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Notícias publicadas sobre o Maestro
Santa Música Popular - vol. II - Maestro Edson Rodrigues
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2 de Outubro de 2007
O segundo santacruzense enfocado na série Santa Música Popular é o Maestro Edson Rodrigues. Talento raro, caráter, humildade e grandeza incomuns. Por isso, Maestro assim, com maiúscula, ou Mestre da música. Como referência mais recente, basta dizer que ele é professor de Spok - outro tricolor, que já ganhou o Brasil e o mundo como novo fôlego de inventividade do Frevo -, e ele nunca esquece de mencionar o nome de Edson como um dos seus grandes mestres (um dos primeiros grupos instrumentais de que Spok participou, ainda estudante no Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife, chamava-se Edsonsax, vejam só!).
Edson comemora em 2007 seu cinquentenário no mundo da música. 50 anos de carreira vitoriosa, iniciada como instrumentista (tocava requinta, uma espécie de clarinete) na orquestra do maestro João Santiago (tricolor também, é claro, consagrado compositor do Bloco Batutas de São José e do carnaval brasileiro), pelas ruas de Olinda. Vai aqui então uma pequena homenagem do blog a este grande artista, orgulho para a massa tricolor, para o povo pernambucano inteiro e para a Música Popular Brasileira de sempre.
Quer conhecer melhor quem é Edson Rodrigues? Pegue um disco de frevo, qualquer um, dos velhos LPs da Rozemblit aos CDs que abastecem o mercado mais recente, ainda modesto face à importância e valor dessa música, nossa identidade (vamos ouvir Frevo minha gente, não precisa esperar pelo carnaval, não é mesmo?). Pois bem. É muito provável que você encontre o nome de Edson em qualquer encarte. Pegue, por exemplo, qualquer disco da série O Bom do Carnaval, de Claudionor Germano; ou os discos do Frevança (quando o festival teve o patrocínio da TV Globo); ou o primeiro CD do Bloco da Saudade. Lá está o nome de Edson, na direção musical, nos arranjos, nos saxofones.
Se você gosta de música, mas não é lá muito chegado ao Frevo, vai encontrar Edson Rodrigues entre os maiores da música instrumental e do jazz feito por aqui e em toda parte. Ele é o solista da Contrabanda, um time de craques. Já correu o mundo, levando o Frevo na bagagem sonora do seu talento ou acompanhando alguns artistas sortudos da MPB, abençoados pela presença de Edson ao seu lado, como Paulo Moura, Miúcha, Francis Hime, Alceu Valença, Sivuca, Elizete Cardoso e Clara Nunes, entre outros.
Sobre sua trajetória musical, ele conta uma história do tempo em que ainda estava nos braços da mãe: "Meu primeiro contato com a música, segundo contava meu pai, foi nos braços da minha mãe, ouvindo um samba de Noel. Eu estava muito doente, mas mesmo assim comecei a me sacudir nos braços dela provocando risos."
Entrou na Banda Municipal do Recife, por concurso, em 1958. Trabalhou ao lado do historiador Leonardo Dantas Silva (mais um tricolor ilustre, anotem ai) no Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado. Com Leonardo, aliás, tem uma relação de amizade muito sólida, iniciada quando este, jornalista, foi incumbido de fazer uma matéria sobre o 1° lugar do Festival de Músicas Carnavalescas da Prefeitura, que Edson ganhou com o frevo Duas Épocas, em 1966. A matéria saiu, mas sem foto, porque o Maestro estava com catapora. A música, um dos frevos-de-rua mais bem elaborados de todas as épocas, nasceu de uma conversa de Edson com a sua avó, sobre as diferenças entre os carnavais vividos por ambos, em tempos distintos. Uma beleza!
Durante muito tempo, Edson tocou na orquestra de Nelson Ferreira e, quando este veio a falecer, em 1976, assumiu a direção do grupo, até passar a bola para Lourival Oliveira. Nos anos 80, Edson iniciou uma parceria com Raul Valença, filho de um dos ilustres irmãos que compuseram o hino oficial do Santa Cruz. Dessa parceria nasceu o CD Salve o Frevo, Imortal! Imortal!, lançado em 2004, com quinze composições, algumas delas premiadas.
Em setembro de 2004, foi homenageado no Recife Jazz Festival, com medalha oferecida pela Secretaria de Cultura do Recife.
Ainda este ano, foi homenageado pela Secretaria de Cultura do Estado, com apresentação na Biblioteca Pública; e pelo Conservatório Pernambucano de Música, por ocasião das festividades de aniversário da escola, no Teatro Santa Izabel.
Edson Rodrigues também é jornalista e geógrafo, pela UNICAP, professor de música e especialista em etnomusicologia pela UFPE.
Quem quiser ver o músico em ação, ao vivo, é só acompanhar o Cordas e Retalhos. Quem quiser ouvir o trabalho dele, basta procurar os discos. O frevo Duas Épocas foi regravado recentemente, com arranjo de Clóvis Pereira, no 2° CD 9 de Frevereiro de Antônio Nóbrega. No próximo CD com as músicas vencedoras do Concurso de Músicas Carnavalescas de Pernambuco, para o carnaval 2008, Edson estará como melhor arranjador, ao lado do mesmo Clóvis Pereira.
1. Quais são suas primeiras lembranças como torcedor do Santa Cruz ?
Eu lembro o meu Santa do tempo de Jorge de Castro, Mituca, Marinho, Aldemar e outras feras. Quanta alegria esse time já me deu!
2. Quais são os momentos mais importantes na história do clube, aqueles que lhe renderam as maiores emoções como torcedor?
Quando o Santa foi Super Campeão - não lembro se 3 ou 5 vezes. Só sei que meu pai me deu uma camisa toda branca com duas listras horizontais - uma preta e outra vermelha.
3. Como artista tricolor, que mensagem você manda para a torcida do Santa Cruz?
Que o amor pelo Mais Querido é coisa que não pode arrefecer por conta de uma má fase. A vida é feita de altos e baixos. Tudo passa e o Santinha vai voltar a nos dar muitas alegrias. Sou um santacruzense otimista!
Da Redação do PERNAMBUCO.COM
A partir das 22h desta sexta-feira (30), começa o III Recife Jazz Festival, no Pátio de São Pedro. Na programação, artistas nacionais e internacionais. A Orquestra Big Band, da Força Aérea, é primeira a subir ao palco nesta noite.
No sábado (01), as atrações do festival começam a se apresentar mais cedo. A partir das 20h, serão realizados os shows de Jeff Gardner, Maestro Zé Gomes e Maestro Edson Rodrigues, Alex Corezzi, Jazz Quarteto, Marquinhos Diniz e Trio e o grupo Treminhão.
III Recife Jazz Festival acontece no Pátio de São Pedro
Começa, nesta sexta-feira (30), no Pátio de São Pedro, o III Recife Jazz
Festival, quando grupos regionais e internacionais estarão se apresentando nesse importante espaço histórico-cultural da cidade. Isso, dentro da programação semanal de valorização da área, colocada em prática pela
Prefeitura do Recife. O 3° Recife Jazz Festival começa, às 22h, com uma apresentação da Orquestra Big Band, da Força Aérea, sob a regência de Ivan
do Espírito Santo, e continua no sábado (1°), a partir das 20h, com os seguintes shows: Jeff Gardner, Maestro Zé Gomes e Maestro Edson Rodrigues, Alex Corezzi, Jazz Quarteto, Marquinhos Diniz Trio, e ainda o grupo Treminhão.
Os organizadores do festival prometem um animado final de semana no Pátio de São Pedro, pois todas as apresentações serão feitas por importantes profissionais do meio musical. Jeff Gardner, pianista e compositor, nasceu em Nova York, onde é, também, professor universitário. Interessa-se pela música brasileira há muito tempo e vem freqüentemente ao Brasil. Gravou e fez shows ao lado de grandes nomes da Música Popular Brasileira.
O maestro Edson Rodrigues, saxofonista, faz parte da Banda da Cidade do
Recife, é professor do Conservatório Pernambucano de Música, compositor, arranjador e autor de vários sucessos do nosso carnaval. O maestro Zé Gomes, por sua vez, é pianista, foi arranjador de programas na Rede Globo, TV Tupi, Record e TV Educativa. Fez apresentações em vários países. Alex Corezzi, um dos organizadores do III Recife Jazz Festival, é saxofonista, mineiro, e fez estudos de música na Europa. Acaba de gravar seu segundo CD e já trabalha na elaboração do terceiro. Marquinhos Diniz é pernambucano de Lajedo e já conquistou seu espaço no Brasil e no exterior. O mesmo acontecendo com a banda Treminhão.
Jazz embala almoço chique no UK Pub
O bar abre uma janela diurna na sua programação, apenas nas sextas-feiras, com cardápio curto
A casa onde hoje funciona o UK Pub já abrigou um dos melhores restaurantes da cidade, o Garrafeira, e parece não querer (ou não poder) se distanciar da sua vocação para a boa gastronomia. Por isso, o bar, que tem o maior carão de balada noturna que despenca para ver o dia clarear, abre uma exceção
diurna, apenas nas sextas-feiras. Nesses dias da semana, o chef Vicente
elencou sete pratos para a ocasião. Apesar de muito pequeno, o menu consegue contemplar variados gostos, pois selecionou duas receitas de peixe, uma de frango, uma de camarão e três de carne.
A casa não alivia no preço, pois, ao contrário da tendência para esse horário, em que os restaurantesnormalmente preferem editar um menu executivo a preço mais competitivo, o UK pratica tarifa cheia, com pratos entre R$ 29 (peito de frango grelhado com cubos de tomate e manga ao manjericão e arroz de espinafre) e R$ 49 (bacalhau alto em posta, assado com cebolas, batatas e azeitona preta). É uma proposta que tem seu público, principalmente porque, além da comida excelente, a Contrabanda (formada por professores de música)
dá o clima perfeito (animado, mas não estridente) com seu repertório formado por standars do jazz.
Prata-da-casa, o chef Vicente, que começou no Garrafeira quando era
praticamente recém-saído da adolescência, só tem ganhado em maturidade e técnica. O estilo é marcado por pratos fartos, como o pernambucano gosta, mas jamais grosseiros. Irresistível, por exemplo, é o filé à moda da casa - R$ 33 (que, aliás, é uma das que mais acerta no ponto da carne): filé grelhado ao molho de funghi seco com purê de mandioquinha e alho-poró.
O bife ancho, corte especial argentino, é grelhado e servido com molho pesto e legumes gratinados (R$ 37). Pomposamente chamado de "sirloin steak" é o nosso contrafilé, que vem regado ao molho barbecue, com fritas e maçãs ao molho de canela (R$ 36,00).
As sobremesas são de dar água na boca e desviar regime: torta folhada de maçã com sorvete de creme, cheese cake com calda de frutas vermelhas e petit gateau.
UK Pub - Rua Francisco da Cunha, 165, Boa Viagem, fone: 3465.1088. Aberto
para almoço das 12h às 15h30.
Edson Rodrigues assume Sindicato dos Músicos
Rafael Dias
Promover uma reaproximação com os músicos e expandir a atuação em toda a Região Metropolitana do Recife e Interior são algumas das metas do novo presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais de Pernambuco, o maestro Edson Rodrigues. Diante de problemas como inadimplência no pagamento de taxas e a conseqüente falta de recursos, ele reconhece que a instituição se
encontra engessada e pouco atuante, necessitando de reformas estruturais.
"Até agora, o sindicato está muito passivo, só aparecia para cobrar. É preciso chegar mais perto dos músicos para juntos podermos negociar melhores condições de trabalho", aponta.
A nova diretoria do Sindicato dos Músicos do Estado - o segundo mais
antigo do País (1935) - foi escolhida na última semana, durante assembléia na sede, na Boa Vista. Eleito para um mandato de quatro anos, o ex-regente da Banda Sinfônica da Cidade do Recife (1979-1983) e atual professor do Conservatório Pernambucano de Música promete, entre suas ações, ampliar a gama de serviços oferecidos pelo sindicato, como, por exemplo, o atendimento médico em hospitais e a concessão de bolsas de estudos em conservatórios e centros de música. Em contrapartida, ele espera que diminua o número de
associados em situação irregular. "Dos 400 filiados, apenas 170 pagam as taxas de manutenção. A situação está complicada para administrar".
Ainda segundo ele, o afastamento da categoria implica uma situação ainda pior: o enfraquecimento da luta pelos direitos da classe. "Ganha-se muito pouco para se fazer música aqui, nos serviços eventuais que acontecem. É aviltante. Queremos revisar as tabelas de salários, mas para isso é preciso que o músico venha até nós para chegar a um consenso do quanto ele quer", propõe o maestro Rodrigues, que junto com o tesoureiro Ségio Gomes integra este ano a comissão do Conselho Municipal de Cultura, que destina verba pública a projetos culturais via Sistema de Incentivo à Cultura (SIC).
SAUDOSISMO
Hoje, a partir das 16h, 20 agremiações participam do Aurora dos Carnavais
Faltando duas semanas para o Carnaval, não faltam opções para os foliões que não agüentam esperar o Sábado de Zé Pereira e já querem cair na farra. Para quem tem saudade dos antigos carnavais e gosta de blocos líricos, um programa imperdível, hoje à tarde, é o Aurora dos Carnavais. O evento, que há seis anos é realizado na Rua da Aurora, começa às 16h e terá a apresentação de 20 blocos, entre eles Bloco da Saudade, das Ilusões, Cordas e Retalhos, Vitória Régia, Confetes e Serpentinas, Um bloco em Poesia e Flor do Eucalipto.
A novidade deste ano é que o percurso de desfile dos blocos será maior. Anteriormente, as agremiações percorriam apenas o estacionamento que fica próximo ao Restaurante Barrozo, no lado do rio. Desta vez, segundo Romero Amorim, organizador do evento, os blocos vão sair da frente do restaurante, seguir pela Rua da Aurora (no sentido Avenida Norte-Mário Melo), retornando pelo monumento Tortura Nunca Mais. Em seguida, já no sentido Mário Melo-Avenida Norte, os blocos vão parar no estacionamento para se apresentar no palco montado no local.
A expectativa é que sete mil pessoas participem da festa. Duzentas e cinqüenta mesas serão montadas para dar mais conforto às famílias que forem assistir às apresentações. Haverá também barracas de bebidas e comidas. A Rua da Aurora estará interditada para tráfego de veículos, a partir das 14h. Emlurb, Guarda Municipal e Polícia Militar estarão presentes.
Todos os anos, o Aurora dos Carnavais homenageia pessoas que se destacam no Carnaval. Este ano foram escolhidos os compositores Cláudio Almeida, Humberto Vieira e Davi Vasconcelos, os maestros Edson Rodrigues e José Nunes, além da jornalista Lêda Alves. Os compositores Luiz Faustino e João Santiago receberão homenagem póstuma.
CD pernambucano com músicas inéditas de Carnaval é lançado
Quem reclama que as músicas do Carnaval pernambucano são as mesmas em todos os anos deve comparecer ao Forte das Cinco Pontas, nesta sexta-feira (21), às 19h, para conferir o lançamento do CD do Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana 2004.
O disco traz 15 composições inéditas, incluindo caboclinhos, maracatus, frevos de rua, de bloco e canção. As músicas tradicionais não foram esquecidas - o CD abre com Fest Frevo, uma coletânea de músicas carnavalescas organizada pelo maestro Edson Rodrigues.
Esta é a primeira vez que o disco sai antes do Carnaval. A única regravação no repertório é o frevo de rua Perguntas e Respostas, do compositor Zumba, homenageado pelo concurso do ano passado.
O disco será distribuído entre os participantes da coletânea. A venda é proibida e os interessados em adquirir uma das mil cópias rodadas devem entrar em contato com a Coordenadoria de Música da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife, através do telefone (81) 3232-8026.
Jazz de volta às raízes populares
Em três dias no Pátio de São Pedro, o Recife Jazz Festival recoloca o gênero na posição de sua origem de música popular
MARCOS TOLEDO
Ao longo do século 20 o jazz sofreu um processo de elitização que o distanciou de sua origem de música popular nos EUA do fim do século 19. Em Pernambuco, contudo, o gênero tem a oportunidade de voltar às raízes. De hoje até sábado acontece, mais uma vez no Pátio de São Pedro (bairro de São José), a segunda edição do Recife Jazz Festival. Nada menos do que 19 atrações - muitas delas, projetos estreantes - sobem ao palco ao ar livre, sempre a partir das 20h, com acesso gratuito.
Após a estréia bem-sucedida em 2003, o Recife Jazz Festival vislumbrou um crescimento para este segundo ano, inclusive com presença de artistas internacionais, e teve seu projeto inscrito no Sistema de Incentivo à Cultura municipal. Devido à rejeição do SIC, por pouco não aconteceu. A Prefeitura contudo, acenou com a infra-estrutura e oito atrações foram contatadas para tocar em dois dias.
Com a notícia rondando o meio musical local, porém, o evento ganhou mais 11 projetos e atingiu as 19 selecionadas, agora divididas em três dias. A produção revela que outros ficaram de fora, principalmente os que se apresentaram no ano passado e desejavam repetir a dose, e que foram priorizados trabalhos novos.
O evento abre hoje com quartetos e quintetos e tem como destaque os intérpretes de saxofone. Tocam o quarteto de jazz contemporâneo Aqui Jazz, especialista em standards do gênero, o B2, que tem o baixo de Hélio Silva como principal solista, e o Eletric Jazz, do saxofonista mineiro (e também produtor do festival) Alex Corezzi.
Ao longo da noite, ainda sobe ao palco do Pátio de São Pedro a Sabaguiteba, formada por integrantes da Banda Sinfônica Cidade do Recife, o trabalho solo do músico Ranieri Oliveira (da banda Macambira), e o grupo Contrabanda o mais tradicional do gênero no Estado, que dispensa apresentações.
Experimentações e virtuosismo no Pátio
Amanhã e sábado, o Recife Jazz Festival recebe grupos de estilos mais variados e trabalhos solo de guitarristas
O Recife Jazz Festival, que ainda hoje presta uma homenagem ao saxofonista e maestro Edson Rodrigues, continua amanhã com atrações de estilos mais variados.
Apresentam-se nesta sexta-feira a Uptown Band, tradicional grupo de blues - gênero, por sinal, do qual se originou o jazz - da cidade, e A Fabrica, orquestra de cordas formada por integrantes do conjunto de câmara Sonoris Fabrica, que prepararam este projeto especialmente para o festival, com a inclusão de metais, e o quarteto de violões NoiseViola.
Na mesma noite, ainda tocam o trio de jazz funkeado Nem Preto Nem Branco, o J.E.M. Trio, que, a exemplo a Eletric Jazz, aposta na mistura do gênero com elementos eletrônicos, e o grupo C4, outro representante do estilo fusion.
Os amantes do virtuosismo centrado em apenas um artista têm amanhã seu dia ideal. Alguns dos guitarristas locais mais respeitados mostram seus trabalhos solo. Menos conhecidos, o roqueiro Cacau Santos, o carioca Júnior Gordo e o garanhuense Marcos Cabral revezam o palco com os experientes Luciano Magno, Alexandre Bicudo, Beto Kaiser e Fred Andrade.
Nos três dias, cada atração dispõe de meia hora. Entre cada grupo ou artista, está previsto um intervalo de 10 minutos e, para facilitar as trocas, a produção promete colocar duas baterias no palco. (M.T.)
Caderno Viver
02.09.2004
Coluna João Alberto com Daniella Gusmão
Jazz
O maestro e saxofonista Edson Rodrigues é o grande homenageado do Recife Jazz Festival, que se realiza de hoje a sábado, no Pátio de São Pedro, com 19 atrações. Quem encerra a noite de abertura é a Contrabanda.
Caderno Viver
Festival reafirma universalidade do jazz
Dezenove atrações, com formações e influências diversas, fazem a 3ª edição do Recife Jazz, de hoje a sábado
Andre Huchi Dib
Virtuose e improviso tomam conta do Pátio de São Pedro a partir de hoje a sábado, na segunda edição do RecifeJazz Festival. O evento, fruto de uma parceria entre a Sax Jazz Produções e a Prefeitura do Recife, apresentará artistas de formações e influências diferentes, conjugados através de um gênero unificador: o jazz.
Com 19 atrações e um dia a mais do que na primeira edição, o festival prova que veio para ficar, e provoca os mais puristas: "Dizem que jazz é música americana, isso não é verdade. O festival é de música brasileira. Paulo Moura fez um CD inteiro mostrando como o chorinho influenciou o jazz. Ano passado, tivemos a Orquestra Spok na programação. Eles tinham acabado de chegar do Festival de Nantes, na França, e teve gente que disse que frevo não é jazz", diz o músico Alex Corezzi, um dos organizadores do evento. "Qualquer tema pode ser jazz, desde que o músico respeite a melodia original e busque a improvisação. O termo para essa transformação é "jazzificar", explica Corezzi.
Hoje tocam os quartetos e quintetos, com destaque para os saxofones. O quarteto Aqui Jazz toca música contemporânea, liderado por Enock Souza (baterista e percussionista da Orquestra Sinfônica de Pernambuco). O B2 de Hélio Silva (tocou com Lenine, Sivuca, Orquestra Spok e Antonio Nobrega) coloca o baixo solando na linha de frente. O Eletric Jazz de Alex Corezzi é destaque na programação. Influenciado pela tendência do jazz europeu, ele privilegia os loopings e o virtuosismo dos solos. Encerra a noite o tradicional Contrabanda, que apresenta composições instrumentais próprias e releituras que vão do barroco ao maracatu.
Na sexta-feira a programação é variada: blues (a veterana Uptown Band), funk/groove (Nem Preto, Nem Branco), experimentalismo (Noise Viola, A Fábrica e C4) e eletrônico (J.E.M. Trio). O sábado é reservado aos principais guitarristas de Pernambuco. Gêneros diversos como Jazz Fusion, Rock, Regional e Blues poderão ser conferidos em trabalhos solos de, entre outros, Alexandre Bicudo e Luciano Magno.
Ramificações - Mais conhecido como o tradicional ritmo americano baseado no blues, o jazz nasce no começo do século 20. Estruturado numa série harmônica definida, se apresentava somente em quartetos ou quintetos. Entra em crise no começo dos anos 60, frente à ascensão do rock, mas volta a ganhar espaço entre os jovens, através da desconstrução e mistura com os demais ritmos. O surgimento de ramificações e subgêneros (como o Free Jazz e o Fusion) são de responsabilidade de nomes como Dave Brubeck e Miles Davis, entre muitos outros.
A relação do jazz com os outros gêneros e estilos gerou um tipo de simbiose musical em quase todas as regiões do Mundo, inclusive no extinto bloco soviético, onde o bebop, então inofensivo, era preferido ao Rock, rebelde e consumista. No Brasil, os exemplos mais notáveis da presença do jazz estão no samba-canção, no chorinho, na bossa nova e na atual musica eletrônica.
Exemplos notáveis da influência da música brasileira nos EUA (e no Mundo) são Carmem Miranda nos anos 40 e o "brazilian jazz" de João Gilberto/Tom Jobim nos anos 60. Os americanos nunca mais foram os mesmos depois de nós: amam Hermeto, Sivuca, Caetano, Jorge Ben, Os Mutantes. O jazz como improviso não tem nação de origem. É expressão universal da originalidade.
Festival no Pátio de São Pedro celebra o jazz
O Pátio de São Pedro será o palco do 2° Festival de Jazz da Cidade do Recife, que começa na próxima quinta-feira (02) e vai até o sábado(04). As
atrações são as principais bandas instrumentais da cena pernambucana. Na primeira edição do evento, subiram ao palco oito bandas e o público foi de 6 mil pessoas. Este ano, o Festival foi ampliado e tem 19 bandas participantes.
Na quinta-feira, a programação privilegia os quartetos e quintetos, trazendo as bandas Aqui Jazz, B2, Eletric Jazz, Sabaquiteba, Raniere Oliveira e a Contrabanda. Na sexta, é a vez de Uptown Band, A Fábrica, do quarteto de violões NoiseViola, do trio Nem Preto Nem Branco e do C4 Instrumental. Já na última noite, sábado, alguns dos principais guitarristas do Estado apresentam os seus trabalhos solos, entre eles Luciano Magno, Alexandre Bicudo, Cacau Santos, Júnior Gordo, Marcos Cabral e Fred Andrade.
A intenção do Festival é popularizar o jazz, que surgiu nos Estados Unidos, a exemplo do seu "pai" musical, o blues, dos cantos dos negros nas lavouras. O músico Luciano Magno, que já se apresentou em países como Portugal, Suécia, França e Alemanha ressalta a importância do Festival para a
valorização, não só do jazz, mas da música instrumental: "O Festival vai possibilitar ao músico a chance de mostrar o seu valor como instrumentista.
Já é um começo para que as pessoas possam ter mais acesso a uma música de qualidade". Luciano Magno também participou da primeira edição do Festival e, para este ano, promete um som mais elétrico, misturando músicas dos seus dois cds: o Solo e O Sotaque.
O evento vai homenagear, no dia da sua abertura, o Maestro e Saxofonista
Edson Rodrigues. O secretário de Cultura da cidade do Recife Roberto Peixe, vai entregar ao músico a medalha de Honra ao Mérito Recife JAZZ. "Edson é considerado O Papa do Saxofone e do Jazz Pernambucano e já foi professor de muitos músicos que hoje fazem sucesso" diz Emanuelle Amaral, umas
coordenadoras do Festival.
O Festival de Jazz da Cidade do Recife é uma parceria da SaxJazz Produções
com a Prefeitura do Recife. As apresentações começam a partir das 20h e a
entrada é gratuita.
Serviço:
Recife Jazz Festival
Mesmo ainda sem ganhar um espaço digno na agenda cultural do Estado, a música instrumental pernambucana vem obtendo, aos poucos, um destaque que tem feito com que um maior público tenha acesso ao trabalho de artistas do gênero. No ano passado, o primeiro Recife Jazz Festival movimentou, durante dois dias, cerca de sete mil pessoas ao Pátio de São Pedro. De amanhã até o próximo sábado, o mesmo local abrigará a segunda edição do evento, que desta vez tem sua programação dividida em três noites que levarão ao palco diversos instrumentistas que acumulam passagens por pólos jazzísticos nacionais e internacionais.
Amanhã, na noite de abertura, a grade será formada por quartetos e quintetos. Na ocasião, estarão presentes as bandas Aqui Jazz (estilo contemporâneo), B2 (baixo como solista), Electric Jazz, Sabaguiteba, Ranniere Oliveira e Contrabanda - a programação ainda inclui uma homenagem ao maestro e saxofonista Edson Rodrigues, que receberá uma medalha de honra ao mérito. Na sexta-feira, é a vez da Uptown Band, Fábrica, Quarteto de Violões NoiseViola, Nem Preto Nem Branco e J.E.M. Trio.
O encerramento do Recife Jazz será dedicado às guitarras - alguns dos principais instrumentistas pernambucanos mostrarão trabalhos solos. Entre os convidados, estão Luciano Magno, Alexandre Bicudo, Beto Kaiser, Cacau Santos, Junior Gordo e Marcos Cabral.
II RECIFE JAZZ FESTIVAL
Nos próximos dias será realizado no Pátio de São Pedro, o 2° Festival de Jazz da Cidade do Recife. O evento é assinado pela Sax Jazz Produções (do saxofonista mineiro Alex Corezzi e da comunicóloga paulista Emanuelle Amaral), em parceria com a Prefeitura do Recife.
Na intenção de popularizar o gênero, considerado elitista, este ano, o Recife Jazz Festival (RJF) traz as principais bandas instrumentais da cena pernambucana, oferecendo entrada franca para o público, no Pátio de São Pedro. Na primeira edição, o RJF foi composto por oito atrações durante dois dias e recebeu mais de seis mil pessoas. Em 2004 o evento foi ampliado, terá três dias de duração, com 19 bandas subindo ao palco.
A maioria dos músicos do RJF tem passagem pelo cenário nacional e internacional. A experiência ao lado de grandes nomes da música brasileira e mundial garante uma excelente qualidade, que certamente surpreenderá os desavisados. Vale lembrar, que a qualidade da nossa música e dos nossos profissionais não ficam devendo a nenhuma cidade brasileira, como poderá ser conferido pelo público interessado, durante os três dias do festival.
A programação foi determinada de acordo com a formação de cada grupo. Na abertura, quinta-feira (02), 20h, o destaque será para os quartetos e quintetos, sendo privilegiado o público amante dos saxofones. Sobem ao palco as bandas: Aqui Jazz (quarteto de jazz contemporâneo), B2 (onde baixo assume lugar de solista), Eletric Jazz (o jazz elétrico do saxofonista mineiro Alex Corezzi), Sabaguiteba, Ranniere Oliveira e a mais tradicional banda de jazz da cidade, a Contrabanda .
Na mesma noite, será homenageado o Maestro e Saxofonista Edson Rodrigues, com a medalha de Honra ao mérito Recife JAZZ. Hoje, Edson é considerado pelos músicos como o Papa do Saxofone e do Jazz Pernambucano. A apresentação do saxofonista encerra as apresentações da quinta-feira.
Na sexta-feira (03), o público poderá conferir uma maior diversidade. Serão vários shows, que irão do Blues (pai do Jazz) - com a já conhecida Uptown Band - à orquestra de cordas improvisativas, A Fábrica. Na sexta também entram em cena o Quarteto de Violões NoiseViola, o Jazz funkeado do trio Nem Preto Nem Branco e a J.E.M Trio (seguindo a nova tendência do jazz com elementos eletrônicos).
Na última noite (sábado 04) as guitarras tomarão conta do Pátio de São Pedro. Os principais guitarristas do Estado estarão apresentando seus trabalhos solos, dentre eles, Luciano Magno, Alexandre Bicudo, Beto Kaiser, Cacau Santos, Junior Gordo e Marcos Cabral.
A lua cheia, característica do Recife Jazz Festival, e o público sensível à arte, darão um tempero ainda mais agradável a essas noites imperdíveis para os amantes da boa música.
Onde : PÁTIO DE SÃO PEDRO - Santo Antonio, Recife.
06/04/2004 13h59
Do JC OnLine
Conhecida pela irreverência dos Papangus durante a 'festa da carne', Bezerros também é ponto de encontro no período da Semana Santa. A cidade, localizada no agreste pernambucano, torna-se palco do II Festival da Serra Negra, entre os dias 09 e 10 de abril, atraindo os amantes do ecoturismo através de suas grutas, cavernas e mirantes.
A reserva ecológica fica a 10 Km da cidade e no espaço foi construído um dos maiores anfiteatros do Estado com capacidade para receber cerca de três mil pessoas. Entre as atrações do ecofestival está o Canto Poético que reúne o sacro e o místico sob a vertente da Paixão de Cristo. O Canto deste ano será chamado de Oratório da Paixão e tem a direção e textos de Fernando Augusto Gonçalves, criador do Mamulengo Só-Riso.
Uma das novidades do festival é o Pernambuco Acústico. A iniciativa irá reunir cantores locais que irão interpretar músicas com arranjos criados pelo maestro Edson Rodrigues, a exemplo do forrozeiro Josildo Sá. A programação de shows não pára por aí. Participam ainda Cordel do Fogo, Trio Nordestino, Chá de Zabumba e Serra Veia.
O diferencial do festival é o cuidado com a preservação do lugar. A produção sugere que os carros sejam deixados em Bezerros e que os visitantes utilizem as conduções disponíveis para levá-los a Serra Negra. O local oferece uma infra-estrutura satisfatória com oferta de restaurantes e artesanato local. Para as caminhadas, há guias locais treinados para guiar os visitantes.
Mostra - Artistas plásticos apresentam no festival a Mostra do Imaginário - a Farinhada, que pretende unir a beleza natural, cultural e gastronômica do Estado. Será construído um forno ao ar livre para que artesãos, farinheiras e os papangus convidados redescubram com o público a arte de fazer farinha, tão presente no interior pernambucano.
Festival em louvor à natureza
Serra Negra, no município de Bezerros, recebe evento que reúne música, artes plásticas, poesia, artes cênicas, esportes e muita aventura
S erra Negra, em Bezerros. Você conhece? Se a resposta for negativa aproveite para contemplar mais um espetáculo da natureza. O local, além de belo, recebe festival que reúne música, artes plásticas, poesia, artes cênicas e esportes de aventura.
Ainda na época da escravidão, segundo lenda, duas negras fugitivas esconderam-se dos capitães-do-mato nas serras dos arredores de Bezerros, cidade distante 110 Km do Recife. Daí veio a origem do nome da Serra Negra, lugar de beleza natural estonteante. Um parque ecológico que será palco, nesta sexta-feira e sábado, da segunda edição do Festival Serra Negra, um evento que reúne música, artes plásticas, poesia, artes cênicas e esportes de aventura.
Produzido pela Allegro Produções e a B52, viabilizado por incentivo cultural do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, o Festival Serra Negra será recheado de atrações em momentos e enfoques variados.
Montado em homenagem ao maestro Edson Rodrigues, o Pernambuco Acústico vai reunir cantores da cena local,que interpretarão músicas com arranjos criados pelo próprio maestro especialmente para o Festival Serra Negra. Um dos exemplos é a participação do músico Josildo Sá, que cantará três músicas: Desilusão e Bebo (do seu mais recente trabalho, o CD Coreto) e A Volta da Asa Branca. Todas as músicas interpretadas, três para cada intérprete, terão o arranjo do maestro Edson.
O Oratório da Paixão tem a direção e texto de Fernando Augusto. Com quatro atores, a performance terá uma harmonia perfeita com a proposta do lugar e do próprio festival: oferecer o diferente. A Mostra do imaginário, uma instalação performática sobre o universo iconográfico e do imaginário do fazer da farinha. Na proposta da farinhada será utilizado um ritual que conta com a participação do público, que irá descobrir durante a apresentação o seu papel nesse imaginário.
A programação de shows é rica. Com nomes como o Cordel do Fogo Encantado, o Trio Nordestino, o cantor Josildo Sá, Chá de Zabumba, Serra Veia e muitos outros nomes. A finalidade principal do evento é unir o patrimônio natural ecológico do Estado ao seu patrimônio cultural.
A produção enfatiza o cuidado em preservar o local, inclusive sugerindo que se deixem os automóveis em Bezerros, e utilizem-se as conduções que levam o visitante até a Serra, que fica a 10 km de distância da cidade. Lá na Serra, para quem subir de carro, os veículos serão estacionado na Vila.
A Serra Negra já oferece uma infra-estrutura satisfatória. Para os shows, dispõe de um anfiteatro de grandes dimensões, um Centro Cultural com oferta de artesanato local, restaurante, além da estonteante beleza natural. Para as caminhadas e visitas aos belos lugares reservados pela natureza, há guias locais treinados para levar o visitante a todos os roteiros da região.
BELEZA NATURAL - A beleza de Serra Negra já pode ser sentida no percurso Bezerros/Vila da Serra. O caminho do Eucalipto, além de aromatizar o lugar, leva à Caverna do Deda. Ao chegar lá no alto, na Vila de Serra Negra, o visitante que desconheceo lugar vai descobrir que a Serra tem atrações naturais de tirar o fôlego. Saindo da Vila o roteiro inicia no Mirante do Cruzeiro, depois vai até a Gruta do Vino (distância de 1,5 Km). Seguindo a caminhada, chega-se ao Parque Ecológico (distância de 2,5 Km), que reserva lugares raros. As surpresas iniciam no Mirante da Carambola.
TRILHAS - Seguindo um caminho de descobertas ainda temos o Mirante da Escada, passando pela Porta do Vento, que leva até a Gruta do Amor, que por sua vez oferece na sua vizinhança o Pau do Santo Casamenteiro - a lenda diz que a pessoa de muita fé, se beijar e abraçar a árvore, casa no máximo em nove meses.
O passeio não pára aí. Vale a pena esticar um pouco as pernas, tomar um bom copo com água e continuar contemplando a paisagem. Logo adiante dá para encarar a passagem pela Pedra Cortada para chegar ao Mirante do Gravatá Amarelo. É uma beleza rara, num lugar que vive como poucos: em perfeita harmonia com a natureza.
Informações de hotéis e pousadas pelo endereço eletrônico: www.bezerros-pe.hpg.ig.com.br.
19/02/2004 - 12:00
Resgate das músicas de carnavais passados
O coral "Madeira de Lei" nasceu da vontade dos integrantes de uma mesma família de aproximar ritmos pernambucano dos adolescentes
Vanya Albuquerque
Uma tarefa difícil para quem gosta do carnaval pernambucano é ficar parado ao ouvir os primeiros acordes dos frevos-de-bloco. Por ser uma boa foliã é que Sílvia da Fonte, 43 anos, juntou os adolescentes da família para cantar a cultura pernambucana. "Meus filhos, que já eram ligados à música - gravavam jingles para comerciais quando pequenos - gostavam de se juntar com os primos para cantar. Então, pensei em oficializar isso", explica Sílvia.
A primeira apresentação do coral "Madeira de Lei", em 1997, foi no Forte das Cinco Pontas, bairro de São José, em razão da comemoração do aniversário do compositor Capiba. "Lembro que cantamos o frevo-de-bloco 'Madeira que Cupim Não Rói', de Capiba. O que para nós foi uma honra já que o nome do nosso coral é baseado nessa música", conta Frederico Fontes, um dos integrantes do grupo.
Os seis anos de trabalho comprovam que a idéia de formar um coral com 10 jovens da mesma família para cantar frevo-de-bloco deu certo. "Decidimos cantar o frevo para aproximar os jovens dessa expressão da nossa cultura", explica Frederico da Fonte. O primeiro Cd do coral "Madeira de Lei", intitulado "Canto de Amor a Recife e Olinda", foi gravado em 2000. Composto por 11 músicas, das quais quatro são inéditas, ele traz canções famosas de Nelson Ferreira, Capiba , Paulo Sérgio Valle e Edu Lobo. O maestro Edson Rodrigues assinou a direção musical do disco que recebeu o apoio da Lei de Incentivo à Cultura.
Apesar de Sílvia da Fonte confessar que "é complicado se apresentar fora da época carnavalesca", afirma que vale a pena continuar porque "a idéia de se ter um coral com adolescentes cantando a cultura popular é interessante". O grupo se prepara para fazer uma apresentação na cidade de Triunfo, sertão pernambucano, durante o Circuito do Frio - o convite recebido prova que o frevo não precisa ficar restrito ao carnaval.
Edição de Quarta-Feira, 4 de Junho de 2003
Jam session é opção no bar Colarinho
CONTRABANDA
Já faz parte da agenda: em todas as quartas-feiras, a Contrabanda marca as noites do bar Colarinho, nas Graças, com jazz competente. Hoje, o grupo promete uma surpresa para a jam session. A curiosidade só será quebrada indo conferir a apresentação que começa às 21 horas. As canjas e músicos convidados já viraram tradição na Contrabanda, que esteve ao lado de nomes como Jeff Gardner, Fábio Costa, Johnson Lee e Jeovah da Gaita. A banda aproveita a ocasião para apresentar o mais novo integrante, o saxofonista Edson Rodrigues.
OBS.: o Maestro Edson Rodrigues toca na Contrabanda desde 1987.
Nordesteweb.com
O descompasso do frevo
Por JOSÉ TELES
Houve uma época em que os frevos eram levados em partituras para serem gravados no Rio de Janeiro, por orquestras regidas por músicos renomados como Pixinguinha. Os resultados raramente agradavam aos pernambucanos. Geniais em sambas, valsas ou choros, os músicos do sudeste não conseguiam apreender as peculiaridades do frevo, tratado por eles como "marcha do Norte". O frevo não é só uma música que nenhuma terra tem, como só se dá bem com músicos de sua terra.
Entrevistamos músicos que falam a linguagem do frevo com perfeição. Os maestros José Menezes, Clóvis Pereira (foto à esquerda), Guedes Peixoto (à direita), Edson Rodrigues, Duda, todos já consagrados em sua profissão, e Spok, que, aos 32 anos, é um dos poucos maestros de frevo de sua geração. O mais jovem dos maestros da velha geração, Edson Rodrigues, está com 60 anos. O mais velho, José Menezes, com 79. Sem o aprendizado de suas regras, pode ser que o idioma dominado por eles esteja fadado ao desaparecimento. Tem futuro o frevo? Começamos essa reportagem com as opiniões dos maestros Clóvis Pereira, Guedes Peixoto e Spok.
Spok é uma esperança para novas gerações
Spok é um dos poucos músicos sua geração a dedicar-se ao frevo. Com a Orquestra de Frevo do Recife ele tem animado carnavais, gravado discos de cantores como Alceu Valença ou Fagner, e acompanhado Antônio Nóbrega em turnês. Spok iniciou a carreira tocando na banda de música da Assembléia de Deus de Abreu e Lima, aprendendo o bê-a-bá com o maestro que a dirigia, Policarpo Lira Filho. "Fui no ensaio da banda por causa de um amigo, acabei querendo aprender sax", recorda.
Frevo, Spok diz que entrou para valer em sua vida quando conheceu Duda, Dimas Sedícias e Edson Rodrigues. "Eles não me ensinaram formalmente, eu aprendi com a grade, um termo usado por músicos. Ali estão todos os elementos que eles escreveram para música ser executada. Então, eu levava estas grades para casa e aprendia cada item que estava ali anotado."
Modesto, Spok conta que vieram elogiá-lo por um arranjo do Hino de Pernambuco, gravado em um CD encomendado pelo Governo do Estado. "Eu disse que aquele arranjo não era meu, era de Duda. Aprendi tanto com ele, que me parece que todo arranjo que faço é de Duda", revela.
A modéstia não para por aí. Spok não se vê como único talento de arranjador e orquestrador de frevos surgido nos últimos dez anos. Ele cita dois nomes que admira: Adelmo Apolônio, assistente da Banda Municipal, e Fábio César, que rege uma orquestra de frevos na Várzea. "Eu admiro os maestros que citei, que me influenciaram, mas não se pode esquecer do Maestro Nunes, muito bom em frevo de rua, mas pouco reconhecido. Eu lembraria ainda Mário Mateus e Ademir Araújo". Mesmo assim, admite que, hoje em dia, não está fácil para orquestras. "Eu trabalho com 18 músicos, não é barato. Então, vem um conjunto com teclados e diminui muito os custos, isto é um fato."
Falsa modéstia, no entanto, não é com Spok. Ele concorda que o frevo é uma música de execução difícil para quem não é pernambucano, ou que não tenha morado no Estado. "Para entender o frevo, tem que ser daqui, ou estar aqui por muito tempo. Tenho levado arranjos meus para outras cidade e sinto a dificuldade que os músicos têm para interpretar. Outro dia, eu estava no Rio com Vitor Biglione e Léo Gandelman, então, Wagner Tiso tocou Duda no Frevo. Eles diziam que dava para tocar numa boa. Porém, ele não tocou, apenas executou, faltou o sotaque".
O adeus do último frevo-canção
José Menezes, 79 anos, Edson Rodrigues, 61, José Urcisino, conhecido como maestro Duda, 67, são três referências musicais pernambucanas. Embora tenham feito outros tipos de música, eles são mais conhecidos por fazer frevo. Com eles, o Jornal do Commercio encerra a série de reportagens na qual se lembrou do passado, discutiu-se o presente, e fez-se conjecturas sobre o futuro do frevo. Na matéria anterior, publicamos depoimentos dos maestros Clóvis Pereira, Guedes Peixoto e Spok, apontado como uma das poucas revelações da nova geração, um jovem maestro que entende a linguagem do frevo.
"Somos o País da vaga lembrança, não se pensa aqui em nada a longo prazo. As pessoas que trabalham com cultura seguem modismos, quem é que está preocupado com o frevo?" Quem faz a pergunta é Edson Rodrigues. Músico profissional desde 1958, quando ingressou (com 16 anos) na Banda Cidade do Recife, professor do Conservatório Pernambucano de Música, formado em jornalismo. Ele não apenas arranja e orquestra, como também é um estudioso do frevo (tema de seu mestrado). Para Rodrigues, a salvação, não apenas do frevo, mas de outras manifestações culturais, tem uma saída: as escolas. "É preciso repensar o currículo escolar. Não se ensina cultura pernambucana nas escolas. Só assim, haveria a manutenção deste caudal cultural que temos. Tem que começar com as crianças, é preciso que se ame as coisas da gente muito cedo."
Ao contrário de muitos defensores do frevo, Edson Rodrigues não é a favor de que se elimine a música baiana do Carnaval pernambucano: "Somos um País muito grande, há lugar para todos. Esta conversa me faz lembrar Nelson Ferreira. Numa época em que se temia que o samba poderia acabar com o frevo, foram perguntar a opinião de Nelson, e ele então respondeu que não era contra o samba, era a favor do frevo."
Edson Rodrigues concorda que a falta de renovação em regentes que entendam o ‘idioma’ é a grande ameaça à sobrevivência do frevo. Ou, pelo menos, do frevo que requer apuro dos executantes. "Os frevos que Zumba, falecido em 1974, fazia exigiam técnica dos músicos. Hoje, o que se toca na rua, no Carnaval, são frevos como os que o maestro Nunes faz. É um frevo sem variações, sem trabalho de colcheias, de semimínimas. Não precisa entender muito de frevo para tocar. Por exemplo, É de perder os sapatos, de Nunes, deveria ser chamado de Meu primeiro frevo", ironiza.
Saxofonista, Edson Rodrigues já tocou em bandas de jazz, mas ressalta que não tocava jazz como os americanos, assim como os pernambucanos não fazem samba feito os cariocas, que por sua vez jamais fizeram frevos como os pernambucanos. Em sua opinião, tem diversos motivos a estagnação do frevo e a conseqüente falta de renovação de maestros. "A priori, o frevo tem um problema, requer vivência. Cresci ouvindo Duda, Nelson Ferreira. Nem acho que saber música é fundamental. A gente teve aqui um músico de frevo, Lídio Macacão, que tocava de ouvido. Então, esta vivência não está existindo. A meu ver, um fator fundamental foi as emissoras de TV e rádio terem acabado com suas orquestras. Então, o pessoal foi para onde dava mais dinheiro. No interior, em vez de entrar nas bandas, os garotos, influenciados pelos Beatles, trocaram os instrumentos de sopro pela guitarra. Hoje, quase não há bandinhas nas cidades do interior".
Ele termina a conversa com uma provocação: "Curioso é que a música para Carnaval está desaparecendo e, ao mesmo tempo, o Carnaval está cada vez maior".
Um coral de 10 jovens que resgatam músicas de carnavais passados. A fórmula deu certo no Coral Madeira de Lei que se apresenta, hoje, no London Pub. O grupo sempre está presente em comemorações da cidade e dividindo palco com artistas de renome no País como Naná Vasconcelos e Alceu Valença.
No repertório de hoje o público vai apreciar o seu primeiro CD, Canto de Amor a Recife e Olinda, gravado em junho do ano passado. O disco é composto por quatro músicas inéditas e 11 de composições de Capiba, Nelson Ferreira, Edu Lobo e Paulo Sérgio Valle. A direção musical, arranjo e trabalho de vozes são do maestro Edson Rodrigues.
Contrabanda apura o toque nordestino no jazz
Por Marcos Toledo
No final dos anos 80, o casarão de número 281, na Rua Prudente de Morais, em Olinda, abrigara o restaurante Berro D’Água, local onde Nilton Rangel (guitarra), Fernando Rangel (contrabaixo acústico), Edson Rodrigues (saxofones) e Henrique Almeida (bateria) formaram o que seria o embrião da Contrabanda, grupo de jazz que surgiria dois anos depois. Atualmente, no mesmo endereço, funciona o não menos sofisticado o pub Uruguay Club, onde os irmãos Rangel - agora acompanhados do baterista Enoque Souza e do saxofonista venezuelano Carlos Cárdenas - apresentam-se todas as quintas-feiras e sábados.
A Contrabanda surgiu a partir das experiências dos músicos fundadores no antigo bar Mandala, nos Aflitos. Desde então, exerciam um repertório que unia jazz, bossa nova e MPB. Em 1989, já com o nome atual - e com um novo baterista (Cássio Cunha) -, o grupo iniciou a trajetória profissional que perdura até hoje, tocando em outras casas noturnas, festivais e projetos de música instrumental no Estado.
Segundo Nando (como é mais conhecido) Rangel, desde o início da formação havia uma preocupação de desenvolver um trabalho sobre os temas clássicos da música erudita, jazz, bossa e MPB, experimentando uma fusão com a linguagem dos sons regionais, como o maracatu e o baião. "Há composições nossas que não refletem essa mistura, mas apontam para uma direção diferenciada", avalia Nando.
Já em 1991, o conjunto passou a desenvolver um repertório próprio. Mesmo passando por diversas alterações de integrantes, na bateria e no sopro, a Contrabanda sempre teve como núcleo os irmãos Rangel. Eles próprios atribuem as mudanças na formação ao gabarito dos demais músicos. "O talento deles crescia e se tornava maior que a cidade", conta Nilton.
Com o sax do maestro Edson Rodrigues e a bateria do também professor Maurício Chiappetta, a Contrabanda consolidou um trabalho devidamente registrado no CD Summertime, produção independente de 1995. Em 10 faixas, o quarteto dedica metade às próprias composições, e a outra a clássicos de George Gershwin (música-título), Tom Jobim (Wave), Charlie Parker (Au privave) e até Luiz Melodia (Pérola Negra).
A mistura de gêneros, Nilton define como uma espécie de ferramenta para se aproximar do grande público, mais acostumado à música vocal do que à instrumental. "No início da Contrabanda, o público geral não tinha acesso ao jazz", diz . "Fazíamos então Caetano Veloso, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ivan Lins com arranjo jazzístico, para poder conquistá-lo".
Os irmãos Rangel, ambos professores de música - Nando na Universidade Federal e Nilton no Conservatório de Pernambuco -, contudo, afirmam que sempre tiveram a preocupação de mostrar a importância da influência regional na música instrumental produzida no Estado. Para tanto, desenvolveram o chamado ‘Laboratório de Improvisação’, por meio do qual passavam a ‘mensagem’ para os instrumentistas que se formavam a cada ano. "Desde o começo pensávamos em fazer um trabalho musical no qual pudéssemos experimentar linguagens", conta Nando. "Procuramos ter uma visão mais aberta da música", assegura.
Pernambucanos da Gema
Quenga de Coco está na Paradoxx
O grupo mistura o autêntico forró pé-de-serra com arranjos de metal
Mariza Pontes
O sufoco do primeiro disco, uma gravação independente que vendeu sete mil cópias em Pernambuco, mas exigiu um trabalho de formiguinha, já é coisa do passado. A banda pernambucana de forró Quenga de Coco assinou contrato com a gravadora Paradoxx, que vai trabalhar a distribuição do segundo CD do grupo, A Pisada é Essa, para todo o Nordeste, e acionar um esquema de lançamentos em shows. Eufóricos, os sete integrantes da banda já sonham com a conquista do mercado nacional, num futuro próximo.
O CD foi gravado em dezembro pela Somax, no Recife, e seria mais uma produção independente do Quenga de Coco, mas a sorte ajudou: um amigo ligado ao escritório da gravadora no Recife ouviu a fita, gostou, levou para avaliação e o resultado não podia ser melhor: os rapazes e o empresário Léo Pontual foram chamados para assinar contrato, de três anos, que prevê a prensagem do disco em São Paulo, a distribuição para todo o Nordeste, a divulgação na mídia (o primeiro show de lançamento já está previsto para o próximo mês, ainda sem data e local agendados). Além disso, a Paradoxx se comprometeu a bancar mais dois CDs da banda.
A produção é de Paulo Barros, professor do Conservatório Pernambucano de Música, que tem produzido também todos os shows da banda. Os arranjos são do Mestre Camarão, que sabe tudo de forró segundo Diego Reis, vocalista, sanfoneiro e principal compositor do grupo, que fez dez das 14 músicas do CD. Mestre Camarão tem dado apoio à rapaziada e uns toques que ajudam a unir o conhecimento teórico musical com o verdadeiro molho do forró, principal característica da banda Quenga de Coco.
Uma das novidades no estilo da banda, que se tornou mais dançante, é a inclusão de metais, com arranjos do maestro Edson Rodrigues. Uma das músicas, Fogo Porreta, já vem sendo trabalhada pelo grupo, que aposta no sucesso regional. As 14 faixas trazem músicas de Diego Reis e parcerias dele com Carlinhos Neves, Everaldo Barreto e Alexandre Góes, além de músicas de Dominguinhos/Abel Silva, instrumentais do Mestre Camarão, Maciel Melo e Petrúcio Amorim.
Fonte: Diário de Pernambuco - 09/04/98
Pernambucanos da Gema
Do teatro para a vida de cantor
Fernanda d'Oliveira
Dividido entre o teatro e a dança, basicamente nas montagens da Companhia Antonio Bernardi, como O Galo Jackson, Beto Rezende percebeu que poderia ser cantor de verdade quando esta peça virou show. "Eu cantava quase todas as músicas e vi que possuía um bom potencial vocal. Mas não quis arriscar nada novo aqui no Recife." O sonho do Sudeste, de um melhor mercado de trabalho, tornou-se realidade e ele partiu para o Rio de Janeiro, há pouco mais de um ano, oficialmente com ator, oficiosamente dançando e com o sonho de ser cantor.
E foi com a voz que Beto Rezende atacou primeiro. Tentou lançar o CD Baila, cheio de salsas, já gravado aqui no Recife, com músicos de jazz do calibre de Fábio Valois, Tony Fuscão, maestro Edson Rodrigues, José Rock, Nilson, Ivo e Ivinho. Apenas este ritmo caribenho não agradou as gravadoras, que ficariam com o trabalho da mixagem e distribuição do trabalho. A receita encontrada pelo cantor foi substituir seis salsas por seis músicas inéditas, de outros ritmos, mesclando, claro, comvárias salsas. "Parti para o mangue-beat, ciranda em ritmo de bossa e outras inovações, criando um novo CD Baila."
Enquanto não concretiza o disco, Beto Rezende divulga o novo trabalho cantando com uma mini-orquestra de músicos da Escola Antonio Adolfo. "O pianista, Zezo Olímpio, foi o segundo colocado num campeonato de jazz, realizado em novembro passado, na Bélgica", diz ele, para mostrar o quilate da moçada que o acompanha. "E para ensaios e estudo tenho todo o tempo do mundo. Como trabalho à noite no Spa Maria Bonita, da atriz Tânia Alves, com dança-terapia e música, tenho o dia inteiro para fazer outras coisas", justifica.
No Recife até começo de abril, Beto Rezende veio negociar o novo disco ou partir para uma produção independente. "Já está pintando esta segunda opção, com patrocinadores daqui. Mas também voltei a Pernambuco para rever familiares. E se o disco não se concretizar por aqui, até junho, no segundo semestre ele sai no Rio de Janeiro, com uma destas duas opções. O que fica certo é que Baila sairá em CD este ano".
Fonte: Diário de Pernambuco - 1°/abr/98
Música de fundo: Flauteando, do CD Sagrama.



Começa nesta sexta o III Recife Jazz Festival
30.09.2005
Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura da Cidade do Recife
Boletim Diário
29.09.2005
Jornal do Commercio
Publicado em 09.09.2005
Diário de Pernambuco
Caderno Viver
24.05.2005
Diretoria cumpre mandato de 4 anos e promete se aproximar da categoria
Especial para o DIARIO
Jornal do Commercio
Caderno Cidades
Blocos líricos se encontram na Rua da Aurora
Publicado em 23.01.2005
JC ONLINE
Lançamento
21/01/2005 às 13h01
Do JC OnLine
Jornal do Commercio
Caderno C
Publicado em 02.09.2004
Jornal do Commercio
Caderno C
Publicado em 02.09.2004
Diário de Pernambuco
Diário de Pernambuco
02.09.2004
Especial para o DIÁRIO
Da Redação do PERNAMBUCO.COM
01.09.2004
Dias: 02, 03 e 04 de Setembro
Local: Pátio de São Pedro
Horário: 20h
Entrada gratuita

Publicado em 01.09.2004
Pernambuco.com
www.guiapernambuco.com.br
Quando : Dias 2, 3 e 4 de setembro de 2004, às 22h.
Detalhes : Entrada Franca.
II Festival da Serra Negra atrai amantes do Ecoturismo
Diário de Pernambuco online
06.04.2004
InterCidadania - PE
www.intercidadania.com.br
Diário de Pernambuco
Jornal do Commercio
28-01-2003
Jornal do Commercio
Recife - 16.02.2001
Sexta-feira
Jovens do Coral Madeira de Lei cantam seu amor por Olinda e Recife em ritmo de frevo
Jornal do Commercio
Recife - 09.08.2000
Quarta-feira
Pernambu.Net
Da equipe do DIÁRIO
Pernambu.Net
O ator e bailarino Beto Rezende se prepara para o primeiro CD
Da equipe do DIÁRIO