Seu pai era um simples carroceiro.
Como Haydn possuía
voz bonita, foi enviado a Viena para cantar na catedral.
Estudou muito, tornando-se um trabalhador infatigável,
pois desejava atingir seu ideal: tornar-se músico
compositor. Um príncipe apaixonado por música
o chama para sua orquestra na Hungria. É admitido
como segundo diretor, logo passa a primeira e se torna
chefe da melhor orquestra européia da época
com cerca de trinta músicos às suas ordens.
Permanece nesta atividade durante trinta anos. Com a morte
do príncipe, a orquestra dissolve-se e Haydn recebe
uma pensão que lhe garante uma vida despreocupada.
Na Universidade de Oxford,
recebe o título de Doutor em Música. Viajou
por toda a Europa. É o autor do Hino Nacional Austríaco,
que mais tarde, com outro texto, passou a ser também
o Hino Alemão. Suas obras começaram a ser
editadas em 1908 e o plano total compreende uns oitenta
volumes (Exemplo a escutar: Haydn - Sinfonia nº 101
"O relógio").

Franz Schubert
Nasceu em 31 de janeiro
de 1797, em Viena, onde faleceu em 19 de novembro de 1828.
Compositor que deu ao mundo 1250 obras, o que parece irreal
considerando-se tão curta existência. Schubert
teve uma vida pobre mas alegre, rica de melodias. Recebeu
as primeiras lições de seu pai e de um irmão.
Quando mais tarde, ao receber aulas de outros maestros,
estes, surpresos, declaravam que depois de algumas explicações
já não tinham mais o que ensinar ao menino.
Haveria nestas afirmações algum exagêro
é evidente, mas comprovam a grande precocidade
musical de que era dotado.
Nos anos de 1818 e 1824
esteve na Hungria por alguns meses, como professor particular
de música. Foi uma das poucas vezes em que se ausentou
da sua terra. Vivia só de suas obras, coisa que
não sabia valorizar devidamente. Apenas uma vez
organizou um concerto a fim de apresentar os seus trabalhos,
e isto quase no fim da sua vida. Suas composições,
realizadas dentro de um tempo tão curto, são
impressionantes, tanto por sua quantidade quanto pela
sua qualidade.
Ao falecer foi sepultado
ao lado de Beethoven, o que, segundo consta, teria sido
o seu desejo. Bem mais tarde, a casa onde nasceu foi transformada
em museu e um monumento em sua memória foi construído
em Viena (Exemplo a escutar: Schubert - Sinfonia nº
8, D 759 "Inacabada").

Antonio Vivaldi
Nasceu em Veneza em 1678,
e faleceu em Viena, em 1741. Ordenou-se sacerdote em 1703,
sendo dispensado de celebrar missas por motivos de saúde,
dedicando-se assim a música, como violinista e
compositor. Seu nome permaneceu no esquecimento cerca
de duzentos anos.
Atribuí-se papel
relevante na evolução do concerto e também
do seu instrumento: o violino. Suas obras eram lembradas
apenas como um fato histórico e nada mais. Há
pouco foi que sua música começou a ser redescoberta,
pois há uma procura incessante da música
Vivaldiana. É estranho, pois em vida gozou de grande
reputação e respeito.
Entre seus admiradores incluía-se Bach, que transcreveu
para cravo e para órgão muitos dos seus
concertos. Basta lembrar, aqui seu valor, que estas transcrições
foram feitas para estudos do próprio Bach, a ponto
de muita obra de Vivaldi ser confundida como sendo do
genial músico alemão. Além de concertos,
escreveu óperas e oratórios (Exemplo a escutar:
Vivaldi - As Quatro Estações).

Claude Achille Debussy
Nasceu de 22
de agosto de 1862, em Saint-Germain-en-Laye, e faleceu
em 25 de março de 1918, em Paris. O mais destacado
e influente músico da sua geração
e fundador de impressionismo musical. Ingressou no Conservatório
de Paris, onde estudou onze anos. A música de
Debussy revela beleza melódica e harmonia refinada,
qualidades que se aliam a uma sonoridade delicada com
efeitos surpreendentes (Exemplo a escutar: Debussy -
"O mar").
|