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| SHIVA SAMHITA Cole��o de Shiva |
| tradu��o e adapta��o: Flavia Venturoli Miranda |
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| O po�tico texto Shiva Samhita tem a autoria atribu�da ao pr�prio deus Shiva, escrito provavelmente no s�culo XVIII, trata da filosofia Natha e da cosmogonia macro-micro t�ntrica. Esse texto foi recentemente lan�ado no livro "A Escola dos Nathas e as Origens do Hatha Yoga", pela Tantrayana Editora. |
| Nadanusandhana Apenas o conhecimento � eterno; � sem come�o e sem fim; n�o h� nenhuma outra subst�ncia real. Diversidades que vemos no mundo s�o resultados da condi��o sensorial; quando esta cessa, ent�o s� este conhecimento, e nada mais, resta. N�o h� postura como siddhasana, nenhum poder como o do kumbhaka, nenhuma mudra como a khecari e nenhuma absor��o como a do nada, o som m�stico. O yogi deve fechar as orelhas com seus polegares, os olhos com os indicadores, as narinas com os m�dios, e com os dedos restantes deve pressionar junto os l�bios superior e inferior. Desse modo, o yogi deve confinar o ar dentro de seu corpo Quando isso acontece o yogi v� sua alma na forma de luz. Quando essa yoni mudra � praticada continuamente, o yogi esquece seus corpos: f�sico, sutil e causal, e se torna um com sua ess�ncia. Quem pratica � absorvido no Absoluto. Essa pr�tica instantaneamente produz convic��o; outorga nirvana a humanidade. Este � o mais amado yoga. Por esta pr�tica, gradualmente, o yogi come�a a ouvir os sons m�sticos, os nadas. O primeiro som � como o zunir da abelha intoxicada por mel, em seguida o som de uma flauta, ent�o de uma harpa. Depois disto, pela pr�tica gradual do yoga, que � o destruidor da escurid�o do mundo, ele ouve os sons de tocar sinos e ent�o sons como o rugido do trov�o. Quando a mente do yogi est� muit�ssimo envolvida neste som, ele esquece de todas as coisas externas e � absorvido neste som. Por esta pr�tica de yoga, ele conquista todas as tr�s qualidades e ao se tornar livre de todos os estados, ele � absorvido no �ter da intelig�ncia. |
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