ISCAS
Iscas Artificiais
Um passo adiante da pesca tradicional
De meia-água, superfície e de fundo, cada tipo de isca artificial tem seu modo de usar e as espécies que engana.

       Os peixes predadores, assim como todos os predadores da natureza, se valem de uma situação desfavorável de sua presa para fazer sua captura.

       Assim, o amante das iscas artificiais, que deseja ter sucesso, deve aprimorar-se e conhecer os hábitos do peixe predador desejado, bem como da presa que o alimenta.
       Portanto, as iscas ao serem trabalhadas, devem imitar ou um peixe ferido comendo na superfície ou nadando desprecavidamente.
       A velocidade de trabalho deve ser compatível com a espécie pretendida; como por exemplo, rapidíssima para anchovas, normal para o tucunaré e muito lenta para o robalo.
       Peixes como  anchova, sororoca, bonito, olho de boi e olhete , dominam o seu meio e caçam através de sua extrema velocidade de ataque.
Já outros como robalo, badejo, caranha e garoupa, são peixes de tocaia e se valem do fator surpresa, obtido em um escanderijo, para num golpe violento abocanharem os pequenos peixes e outros animais aquáticos.

       No momento da batida do peixe, apenas levante a vara acima da sua cabeça e mantenha a linha esticada. Poucas espécies de peixes com boca óssea necessitam de uma fisgada para penetração dos anzóis ou garatéias.
       Nos demais a fisgada servirá tão somente para bombear a linha, arrebentar com as finas cartilagens da boca e você perder o peixe. Outra dica é não trazer o peixe muito rápido para perto do barco. Canse-o longe com a fricção, trabalhando ao máximo permitido e só quando pranchar, traga para perto. Caso contrário o peixe chega com muito "gás" e vai conseguir escapar no momento de colocá-lo barco adentro.

 Ouça sempre uma força do além dizer:

"Ô meu! Cê veio aqui para se divertir ou levar comida para casa"?
Solte os peixes e realize amanhã, outra grande pescaria como a de hoje.

 

   TABELA GERAL DE ISCAS ARTIFICIAIS 

 
Iscas Naturais
As melhores para água salgada
Pequenos peixes, moluscos e crustáceos atraem a grande maioria das espécies e as escolhas corretas muitas vezes determinam o sucesso de uma pescaria.

       É evidente que, por se tratarem de alimentos de outros peixes, as iscas que mais oferecem produtividade são as que vivem em ambientes de água salgada e, pra tê-las, você deve procurar nos próprios pontos de pesca, ou em mercados. Camarões e sardinhas costumam estar entre os mais procurados em peixarias, feiras livres e supermercados e são resultado de puro extrativismo marítimo.

       Independente do tipo que você estiver procurando, precisam estar sempre bem frescas. Para isso, é importante saber onde encontrar.

Vivas ou Mortas

       Determinadas pescarias não combinam muito com iscas vivas, como, por exemplo, as em Praias. Mesmo considerando que elas têm muito maiores chances de atrair bons peixes que as mortas.

       Quando se fala em iscas vivas para água salgada, você deve pensar sobretudo em peixes e camarões. Seus movimentos são imprescindíveis para o sucesso.

       Entretanto, em praias e costões, muitas vezes, coloca-se tatuís, corruptos ou mariscos vivos, nos anzóis. Nesses casos, a atração não se relaciona com os movimentos.


Para compor este quadro escolhemos algumas iscas que julgamos como as mais importantes:
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