........

Orientações para sua Equipe de Louvor.................

 

Félix Mendelssohn

 

Mendelssohn nasceu em Hamburgo, em 3 de fevereiro de 1809 e faleceu em 4 de novembro de 1847, em Lipsia.

Desde a infância revelou talento musical impressionante. Seus pais, percebendo esta inclinação, encaminharam-no para uma cuidadosa educação musical. Uma série de viagens de estudos à França, Inglaterra e Itália contribuiu para completar sua educação geral. Em poucos anos consegue prestígio, e a Universidade de Berlim ofereceu-lhe uma cátedra. Mendelssohn não aceitou o convite. Mais tarde, aos 24 anos, passou a ser diretor de música e maestro na cidade de Dusseldorí. Em seguida, dirige famosos concertos em toda a Alemanha. Pode ser considerado o primeiro diretor de orquestra de grande estilo. Foi grande sua atividade como regente, compositor e organizador de concertos. Fundou também um conservatório em Lipsia. Faleceu muito moço, em meio de uma vida intensa de trabalho, cercado de amizades e simpatias (Exemplo a escutar: Mendelssohn - Sinfonia nº 4, op. 90 "Sinfonia Italiana").


 

 

 

 

 

Francisco Braga

Nasceu no Rio de Janeiro em 15 de abril de 1868 e aí faleceu em 14 de março de 1945.

De origem humilde, ficou órfão aos oito anos. Recolhido e educado no Asilo de "Menores Desvalidos", desde criança apresentou grande pendor para a música. Entrou para o conservatório, onde se dedicou seriamente aos estudos teóricos e ao seu instrumento predileto: o clarinete. Vindo a República, concorreu no concurso aberto para o Hino da Proclamação. Entre trinta e seis concorrentes, quatro apenas foram classificados. Um deles foi Francisco Braga. O Hino escolhido foi o de Leopoldo Miguez. Teve ele, assim como Alberto Nepomuceno, um prêmio de viagem à Europa. Escolheu Paris e lá chegando, em 1890, prestou concurso de admissão, entre vinte e seis candidatos ao conservatório, conseguindo o primeiro lugar.

Em 1895 dirige-se à Alemanha a fim de conhecer a obra de Richard Wagner. Permaneceu também algum tempo na Itália. Regressando ao Brasil, desenvolveu grande atividade artística como regente, compositor e professor. Em colaboração com o poeta Olavo Bilac, compôs o Hino à Bandeira Nacional, verdadeira obra-prima, conhecido e cantado em todo o Brasil.

 


 

 

 

 

 

Verdi

A missa seguia normalmente na igreja da cidadezinha italiana de Roncole. Em um determinado momento, o padre pediu ao coroinha que lhe passasse a água benta. O menino, distraído com a música que do organista, esqueceu-se de passar a água. Irritado, o sacerdote deu-lhe um pontapé, lançando-o fora do altar. Ao ser socorrido, o menino simplesmente disse: "Deixem-me estudar música!". Nascido em 1813, o pequeno Giuseppe Fortunino Francesco Verdi já havia escolhido sua carreira.

Cedendo ao apelo, seu pai, proprietário de uma pequena estalagem, comprou uma espineta e permitiu que o filho estudasse. Em poucos anos tornou-se organista da igreja de sua cidade natal. Para prosseguir seus estudos, o menino, agora com 12 anos, partiu para a cidade vizinha, Busseto, onde se tornou protegido de Antonio Barezzi, rico comerciante que lhe financiou os estudos de música. Aos dezoito anos, o jovem Verdi partiu para Milão, buscando uma vaga no famoso Conservatório dessa cidade. O conservatório, porém, só aceitava alunos com menos de 14 anos. Verdi, que não tinha nenhum talento especial, tampouco era um virtuoso como instrumentista, foi rejeitado. Sem desanimar, arranjou um professor particular e prosseguiu em seus estudos musicais por três anos.

Novamente chamado à Busseto, onde foi indicado para Mestre-de-Capela e maestro da banda da cidade, Verdi enfrentou a ferrenha oposição de partidários de outros músicos, que não viam com bons olhos seus progressos. O próprio compositor resolveu a situação: sempre contando com o apoio de Barezzi, partiu definitivamente para Milão, onde esperava fazer sucesso com suas óperas. Não partia sozinho: Margarida Barezzi, agora Margarida Verdi, filha de seu protetor, acompanhou-o para a nova cidade.

Após muitos problemas e dificuldades, Verdi finalmente conseguiu, em 1839, sua ópera Oberto, Conde di San Bonifácio fosse montada no Scala de Milão. O grande sucesso fez com que o editor Ricordi não apenas comprasse a partitura, mas também encomendasse mais três óperas. Mas os ventos ainda não estavam a favor do compositor. Em menos de um ano, sua mulher e seus dois filhos morreram. Para completar, sua ópera Un giorno di regno foi um fracasso. Deprimido, Verdi jurou nunca mais compor.

Sua resolução não conveceu o diretor do Scala, Bartolomeo Morelli, que meses depois entregou ao compositor um novo libretto, mas sem nenhum compromisso. Verdi leu o texto, impressionando-se à medida que avançava. Em pouco tempo o libretto estava completamente musicado, e Nabucco, um de seus maiores sucessos, estava pronto.
Essa ópera refletia os anseios de liberdade do povo italiano, dominado por franceses e austríacos. A platéia identificou os sofrimentos da Itália aos do povo hebreu, e o coro "Vá pensiero" tornou-se uma espécie de símbolo. Consagrava-se o nome de Giuseppe Verdi, não apenas como compositor, mas como um dedicado nacionalista.
Os anos que se seguiram entraram numa espécie de rotina, que o próprio compositor chamava de "anos nas galés". Uma após outra, suas óperas tornavam-se sucessos que divulgavam seu nome por todo o mundo, de Buenos Aires a São Petersburgo. São desta época Ernani, Il Trovatore, Rigoletto, Un Ballo in Maschera e Don Carlos. Um de seus poucos fracassos foi justamente o de La Traviata, que viria a se tornar um de seus maiores sucessos. Após a morte de sua primeira mulher, Verdi passou a viver com Giuseppina Strepponi, com quem se casou depois de dez anos de vida comum.

Aclamado como compositor, era visto por seus compatriotas como um defensor Itália. Por uma feliz coincidência, mesmo seu nome facilitava as coisas: quando o povo gritava "Viva Verdi", queria na verdade dizer "Vittorio Emmanuele, Re D’Itália" . Com a unificação da Itália, o compositor foi nomeado deputado e depois senador, mas não tinha inclinação para as longas discussões políticas no parlamento, preferindo a tranquilidade de sua Villa, em Santa Agata.Sua criatividade não estava esgotada: em 1871 escreveu Aida, para comemorar a abertura do canal de Suez. Com a ajuda de um jovem poeta e compositor, Verdi ainda escreveria duas óperas, Otello e Falstaff baseadas em Shaekespeare, e algumas peças religiosas.

Em 1901 sofreu um ataque cardíaco, que o levou em 27 de janeiro. Toda a Itália ficou de luto por seu amado compositor e patriota.

(Fonte: Dicionário de Música Edições Cosmos)


 

 

 

 

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767- 1830)

Nascido no Rio de Janeiro de onde jamais saiu, foi filho de português com uma escrava. Mestre da Capela Real, ele surge na história brasileira como o músico mais importante do período colonial. Compositor dos mais prolíficos de seu tempo, de seu repertório constam inúmeros motetos, missas, requiems, matinas, obras orquestrais, graduais, etc. Somente Salmos como o deste programa, constam por volta de 90 compostos de maneira independentes ou relacionados à Vésperas. Músico muito importante de sua época, apesar de nunca ter saído do Brasil, foi um grande precursor e fomentador do movimento musical de sua época. Muito conhecido mesmo em vida, suas obras eram também noticiadas na Europa (ex: Gazeta de Lisboa noticia em 10 de maio de 1791, Te DEUM de sua autoria cantado pelos membros da Irmandade de Sta Cecília).

José Maurício Nunes Garcia, (Rio de Janeiro, 20.09.1767-18.04.1830 Rio de Janeiro, ), organista e compositor brasileiro, filho de gente de cor de condição humilde, perdeu o pai aos 5 anos. Desde muito novo manifestou invulgar inclinação para a música, mas, além do solfejo aprendido com o pardo de nome Salvador José, a sua educação nesta arte parece ter sido inteiramente a de um autodidata.

Começa a compor aos 16 anos. A sua mais antiga obra conhecida é uma antífona, Tota pulchra est Maria. Para prover ao seu sustento, lecionava, cantava nas igrejas e tocava em sessões musicais particulares. O único instrumento de que nesta altura dispunha era um violão, embora mais tarde viesse a afirmar-se cravista e organista de mérito. Distinguia-se também como magnifico improvisador. em 1790 compõe uma Sinfonia fúnebre, para orquestra e em 7191 um Te Deum, destinado a celebrar o regresso à Europa do vice-rei Luís de Vasconcelos. em 1972 recebe ordens, o que lhe permite consagrar-se com mais continuidade à composição, e em 1798 é nomeado mestre de capela da Sé-Catedral do Rio de Janeiro, obtendo no mesmo ano licença para pregar, ministério que exerceu com grande brilho. D. João VI, chegado ao Brasil e, 1808 e aqui instalado na qualidade de príncipe regente de Portugal, agrade-se do talento de pregador e de músico P. José Maurício e por mais de uma vez lhe demonstra o seu apreço e a sua consideração. Instala-o na sua corte, nomeia-o inspetor da capela real (na qual havia sido incorporado a antiga capela da Sé) e defendeu- mesmo das manobras do ciumento e prepotente Marcos Portugal, que me 1811 havia vindo juntar-se à corte e fora nomeado mestre da capela real, bem como diretor da música da corte.Foi este o período de mais intensa produção do compositor. Infelizmente, da maioria das obras escritas por esta altura só há noticias, havendo-se perdido as respectivas partituras. A febre com que compõe provoca-lhe o esgotamento cerebral que acusa nos últimos tempos da sua vida. Alias, depois do regresso de D. João VI a Portugal, em 1821, José Maurício, apagado o estimulador brilho da corte do príncipe regente, pouco compõe.

Padre José Maurício Nunes Garcia é, historicamente a primeira figura de relevo da musica brasileira. O que se conhece da sua obra encontra-se na sua totalidade em manuscrito. O núcleo mais importante destes manuscritos acha-se na biblioteca da Escola Nacional de Musica do rio de Janeiro.
(Fonte: Dicionário de Música Edições Cosmos)


 
© 2001 -Todos os direitos reservados
Hosted by www.Geocities.ws

1